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Mauá prevê abrigo temporário para famílias desabrigadas pelas chuvas

Nario Barbosa/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Equipamento está em reforma e funcionará no Jardim Zaíra 3; previsão de entrega é até sexta-feira


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

13/01/2020 | 16:21


A Prefeitura de Mauá anunciou, por meio do prefeito Átila Jacomussi (PSB), que a cidade vai receber um abrigo temporário, no Jardim Zaíra 3, para famílias decorrentes de tragédias como deslizamentos de terra e desabrigadas por conta das chuvas de verão. A previsão de entrega do equipamento é até sexta-feira. 

O local está situado na Avenida Castelo Branco, 2982, em um complexo ao lado do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e da UBS (Unidade Básica de Saúde) Zaíra 3,  e de acordo com o prefeito, será adaptado às necessidades da população, como chuveiros, fogão, geladeira e beliches. As famílias poderão ficar no espaço temporariamente até conseguirem retornar às residências ou encontrar moradia com familiares. 

O Diário esteve no local na tarde desta segunda-feira (13) e conversou com pedreiros que estavam no local sobre os serviços já executados. O abrigo está em fase final, os reparos atuais são pintura, instalação de chuveiros e demais serviços de fiações elétricas. Ao todo, o equipamento conta com sete salas e três banheiros e a estimativa é a de que atenda, por vez, pelo menos 50 pessoas.

"Infelizmente, esses problemas como os deslizamentos de terra, ainda são muito presentes na cidade. Mas, esse abrigo já é um começo de melhoria", destaca a dona de casa, Priscila Rodrigues, 28 anos.

Já o marido, o operador de máquina, Rodrigo Navarro, 30, acrescenta que as melhorias deveriam começar pela própria área de risco. "O abrigo será muito bom, mas, e se a família não conseguir moradia? Os cuidados devem ser pensados antes da tragédia acontecer e também depois", detalha. 

Em outubro do ano passado, o Diário publicou uma matéria em que a Defesa Civil vai monitorar - até o dia 31 de março deste ano - cerca de 64 áreas de risco na região em operação especial, e entre elas, 30 estão na cidade de Mauá, como Jardim Zaíra, Jardim Santo André e Jardim Kennedy. Ainda de acordo com levantamento do Diário em 2019, pelo menos 10 mil moradias estão em vulnerabilidade em toda cidade desde 2012. 

NA REGIÃO

Ainda diante as probabilidades de fortes chuvas até março, as demais cidades também se preparam para este cenário. São Caetano, por exemplo, apesar de não ter nenhum programa específico neste sentido - já que seu perímetro geográfico não contém locais que possam vir a desmoronar - a administração ressalta que, quando há necessidade de providências, tomam ações imediatas e pontuais, como as que foram efetuadas em 2019, como as isenções de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), tarifa de água e esgoto e coleta de lixo, além de programas para arrecadações de roupas e alimentos e consultas médias priorizadas em UBS da cidade. Atualmente, o município apresente sete locais vulneráveis, todos para risco de alagamento. 

Em Santo André, o município esclarece que não utiliza os chamados abrigos temporários, pois mantém as escolas municipais próximas às áreas de risco para as famílias que estejam desalojadas por desastres naturais. Desde o dia 1 de dezembro de 2019, está em vigor o POCV (Programa Operação Chuvas de Verão). As ações de reforço e acompanhamento das áreas de risco prosseguem até o dia 15 de abril, até o término do período de grandes acumulados de chuva.

Já a cidade de Diadema criou um plano de ação para este cenário, que, durante todo o ano, executa ações preventivas como vistoria e monitoramento de áreas de risco (cerca de 47 pontos vulneráveis), operações de limpeza de bocas-de-lobo, recolhimento de entulhos e bagulhos, varrição, coleta de lixo domiciliar, entre outras, por meio dos Programas Mãos à Obra e Cara Limpa. No caso de desabrigamento, a Secretaria de Assistência Social e Cidadania já tem articulados os locais possíveis para acolhimento, selecionado por região.

O município de Ribeirão Pires tem monitorado as àreas de risco, com especial atenção as R4 (risco iminente) de acordo com o que estabelece o Decreto Municipal 6926/2019. Em caso de emergência, será colocado em prática o protocolo de atendimento as famílias que inclui a transferência de pessoas de imóveis interditados para abrigo temporário (espaço esportivo na região central da cidade).

As demais cidades ainda não responderam a demanda do Diário. 



