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O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, criticou ontem a política de comércio exterior do Brasil que, segundo ele, permite a "invasão" de produtos subfaturados da China e prejudica o emprego no País.

Em discurso a diretores da Fundação Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), em São Paulo, Serra prometeu que, se eleito, mudará essa situação em dois meses. O tucano atacou também a política econômica do governo Lula. "Falta uma política econômica eficiente. Sobrevaloriza-se a taxa de câmbio de uma maneira que a importação é incentivada artificialmente e é retirada a competitividade da exportação também artificialmente", afirmou. "Eu estava dizendo para ao Synésio (Batista da Costa, presidente de Abrinq) que, chegando no governo, em dois meses nós vamos resolver esse assunto."

Serra relacionou a fraca defesa comercial do País à redução de postos de trabalho na indústria dos brinquedos. "Há dez anos, o setor empregava 40 mil pessoas. Hoje, apesar de todo o crescimento da demanda e da economia, emprega 23 mil", disse o candidato. "Não há defesa comercial. A defesa comercial do Brasil é de quarto mundo." O tucano classificou como "completamente tola" a decisão do governo federal de reconhecer a China como uma economia de mercado. "Foi uma concessão feita para nada. Do ponto de vista prático, só traz prejuízo."

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O candidato afirmou que, para vender mais barato no mercado brasileiro, os produtos chineses entram no Brasil subfaturados. "São procedimentos desleais de comércio. Há sub cálculo nos preços, na quantidade e no peso dos produtos, que são elementos para o cálculo do imposto. A China subfatura tudo isso, entra no mercado brasileiro e nós perdemos empregos."

Para Serra, a defesa comercial do País está relacionada aos direitos da criança, pois preservaria os empregos dos pais. "Para fortalecer a criança, nós temos que fortalecer os empregos e, para fortalecer os empregos, temos que dar condições de lealdade ao comércio brasileiro", disse. "Há coisa pior para uma criança do que um pai desempregado? Eu não sou capaz de imaginar."

Serra foi à Fundação Abrinq para assinar o termo de compromisso do projeto Presidente Amigo da Criança, pelo qual se compromete a, se eleito, tomar medidas para proteger e melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes. A postulante Dilma Rousseff (PT) já assumiu o mesmo compromisso.

O candidato prometeu que, se eleito, investirá em creches e na ampliação do atendimento de saúde à gestante e crianças, além de fazer obras de saneamento para ajudar a reduzir a mortalidade infantil.

Elba Ramalho - A assessoria de imprensa de Elba Ramalho divulgou nota ontem para reforçar que não é dela a voz que canta uma versão da música Bate Coração, veiculada ontem no programa eleitoral do candidato José Serra. "A cantora, que em 2002 apoiou sua candidatura à Presidência, não foi sequer consultada sobre a veiculação da música na campanha e prefere não se pronunciar sobre a disputa neste ano de 2010", conclui a nota.

Imagem - Os candidatos a governador de São Paulo Aloizio Mercadante (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) voltaram hoje a unir as próprias imagens às do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do candidato a presidente José Serra (PSDB) na publicidade eleitoral gratuita da campanha estadual, que foi ao ar às 13h de ontem pela televisão. A mesma estratégia havia sido adotada na publicidade eleitoral de rádio, de manhã.

Embora não tenha aparecido nas imagens, Serra foi citado por Alckmin, que também evitou críticas à oposição. "Para que você tenha mais oportunidades, vamos ajudar o País e o presidente José Serra fazendo as grandes obras que geram emprego para as pessoas", afirmou. O candidato do PSDB a governador de São Paulo mencionou projetos realizados pela legenda, entre eles o Bom Prato, de refeições a um real, e o Dose Certa, que oferece 67 tipos de remédios de graça para pacientes.

 




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