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Governador do Estado, João Doria planeja passar balsa de São Bernardo à iniciativa privada

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Linha do Bororé, na Capital, também será privatizada; economia deve chegar a R$ 100 mi


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

14/01/2020 | 10:31


O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), quer privatizar as balsas de São Bernardo, no Grande ABC, e do Bororé, no extremo Sul da Capital, ainda no segundo semestre deste ano. A ideia do tucano é incluir as três linhas no pacote de concessão das travessias do litoral, visando economia de R$ 100 milhões aos cofres públicos.

A balsa João Basso faz o percurso entre o Riacho Grande e o bairro Tatetos, ambos no município são-bernardense. O equipamento leva 1,7 milhão de pedestres e 1,1 milhão de veículos ao ano. Já as balsas do Bororé atuam em dois trajetos; o primeiro faz a travessia entre o Grajaú e Península; o segundo, Taquacetuba, vai do Bororé para São Bernardo. Juntas, as três linhas transportam 2,2 milhões de passageiros e 1,8 milhão de veículos por ano, totalizando 180 mil viagens.

Além da economia ao Estado, espera-se melhoria no serviço em todos os pontos. Em São Bernardo, por exemplo, a reclamação na demora da travessia é assunto antigo. Em 2018 o equipamento foi inclusive trocado, na tentativa de aperfeiçoar o serviço. A balsa passou a ter o dobro da capacidade, comportando 400 passageiros e 40 veículos por trajeto, entretanto, as filas em horários de picos permanecem. A mudança custou cerca de R$ 2,5 milhões aos cofres públicos.

Para aprovação do projeto, a gestão de Doria contratou a FGV (Fundação Getúlio Vargas) para definir o modelo de desestatização das balsas. A viabilidade da medida, entretanto, depende da conclusão deste levantamento.

Atualmente, o governo é responsável por oito operações de balsa no Estado, por meio do Dersa. A principal travessia é entre Santos e Guarujá, no litoral. A empresa pública é responsável ainda pelos trajetos entre Guarujá e Bertioga, Ilhabela e São Sebastião, Iguape e Juréia, Cananéia e continente, Cananéia e Ilha Comprida e Cananéia e Ariri, além das travessias por lanchas de passageiros entre Santos e Vicente de Carvalho.

Questionado, o governo do Estado disse que contratou a FGV para realizar estudos e definir o cronograma e a modelagem para desestatização das Travessias Paulistas, contempladas por 11 trajetos – oito operados pela Dersa no litoral e outros três na região da represa Billings, operados pela EMAE. Em nota, a Pasta informou que "a modelagem financeira da concessão indicará a melhor configuração para atender a população e atrair os investidores".

Ainda de acordo com a Secretaria, o projeto foi autorizado pelo Conselho Gestor de PPPs e Concessões do Governo do Estado. "Nos próximos meses, será finalizada a etapa de sondagem ao mercado, para, na sequência, serem realizadas audiências públicas. A conclusão do processo será ainda este ano."



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Governador do Estado, João Doria planeja passar balsa de São Bernardo à iniciativa privada

Linha do Bororé, na Capital, também será privatizada; economia deve chegar a R$ 100 mi

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

14/01/2020 | 10:31


O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), quer privatizar as balsas de São Bernardo, no Grande ABC, e do Bororé, no extremo Sul da Capital, ainda no segundo semestre deste ano. A ideia do tucano é incluir as três linhas no pacote de concessão das travessias do litoral, visando economia de R$ 100 milhões aos cofres públicos.

A balsa João Basso faz o percurso entre o Riacho Grande e o bairro Tatetos, ambos no município são-bernardense. O equipamento leva 1,7 milhão de pedestres e 1,1 milhão de veículos ao ano. Já as balsas do Bororé atuam em dois trajetos; o primeiro faz a travessia entre o Grajaú e Península; o segundo, Taquacetuba, vai do Bororé para São Bernardo. Juntas, as três linhas transportam 2,2 milhões de passageiros e 1,8 milhão de veículos por ano, totalizando 180 mil viagens.

Além da economia ao Estado, espera-se melhoria no serviço em todos os pontos. Em São Bernardo, por exemplo, a reclamação na demora da travessia é assunto antigo. Em 2018 o equipamento foi inclusive trocado, na tentativa de aperfeiçoar o serviço. A balsa passou a ter o dobro da capacidade, comportando 400 passageiros e 40 veículos por trajeto, entretanto, as filas em horários de picos permanecem. A mudança custou cerca de R$ 2,5 milhões aos cofres públicos.

Para aprovação do projeto, a gestão de Doria contratou a FGV (Fundação Getúlio Vargas) para definir o modelo de desestatização das balsas. A viabilidade da medida, entretanto, depende da conclusão deste levantamento.

Atualmente, o governo é responsável por oito operações de balsa no Estado, por meio do Dersa. A principal travessia é entre Santos e Guarujá, no litoral. A empresa pública é responsável ainda pelos trajetos entre Guarujá e Bertioga, Ilhabela e São Sebastião, Iguape e Juréia, Cananéia e continente, Cananéia e Ilha Comprida e Cananéia e Ariri, além das travessias por lanchas de passageiros entre Santos e Vicente de Carvalho.

Questionado, o governo do Estado disse que contratou a FGV para realizar estudos e definir o cronograma e a modelagem para desestatização das Travessias Paulistas, contempladas por 11 trajetos – oito operados pela Dersa no litoral e outros três na região da represa Billings, operados pela EMAE. Em nota, a Pasta informou que "a modelagem financeira da concessão indicará a melhor configuração para atender a população e atrair os investidores".

Ainda de acordo com a Secretaria, o projeto foi autorizado pelo Conselho Gestor de PPPs e Concessões do Governo do Estado. "Nos próximos meses, será finalizada a etapa de sondagem ao mercado, para, na sequência, serem realizadas audiências públicas. A conclusão do processo será ainda este ano."

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