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Mauá prevê abrigo temporário para famílias desabrigadas pelas chuvas

Equipamento está em reforma e funcionará no Jardim Zaíra 3; previsão de entrega é até sexta-feira

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

13/01/2020 | 16:21


A Prefeitura de Mauá anunciou, por meio do prefeito Átila Jacomussi (PSB), que a cidade vai receber um abrigo temporário, no Jardim Zaíra 3, para famílias decorrentes de tragédias como deslizamentos de terra e desabrigadas por conta das chuvas de verão. A previsão de entrega do equipamento é até sexta-feira. 

O local está situado na Avenida Castelo Branco, 2982, em um complexo ao lado do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e da UBS (Unidade Básica de Saúde) Zaíra 3,  e de acordo com o prefeito, será adaptado às necessidades da população, como chuveiros, fogão, geladeira e beliches. As famílias poderão ficar no espaço temporariamente até conseguirem retornar às residências ou encontrar moradia com familiares. 

O Diário esteve no local na tarde desta segunda-feira (13) e conversou com pedreiros que estavam no local sobre os serviços já executados. O abrigo está em fase final, os reparos atuais são pintura, instalação de chuveiros e demais serviços de fiações elétricas. Ao todo, o equipamento conta com sete salas e três banheiros e a estimativa é a de que atenda, por vez, pelo menos 50 pessoas.

"Infelizmente, esses problemas como os deslizamentos de terra, ainda são muito presentes na cidade. Mas, esse abrigo já é um começo de melhoria", destaca a dona de casa, Priscila Rodrigues, 28 anos.

Já o marido, o operador de máquina, Rodrigo Navarro, 30, acrescenta que as melhorias deveriam começar pela própria área de risco. "O abrigo será muito bom, mas, e se a família não conseguir moradia? Os cuidados devem ser pensados antes da tragédia acontecer e também depois", detalha. 

Em outubro do ano passado, o Diário publicou uma matéria em que a Defesa Civil vai monitorar - até o dia 31 de março deste ano - cerca de 64 áreas de risco na região em operação especial, e entre elas, 30 estão na cidade de Mauá, como Jardim Zaíra, Jardim Santo André e Jardim Kennedy. Ainda de acordo com levantamento do Diário em 2019, pelo menos 10 mil moradias estão em vulnerabilidade em toda cidade desde 2012. 

NA REGIÃO

Ainda diante as probabilidades de fortes chuvas até março, as demais cidades também se preparam para este cenário. São Caetano, por exemplo, apesar de não ter nenhum programa específico neste sentido - já que seu perímetro geográfico não contém locais que possam vir a desmoronar - a administração ressalta que, quando há necessidade de providências, tomam ações imediatas e pontuais, como as que foram efetuadas em 2019, como as isenções de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), tarifa de água e esgoto e coleta de lixo, além de programas para arrecadações de roupas e alimentos e consultas médias priorizadas em UBS da cidade. Atualmente, o município apresente sete locais vulneráveis, todos para risco de alagamento. 

Em Santo André, o município esclarece que não utiliza os chamados abrigos temporários, pois mantém as escolas municipais próximas às áreas de risco para as famílias que estejam desalojadas por desastres naturais. Desde o dia 1 de dezembro de 2019, está em vigor o POCV (Programa Operação Chuvas de Verão). As ações de reforço e acompanhamento das áreas de risco prosseguem até o dia 15 de abril, até o término do período de grandes acumulados de chuva.

Já a cidade de Diadema criou um plano de ação para este cenário, que, durante todo o ano, executa ações preventivas como vistoria e monitoramento de áreas de risco (cerca de 47 pontos vulneráveis), operações de limpeza de bocas-de-lobo, recolhimento de entulhos e bagulhos, varrição, coleta de lixo domiciliar, entre outras, por meio dos Programas Mãos à Obra e Cara Limpa. No caso de desabrigamento, a Secretaria de Assistência Social e Cidadania já tem articulados os locais possíveis para acolhimento, selecionado por região.

O município de Ribeirão Pires tem monitorado as àreas de risco, com especial atenção as R4 (risco iminente) de acordo com o que estabelece o Decreto Municipal 6926/2019. Em caso de emergência, será colocado em prática o protocolo de atendimento as famílias que inclui a transferência de pessoas de imóveis interditados para abrigo temporário (espaço esportivo na região central da cidade).

As demais cidades ainda não responderam a demanda do Diário. 

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