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São Paulo só empata e Cachorrão lidera grupo

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Time de São Bernardo sai na frente do rival na luta por vaga na segunda fase da Copinha


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

05/01/2020 | 07:00


O EC São Bernardo se deu bem na largada do Grupo 29 da Copa São Paulo, disputada no Estádio 1º de Maio. Ontem, venceu o Palmeira-RN, por 2 a 1, e assumiu a liderança isolada, já que, mais cedo, o São Paulo, atual campeão, decepcionou e não saiu de empate por 0 a 0 com o Operário-PR. A segunda rodada acontece na terça-feira. Às 19h15, o Cachorrão recebe o Operário e, na sequência, jogam São Paulo e Palmeira. A entrada dos torcedores é gratuita.

As arquibancadas do Estádio 1º de Maio encheram como há muito tempo não se via. O lado destinado aos torcedores são-paulinos lotou rapidamente e, com bola rolando, ainda havia muita gente do lado de fora. A estimativa é de que o público tenha superado a marca de 8.000 torcedores.

O São Paulo não correspondeu à expectativa. Atual campeão, o time encontrou muita resistência no Operário e chegou a correr risco de perder o jogo. Só no fim, quando o time paranaense cansou, o Tricolor foi superior, mas, mesmo assim, não conseguiu tirar o zero do placar. “Em nenhum momento vamos entrar para empatar, mas o Operário nos deu muito trabalho, marcou bem e isso dificultou bastante. Agora a adrenalina vai baixar e vamos com tudo para a segunda partida”, projetou o técnico do São Paulo, Orlando Silva.

Na partida de fundo, o EC São Bernardo era favorito contra o Palmeira, mas também não conseguiu ser superior no início. O time potiguar endureceu o jogo e abriu o placar aos 36 minutos, com João Aleluia, após rebote do goleiro Vitor. Nervoso, o Cachorrão conseguiu o empate nos instantes finais da primeira etapa, com Caio, acertando chute de fora da área. A virada veio só aos 35 minutos do segundo tempo, com Giovanny completando cobrança de falta ensaiada.

Apesar da vitória, o Cachorrão sabe que não terá vida fácil para conseguir a vaga. O Operário, adversário de terça-feira, surpreendeu pelo bom futebol demonstrado no empate com o Tricolor. “Vi boa parte do primeiro jogo. Alta intensidade, perfil de jogador, agressividade... Me assustou bastante. Não sou de temer, mas o respeito fica maior depois que vê uma intensidade como eles mostraram”, analisou o técnico do Cachorrão, Galego.

Torcedor solitário do Operário rouba cena
Em estádio repleto de torcedores do São Paulo, uma voz alta e insistente chamava atenção. Diante da multidão, Luciano Batista Queiroz, 46 anos, fazia-se ouvir. Fanático pelo Operário-PR, ele encarou mais de oito horas de viagem desde Ponta Grossa, no Paraná, para ver o time do coração em ação. Destemido, não parou um minuto, reclamou com a arbitragem e tentava motivar o time paranaense, mesmo solitário.

Trabalhador do setor da construção civil, ele disse que se programou antes de viajar. “Para vir para São Paulo eu deixei comida em casa. Minha mulher sabe que estou aqui, deve até ter me visto na televisão. Ela não concorda muito com meu jeito de ser, mas me sinto no direito. Trabalho todos os dias, sou honesto, levanto cedo para poder acompanhar o meu time em todos os lugares”, comentou Luciano.

Curioso é que o torcedor é fanático pelo time de base do Operário. Integrantes da comissão técnica disseram que uma vez ele caminhou seis horas para acompanhar uma partida. “Desde que foi formada a base do Operário, em 2016, fui em todas as partidas. Tanto dentro como fora de Ponta Grossa. Os piás (garotos) sabiam que estaria aqui gritando. Seria decepção para eles se não estivesse. Eles conhecem a minha voz. Pode ter milhares gritando, eles conhecem a minha voz. Tenho compromisso com o clube. Vou até aos treinos”, garantiu Queiroz.

