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Cenário de crise impulsiona startups no Grande ABC

Andre Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sto.André lidera; uma das causas para o crescimento de 16% é a desindustrialização


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

09/01/2020 | 07:20


Cada vez mais o mercado de startups passa a ser uma realidade, principalmente em períodos de desindustrialização como o que o Grande ABC atravessa. Prova disso é que o número de empresas deste tipo na região cresceu 16%, ao passar de 36 em 2018 para 42 no ano passado. Iniciativas municipais colaboram ao fomento desse modelo, mas precisam estar ainda mais integradas regionalmente, avaliam especialistas.

Os dados foram levantados pelo Diário com base nas informações do site ABC Valley. Deste total, a maioria se encontra em Santo André e São Caetano, sendo 18 na primeira e 14 na segunda. Também há oito startups em São Bernardo, uma em Mauá e uma em Ribeirão Pires. A plataforma lista mais iniciativas (totalizando 55 no total), porém, o restante está em outros municípios.

Em 2018, eram 36 startups na região, sendo 15 em São Caetano, 13 em Santo André, cinco em São Bernardo, duas em Ribeirão Pires e uma em Mauá. Deste total, a maioria (17 estabelecimentos) era do setor de serviços.

O raio X dos estabelecimentos foi realizado pelo Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano), em estudo desenvolvido pelo presidente da comissão de internet das coisas da subseção dos advogados de São Caetano, Álvaro Barbosa da Silva Júnior.

De acordo com o especialista, o termo startup, que significa empresa que desenvolve produto ou serviço inovador que possa ser replicado em larga escala, é cada vez mais comum na região. “Acredito que o termo está cada vez mais familiar e que ele é uma salvação para a região. Isso porque os pais acabaram perdendo os empregos na indústria, por conta da desindustrialização. E os filhos dessas pessoas representam uma juventude mais tecnológica”, disse ele. O levantamento também mostrou que atualmente o Grande ABC possui aceleradora e incubadoras. Isso, somado à presença das universidades, constitui ecossistema de inovação. Porém, o desafio é a maior integração entre ações já desenvolvidas pelos municípios. “Por isso eu acredito que ainda deva levar uns cinco anos para isso impactar no resultado do PIB (Produto Interno Bruto) das cidades”, afirmou Silva Júnior. “Eu vejo um movimento individual importante, principalmente em Santo André e São Caetano (leia mais abaixo), mas falta uma integração maior.”

Para Felipe Carvalho, consultor de inovação e idealizador da Missão Volta ao Mundo da Inovação, que percorrerá neste ano 25 países em busca de cases do setor, este número já deve ser ainda maior e passar dos 80. Isso porque o ABC Valley tem pouco mais de um ano e, desde então, vem fazendo o mapeamento. “Tem muito a se desenvolver. Um desses desafios é identificar os agentes que existem para que eles se conectem, o que em um ano já evoluiu muito. Outro desafio é a conexão com as grandes empresas. As startups nascem para resolver problemas e as grandes empresas possuem problemas a serem resolvidos, então essa conexão é muito relevante”, disse.

PREFEITURAS

Santo André promove diversas ações envolvendo startups, entre elas, o Pitch Gov, iniciativa que resultou em parceria entre Prefeitura e iniciativas do tipo para melhorar a gestão pública. No fim de novembro, três startups foram premiadas com projetos que prometem auxiliar as demandas diárias da administração, como a implementação de identificação facial para entrar nos prédios públicos. Em dezembro, foi lançado o Parque Tecnológico de Santo André, através de seu portal, e o Bureau de Serviços, que reúne 12 instituições realizando a oferta de mais de 115 serviços.

São Caetano também terá neste ano programa de conexão de startups para solucionar demandas da Prefeitura. “As startups vão utilizar a cidade como laboratório e poderão ficar instaladas no espaço de inovação da Prefeitura. E neste início do ano, vamos começar o mapeamento das startups da cidade”, afirmou o subsecretário de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da cidade, Luiz Gustavo Morcelli.

Em São Bernardo, o destaque é o Ceitec (Centro de Empreendedorismo e Inovação Tecnológica), lançado em 2017. Nos últimos dois anos, mais de 30 projetos participaram da incubadora. A cidade também possui o Open Pitch, que visa aproximar os melhores TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) produzidos por alunos de unidades da região ao mercado de trabalho. Em três edições, a ação já colocou cerca de 30 projetos inovadores no radar de mais de 900 profissionais entre empresários, investidores e especialistas de mercado.

Diadema, que ainda não possui startups implantadas, afirmou que em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia assinou em novembro de 2018 protocolo de intenções para criação de centro de inovação tecnológica, e que prevê a criação de iniciativas do tipo. As demais cidades não se posicionaram sobre o assunto.
 



