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Figura do astronauta ainda fascina pela
possibilidade de viajar além dos limites da Terra

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Figura do astronauta ainda fascina pela possibilidade de viajar além dos limites da Terra


Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

18/01/2020 | 23:59


A figura de um/uma astronauta remete a pessoa que viaja pelo espaço. Há quem perceba nesse tipo de personagem um explorador moderno, capaz de ir além dos limites da Terra para chegar o mais próximo possível de planetas, satélites, estrelas e outros elementos que existem no universo. Entre diversas curiosidades sobre o que realmente existe na imensidão entre galáxias e as informações oficiais que chegam das agências espaciais internacionais, não há como negar que os também chamados cosmonautas são os personagens mais próximos do imaginário popular.

O Brasil celebra essa figura com a comemoração do Dia do Astronauta, que ocorre anualmente em 9 de janeiro desde 2007 para festejar a ida de Marcos Pontes, natural da cidade de Bauru, no Interior de São Paulo, para missão espacial. Ele viajou em 2006 e é o primeiro brasileiro a ter recebido treinamento específico e saído da atmosfera terrestre. A data específica também foi escolhida em referência ao francês Jean-Pierre Blanchard, que realizou o voo inicial de balão na América do Norte em 9 de janeiro de 1793, um marco no contato do homem com a possibilidade de voar.

Na verdade, não existe a profissão de astronauta. Eles são pessoas que passam por preparação especial e rigorosa para que possam realizar atividades determinadas enquanto estiverem no espaço, seja para pilotar uma nave, comandar uma missão ou para lidar com cargas, entre outras possibilidades. Geralmente, os cargos são ocupados por homens e mulheres com graduação avançada em áreas ligadas a ciências exatas, como matemática, química, física ou algum tipo de engenharia, ou biológicas, casos de biomedicina e biologia.

Também é necessário que saibam falar outras línguas, especialmente os idiomas naturais dos países das agências espaciais, a exemplos de Nasa (Estados Unidos), Roscosmos (Rússia) e CNSA (China). São anos de estudos científicos no solo, com todos os aspirantes sonhando com a convocação para participar de uma jornada e finalmente poderem ser chamados de astronautas.

O País tem pouca tradição em exploração além dos limites da Terra. Ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a AEB (Agência Espacial Brasileira) surgiu na década de 1990 e tem parcerias com outras organizações internacionais para dar apoio em missões. Atualmente, não existem projetos de viagem espacial nos planos da entidade.

Um dos pontos fortes da AEB são as pesquisas realizadas por cientistas brasileiros. São estudos diversos que tentam desenvolver elementos e ferramentas para ajudar no cotidiano. Patinetes elétricos, aplicativos e a internet fazem parte dos frutos desses resultados espaciais.

Marcos Pontes representou o País

Astronautas de diferentes nacionalidades já trabalharam – e ainda trabalham – na Estação Espacial Internacional. Trata-se de gigante laboratório que está a cerca de 350 quilômetros de altitude. Um dos visitantes foi o engenheiro paulista Marcos Pontes, conhecido como o primeiro astronauta brasileiro.

O tenente-coronel da Força Aérea do País foi o personagem principal da Missão Centenário, ocorrida em março de 2006 e montada como parceria entre a Agência Espacial Brasileira e a Agência Espacial da Federação Russa. A nome do projeto prestou homenagem à celebração dos 100 anos do primeiro voo tripulado de uma aeronave, o 14 Bis, realizado pelo também brasileiro Santos Dumont (1873-1932), em 1906.

Aos 43 anos, Pontes já estava qualificado como astronauta depois de treinamentos na Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, mas complicações em missões anteriores com um ônibus espacial fizeram com que fosse redirecionado para voar com os russos. Ele viajou como integrante da nave Soyuz TMA-8, acompanhado de outros dois astronautas estrangeiros, e passou dez dias no espaço realizando experimentos em ambientes de microgravidade, incluindo alguns enviados por escolas de ensino médio. Pontes ocupa atualmente o cargo político de ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

BUZZ LIGHTYEAR. O patrulheiro espacial se tornou uma das figuras mais queridas da cinessérie ‘Toy Story’. Ele demorou para entender que não era um astronauta de verdade, mas, sim, um brinquedo. Algumas de suas aventuras interplanetárias foram mostradas na série animada ‘Buzz Lightyear do Comando Estelar’, do começo dos anos 2000.

Voos espaciais comerciais já movimentam o mercado. O objetivo é que pessoas comuns possam visitar o espaço como turistas nos próximos anos com pacotes custando milhões de dólares.

