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Mauá constrói abrigo para receber vítimas das chuvas

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Espaço, localizado no Jardim Zaíra, tem capacidade para abrigar cerca de 50 pessoas; cidade tem 800 famílias em áreas de risco


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

13/01/2020 | 23:51


 A Prefeitura de Mauá está em fase final de construção de espaço que será usado como abrigo temporário para receber moradores que possam vir a ser prejudicados pelas chuvas de verão. A cidade tem histórico de tragédias, sendo que a última delas foi observada no início de 2019, quando quatro crianças morreram vítimas de deslizamento, e pelo menos 30 áreas consideradas de risco pela Defesa Civil, com 800 famílias instaladas nestes locais. O Diário apurou que o espaço, localizado no Jardim Zaíra, tem capacidade para receber cerca de 50 pessoas. 

A previsão do prefeito Atila Jacomussi (PSB) é inaugurar o equipamento – situado na Avenida Castelo Branco, 2.982, em complexo ao lado do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e da UBS (Unidade Básica de Saúde) Zaíra 3 – na sexta-feira. A equipe do Diário visitou o local na tarde de ontem. São sete salas e três banheiros, além de chuveiros, fogão, geladeira e beliches.

A ideia da administração é que o espaço seja utilizado pelas famílias até que elas consigam retornar às moradias de origem, caso seja possível, ou encontrem abrigo em casas de familiares. A obra, conforme os pedreiros que trabalham no local, está em fase final. Faltam ser executadas pintura e instalações elétricas.

“Infelizmente, deslizamentos de terra ainda são muito presentes na cidade. Mas esse abrigo já é um começo “, destaca a dona de casa Priscila Rodrigues, 28 anos. Já o marido, o operador de máquina Rodrigo Navarro, 30, considera que os investimentos da administração deveriam ser priorizados nas áreas de risco. “O abrigo será muito bom, mas, e se a família não conseguir moradia depois de uma tragédia? Os cuidados devem ser pensados antes de o problema acontecer”, ressalta. 

Em outubro do ano passado, o Diário mostrou que as defesas civis da região monitoram, até 31 de março, durante operação específica voltada ao verão, 64 áreas de risco nas sete cidades. Em Mauá, os pontos mais vulneráveis são Jardim Zaíra, Jardim Santo André e Jardim Kennedy.

NA REGIÃO

Em São Bernardo, o atendimento temporário às famílias desabrigadas por conta das chuvas integra pacote de ações da Operação Pé D’água, que disponibiliza abrigo, artigos de necessidades básicas, e cartões de alimentações aos atingidos. O atendimento fica concentrado em imóvel localizado na Rua Bulgária, no bairro Taboão. O local tem capacidade para 100 pessoas.

São Caetano, embora não tenha pontos passíveis de desmoronamentos, informou que realiza ações pontuais em casos de tragédias envolvendo enchentes. A cidade tem sete locais vulneráveis para risco de alagamento. 

Diadema criou plano de ação que prevê desde vistoria de áreas de risco (são 47 pontos vulneráveis), operações de limpeza de bocas de lobo, recolhimento de entulho, varrição. No caso de desabrigamento, a Secretaria de Assistência Social e Cidadania tem articulados os locais possíveis para acolhimento.

Ribeirão Pires tem monitorado as áreas de risco. No ano passado, duas pessoas foram mortas após deslizamento de terra na cidade em março. Em caso de nova emergência, a administração informou que será colocado em prática o protocolo de atendimento às famílias, que inclui a transferência de pessoas de imóveis interditados para abrigo temporário (espaço esportivo na região central da cidade).



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Mauá constrói abrigo para receber vítimas das chuvas

Espaço, localizado no Jardim Zaíra, tem capacidade para abrigar cerca de 50 pessoas; cidade tem 800 famílias em áreas de risco

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

13/01/2020 | 23:51


 A Prefeitura de Mauá está em fase final de construção de espaço que será usado como abrigo temporário para receber moradores que possam vir a ser prejudicados pelas chuvas de verão. A cidade tem histórico de tragédias, sendo que a última delas foi observada no início de 2019, quando quatro crianças morreram vítimas de deslizamento, e pelo menos 30 áreas consideradas de risco pela Defesa Civil, com 800 famílias instaladas nestes locais. O Diário apurou que o espaço, localizado no Jardim Zaíra, tem capacidade para receber cerca de 50 pessoas. 

A previsão do prefeito Atila Jacomussi (PSB) é inaugurar o equipamento – situado na Avenida Castelo Branco, 2.982, em complexo ao lado do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e da UBS (Unidade Básica de Saúde) Zaíra 3 – na sexta-feira. A equipe do Diário visitou o local na tarde de ontem. São sete salas e três banheiros, além de chuveiros, fogão, geladeira e beliches.

A ideia da administração é que o espaço seja utilizado pelas famílias até que elas consigam retornar às moradias de origem, caso seja possível, ou encontrem abrigo em casas de familiares. A obra, conforme os pedreiros que trabalham no local, está em fase final. Faltam ser executadas pintura e instalações elétricas.

“Infelizmente, deslizamentos de terra ainda são muito presentes na cidade. Mas esse abrigo já é um começo “, destaca a dona de casa Priscila Rodrigues, 28 anos. Já o marido, o operador de máquina Rodrigo Navarro, 30, considera que os investimentos da administração deveriam ser priorizados nas áreas de risco. “O abrigo será muito bom, mas, e se a família não conseguir moradia depois de uma tragédia? Os cuidados devem ser pensados antes de o problema acontecer”, ressalta. 

Em outubro do ano passado, o Diário mostrou que as defesas civis da região monitoram, até 31 de março, durante operação específica voltada ao verão, 64 áreas de risco nas sete cidades. Em Mauá, os pontos mais vulneráveis são Jardim Zaíra, Jardim Santo André e Jardim Kennedy.

NA REGIÃO

Em São Bernardo, o atendimento temporário às famílias desabrigadas por conta das chuvas integra pacote de ações da Operação Pé D’água, que disponibiliza abrigo, artigos de necessidades básicas, e cartões de alimentações aos atingidos. O atendimento fica concentrado em imóvel localizado na Rua Bulgária, no bairro Taboão. O local tem capacidade para 100 pessoas.

São Caetano, embora não tenha pontos passíveis de desmoronamentos, informou que realiza ações pontuais em casos de tragédias envolvendo enchentes. A cidade tem sete locais vulneráveis para risco de alagamento. 

Diadema criou plano de ação que prevê desde vistoria de áreas de risco (são 47 pontos vulneráveis), operações de limpeza de bocas de lobo, recolhimento de entulho, varrição. No caso de desabrigamento, a Secretaria de Assistência Social e Cidadania tem articulados os locais possíveis para acolhimento.

Ribeirão Pires tem monitorado as áreas de risco. No ano passado, duas pessoas foram mortas após deslizamento de terra na cidade em março. Em caso de nova emergência, a administração informou que será colocado em prática o protocolo de atendimento às famílias, que inclui a transferência de pessoas de imóveis interditados para abrigo temporário (espaço esportivo na região central da cidade).

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