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Cenário de crise impulsiona startups no Grande ABC

Sto.André lidera; uma das causas para o crescimento de 16% é a desindustrialização

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

09/01/2020 | 07:20


Cada vez mais o mercado de startups passa a ser uma realidade, principalmente em períodos de desindustrialização como o que o Grande ABC atravessa. Prova disso é que o número de empresas deste tipo na região cresceu 16%, ao passar de 36 em 2018 para 42 no ano passado. Iniciativas municipais colaboram ao fomento desse modelo, mas precisam estar ainda mais integradas regionalmente, avaliam especialistas.

Os dados foram levantados pelo Diário com base nas informações do site ABC Valley. Deste total, a maioria se encontra em Santo André e São Caetano, sendo 18 na primeira e 14 na segunda. Também há oito startups em São Bernardo, uma em Mauá e uma em Ribeirão Pires. A plataforma lista mais iniciativas (totalizando 55 no total), porém, o restante está em outros municípios.

Em 2018, eram 36 startups na região, sendo 15 em São Caetano, 13 em Santo André, cinco em São Bernardo, duas em Ribeirão Pires e uma em Mauá. Deste total, a maioria (17 estabelecimentos) era do setor de serviços.

O raio X dos estabelecimentos foi realizado pelo Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano), em estudo desenvolvido pelo presidente da comissão de internet das coisas da subseção dos advogados de São Caetano, Álvaro Barbosa da Silva Júnior.

De acordo com o especialista, o termo startup, que significa empresa que desenvolve produto ou serviço inovador que possa ser replicado em larga escala, é cada vez mais comum na região. “Acredito que o termo está cada vez mais familiar e que ele é uma salvação para a região. Isso porque os pais acabaram perdendo os empregos na indústria, por conta da desindustrialização. E os filhos dessas pessoas representam uma juventude mais tecnológica”, disse ele. O levantamento também mostrou que atualmente o Grande ABC possui aceleradora e incubadoras. Isso, somado à presença das universidades, constitui ecossistema de inovação. Porém, o desafio é a maior integração entre ações já desenvolvidas pelos municípios. “Por isso eu acredito que ainda deva levar uns cinco anos para isso impactar no resultado do PIB (Produto Interno Bruto) das cidades”, afirmou Silva Júnior. “Eu vejo um movimento individual importante, principalmente em Santo André e São Caetano (leia mais abaixo), mas falta uma integração maior.”

Para Felipe Carvalho, consultor de inovação e idealizador da Missão Volta ao Mundo da Inovação, que percorrerá neste ano 25 países em busca de cases do setor, este número já deve ser ainda maior e passar dos 80. Isso porque o ABC Valley tem pouco mais de um ano e, desde então, vem fazendo o mapeamento. “Tem muito a se desenvolver. Um desses desafios é identificar os agentes que existem para que eles se conectem, o que em um ano já evoluiu muito. Outro desafio é a conexão com as grandes empresas. As startups nascem para resolver problemas e as grandes empresas possuem problemas a serem resolvidos, então essa conexão é muito relevante”, disse.

PREFEITURAS

Santo André promove diversas ações envolvendo startups, entre elas, o Pitch Gov, iniciativa que resultou em parceria entre Prefeitura e iniciativas do tipo para melhorar a gestão pública. No fim de novembro, três startups foram premiadas com projetos que prometem auxiliar as demandas diárias da administração, como a implementação de identificação facial para entrar nos prédios públicos. Em dezembro, foi lançado o Parque Tecnológico de Santo André, através de seu portal, e o Bureau de Serviços, que reúne 12 instituições realizando a oferta de mais de 115 serviços.

São Caetano também terá neste ano programa de conexão de startups para solucionar demandas da Prefeitura. “As startups vão utilizar a cidade como laboratório e poderão ficar instaladas no espaço de inovação da Prefeitura. E neste início do ano, vamos começar o mapeamento das startups da cidade”, afirmou o subsecretário de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da cidade, Luiz Gustavo Morcelli.

Em São Bernardo, o destaque é o Ceitec (Centro de Empreendedorismo e Inovação Tecnológica), lançado em 2017. Nos últimos dois anos, mais de 30 projetos participaram da incubadora. A cidade também possui o Open Pitch, que visa aproximar os melhores TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) produzidos por alunos de unidades da região ao mercado de trabalho. Em três edições, a ação já colocou cerca de 30 projetos inovadores no radar de mais de 900 profissionais entre empresários, investidores e especialistas de mercado.

Diadema, que ainda não possui startups implantadas, afirmou que em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia assinou em novembro de 2018 protocolo de intenções para criação de centro de inovação tecnológica, e que prevê a criação de iniciativas do tipo. As demais cidades não se posicionaram sobre o assunto.
 

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