Consultoria de Carlos Moura, presidente da AEB (Agência Espacial Brasileira).  



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Figura do astronauta ainda fascina pela
possibilidade de viajar além dos limites da Terra

Figura do astronauta ainda fascina pela possibilidade de viajar além dos limites da Terra

Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

18/01/2020 | 23:59


A figura de um/uma astronauta remete a pessoa que viaja pelo espaço. Há quem perceba nesse tipo de personagem um explorador moderno, capaz de ir além dos limites da Terra para chegar o mais próximo possível de planetas, satélites, estrelas e outros elementos que existem no universo. Entre diversas curiosidades sobre o que realmente existe na imensidão entre galáxias e as informações oficiais que chegam das agências espaciais internacionais, não há como negar que os também chamados cosmonautas são os personagens mais próximos do imaginário popular.

O Brasil celebra essa figura com a comemoração do Dia do Astronauta, que ocorre anualmente em 9 de janeiro desde 2007 para festejar a ida de Marcos Pontes, natural da cidade de Bauru, no Interior de São Paulo, para missão espacial. Ele viajou em 2006 e é o primeiro brasileiro a ter recebido treinamento específico e saído da atmosfera terrestre. A data específica também foi escolhida em referência ao francês Jean-Pierre Blanchard, que realizou o voo inicial de balão na América do Norte em 9 de janeiro de 1793, um marco no contato do homem com a possibilidade de voar.

Na verdade, não existe a profissão de astronauta. Eles são pessoas que passam por preparação especial e rigorosa para que possam realizar atividades determinadas enquanto estiverem no espaço, seja para pilotar uma nave, comandar uma missão ou para lidar com cargas, entre outras possibilidades. Geralmente, os cargos são ocupados por homens e mulheres com graduação avançada em áreas ligadas a ciências exatas, como matemática, química, física ou algum tipo de engenharia, ou biológicas, casos de biomedicina e biologia.

Também é necessário que saibam falar outras línguas, especialmente os idiomas naturais dos países das agências espaciais, a exemplos de Nasa (Estados Unidos), Roscosmos (Rússia) e CNSA (China). São anos de estudos científicos no solo, com todos os aspirantes sonhando com a convocação para participar de uma jornada e finalmente poderem ser chamados de astronautas.

O País tem pouca tradição em exploração além dos limites da Terra. Ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a AEB (Agência Espacial Brasileira) surgiu na década de 1990 e tem parcerias com outras organizações internacionais para dar apoio em missões. Atualmente, não existem projetos de viagem espacial nos planos da entidade.

Um dos pontos fortes da AEB são as pesquisas realizadas por cientistas brasileiros. São estudos diversos que tentam desenvolver elementos e ferramentas para ajudar no cotidiano. Patinetes elétricos, aplicativos e a internet fazem parte dos frutos desses resultados espaciais.

Marcos Pontes representou o País

Astronautas de diferentes nacionalidades já trabalharam – e ainda trabalham – na Estação Espacial Internacional. Trata-se de gigante laboratório que está a cerca de 350 quilômetros de altitude. Um dos visitantes foi o engenheiro paulista Marcos Pontes, conhecido como o primeiro astronauta brasileiro.

O tenente-coronel da Força Aérea do País foi o personagem principal da Missão Centenário, ocorrida em março de 2006 e montada como parceria entre a Agência Espacial Brasileira e a Agência Espacial da Federação Russa. A nome do projeto prestou homenagem à celebração dos 100 anos do primeiro voo tripulado de uma aeronave, o 14 Bis, realizado pelo também brasileiro Santos Dumont (1873-1932), em 1906.

Aos 43 anos, Pontes já estava qualificado como astronauta depois de treinamentos na Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, mas complicações em missões anteriores com um ônibus espacial fizeram com que fosse redirecionado para voar com os russos. Ele viajou como integrante da nave Soyuz TMA-8, acompanhado de outros dois astronautas estrangeiros, e passou dez dias no espaço realizando experimentos em ambientes de microgravidade, incluindo alguns enviados por escolas de ensino médio. Pontes ocupa atualmente o cargo político de ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

BUZZ LIGHTYEAR. O patrulheiro espacial se tornou uma das figuras mais queridas da cinessérie ‘Toy Story’. Ele demorou para entender que não era um astronauta de verdade, mas, sim, um brinquedo. Algumas de suas aventuras interplanetárias foram mostradas na série animada ‘Buzz Lightyear do Comando Estelar’, do começo dos anos 2000.

Voos espaciais comerciais já movimentam o mercado. O objetivo é que pessoas comuns possam visitar o espaço como turistas nos próximos anos com pacotes custando milhões de dólares.

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