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Região teve três casos de sarampo por dia em 2019

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Foram 1.285 ocorrências e uma morte causada pela doença, que estava controlada; especialistas avaliam que cenário só será revertido em dez anos


Flávia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

08/01/2020 | 07:00


O Grande ABC registrou 1.285 casos de sarampo em 2019, o equivalente a três confirmações por dia. O surto da doença, que ficou extinta no País por cinco anos, resultou em uma morte na região – um homem andreense de 53 anos – em outubro. O vírus voltou a circular quando europeus e sul-americanos infectados entraram em contato com a população, cuja cobertura vacinal está aquém do recomendado.

“O surto ainda vai demorar para passar, os próximos anos não serão de números altos como foi 2019, mas ainda é preciso intensificar as campanhas de vacinação por alguns anos”, afirma Munir Ayub, consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). “O brasileiro tem o hábito de deixar tudo para depois e, quando se trata de imunização, isso é preocupante”, completa.

Em sinergia, Patrícia Montanheiro, biomédica e coordenadora do Laboratório de Análises Clínicas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), observa que a última campanha de vacinação chegou a atingir cobertura de 80% em todo País – a indicação do Ministério da Saúde é a de que se atinja 95%. “Muita gente viu de perto como o tratamento do sarampo é complicado e acabou se conscientizando sobre a importância da vacina.”

O País perdeu, em março, o certificado de erradicação da doença, concedido pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) em 2016. A especialista estima que o cenário pode ser revertido em cerca de dez anos. “Daqui cinco anos, poderemos começar a ver o caminho que vamos seguir a partir da cobertura vacinal e da evolução do sarampo”, explica.

No entanto, a disseminação das fake news, como as que dizem que a vacina contra o sarampo estaria ligada a casos de autismo, ainda é um obstáculo da imunização. “As notícias falsas estão piorando o cenário da saúde como um todo”, afirma Patrícia. “Isso acaba deixando as pessoas com medo de efeitos colaterais falsos”, adiciona Ayub.

Os sintomas do sarampo incluem febre alta, tosse persistente, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas, primeiramente no rosto e, posteriormente, em todo corpo. Não há tratamento específico para a doença e a orientação é procurar uma unidade de saúde assim que apresentar os primeiros sintomas. O mal é transmitido por gotículas, ou seja, pode ser transmitida pela tosse e pelo beijo, por exemplo.

A biomédica lembra que quando a pessoa está infectada, independentemente da enfermidade, o sistema imunológico piora. Portanto, no caso do sarampo, em que o vírus se aloja na região dos seios da face, pode haver complicações como infecção nos ouvidos, pneumonia e lesões no sistema nervoso, resultando em enxaquecas e desmaios, por exemplo.



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Região teve três casos de sarampo por dia em 2019

Foram 1.285 ocorrências e uma morte causada pela doença, que estava controlada; especialistas avaliam que cenário só será revertido em dez anos

Flávia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

08/01/2020 | 07:00


O Grande ABC registrou 1.285 casos de sarampo em 2019, o equivalente a três confirmações por dia. O surto da doença, que ficou extinta no País por cinco anos, resultou em uma morte na região – um homem andreense de 53 anos – em outubro. O vírus voltou a circular quando europeus e sul-americanos infectados entraram em contato com a população, cuja cobertura vacinal está aquém do recomendado.

“O surto ainda vai demorar para passar, os próximos anos não serão de números altos como foi 2019, mas ainda é preciso intensificar as campanhas de vacinação por alguns anos”, afirma Munir Ayub, consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). “O brasileiro tem o hábito de deixar tudo para depois e, quando se trata de imunização, isso é preocupante”, completa.

Em sinergia, Patrícia Montanheiro, biomédica e coordenadora do Laboratório de Análises Clínicas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), observa que a última campanha de vacinação chegou a atingir cobertura de 80% em todo País – a indicação do Ministério da Saúde é a de que se atinja 95%. “Muita gente viu de perto como o tratamento do sarampo é complicado e acabou se conscientizando sobre a importância da vacina.”

O País perdeu, em março, o certificado de erradicação da doença, concedido pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) em 2016. A especialista estima que o cenário pode ser revertido em cerca de dez anos. “Daqui cinco anos, poderemos começar a ver o caminho que vamos seguir a partir da cobertura vacinal e da evolução do sarampo”, explica.

No entanto, a disseminação das fake news, como as que dizem que a vacina contra o sarampo estaria ligada a casos de autismo, ainda é um obstáculo da imunização. “As notícias falsas estão piorando o cenário da saúde como um todo”, afirma Patrícia. “Isso acaba deixando as pessoas com medo de efeitos colaterais falsos”, adiciona Ayub.

Os sintomas do sarampo incluem febre alta, tosse persistente, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas, primeiramente no rosto e, posteriormente, em todo corpo. Não há tratamento específico para a doença e a orientação é procurar uma unidade de saúde assim que apresentar os primeiros sintomas. O mal é transmitido por gotículas, ou seja, pode ser transmitida pela tosse e pelo beijo, por exemplo.

A biomédica lembra que quando a pessoa está infectada, independentemente da enfermidade, o sistema imunológico piora. Portanto, no caso do sarampo, em que o vírus se aloja na região dos seios da face, pode haver complicações como infecção nos ouvidos, pneumonia e lesões no sistema nervoso, resultando em enxaquecas e desmaios, por exemplo.

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