O torcedor não sabe muito bem como vai se manter na região, mas garante que não vai embora antes do fim da primeira fase da Copa São Paulo. Ele, inclusive, disse que espera ver pelo menos cinco partidas do Operário, projetando classificação do Fantasma, como o time paranaense é conhecido em Ponta Grossa.

“Essa é a nossa primeira participação na Copinha. Se deixarem disputar mais dois anos seremos campeões, tenho certeza. Vim para ver pelo menos cinco jogos”, contou o destemido torcedor. “Estou preparado até para a morte. Se alguém me espancar é só dar um jeito no corpo”, exagerou.



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São Paulo só empata e Cachorrão lidera grupo

Time de São Bernardo sai na frente do rival na luta por vaga na segunda fase da Copinha

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

05/01/2020 | 07:00


O EC São Bernardo se deu bem na largada do Grupo 29 da Copa São Paulo, disputada no Estádio 1º de Maio. Ontem, venceu o Palmeira-RN, por 2 a 1, e assumiu a liderança isolada, já que, mais cedo, o São Paulo, atual campeão, decepcionou e não saiu de empate por 0 a 0 com o Operário-PR. A segunda rodada acontece na terça-feira. Às 19h15, o Cachorrão recebe o Operário e, na sequência, jogam São Paulo e Palmeira. A entrada dos torcedores é gratuita.

As arquibancadas do Estádio 1º de Maio encheram como há muito tempo não se via. O lado destinado aos torcedores são-paulinos lotou rapidamente e, com bola rolando, ainda havia muita gente do lado de fora. A estimativa é de que o público tenha superado a marca de 8.000 torcedores.

O São Paulo não correspondeu à expectativa. Atual campeão, o time encontrou muita resistência no Operário e chegou a correr risco de perder o jogo. Só no fim, quando o time paranaense cansou, o Tricolor foi superior, mas, mesmo assim, não conseguiu tirar o zero do placar. “Em nenhum momento vamos entrar para empatar, mas o Operário nos deu muito trabalho, marcou bem e isso dificultou bastante. Agora a adrenalina vai baixar e vamos com tudo para a segunda partida”, projetou o técnico do São Paulo, Orlando Silva.

Na partida de fundo, o EC São Bernardo era favorito contra o Palmeira, mas também não conseguiu ser superior no início. O time potiguar endureceu o jogo e abriu o placar aos 36 minutos, com João Aleluia, após rebote do goleiro Vitor. Nervoso, o Cachorrão conseguiu o empate nos instantes finais da primeira etapa, com Caio, acertando chute de fora da área. A virada veio só aos 35 minutos do segundo tempo, com Giovanny completando cobrança de falta ensaiada.

Apesar da vitória, o Cachorrão sabe que não terá vida fácil para conseguir a vaga. O Operário, adversário de terça-feira, surpreendeu pelo bom futebol demonstrado no empate com o Tricolor. “Vi boa parte do primeiro jogo. Alta intensidade, perfil de jogador, agressividade... Me assustou bastante. Não sou de temer, mas o respeito fica maior depois que vê uma intensidade como eles mostraram”, analisou o técnico do Cachorrão, Galego.

Torcedor solitário do Operário rouba cena
Em estádio repleto de torcedores do São Paulo, uma voz alta e insistente chamava atenção. Diante da multidão, Luciano Batista Queiroz, 46 anos, fazia-se ouvir. Fanático pelo Operário-PR, ele encarou mais de oito horas de viagem desde Ponta Grossa, no Paraná, para ver o time do coração em ação. Destemido, não parou um minuto, reclamou com a arbitragem e tentava motivar o time paranaense, mesmo solitário.

Trabalhador do setor da construção civil, ele disse que se programou antes de viajar. “Para vir para São Paulo eu deixei comida em casa. Minha mulher sabe que estou aqui, deve até ter me visto na televisão. Ela não concorda muito com meu jeito de ser, mas me sinto no direito. Trabalho todos os dias, sou honesto, levanto cedo para poder acompanhar o meu time em todos os lugares”, comentou Luciano.

Curioso é que o torcedor é fanático pelo time de base do Operário. Integrantes da comissão técnica disseram que uma vez ele caminhou seis horas para acompanhar uma partida. “Desde que foi formada a base do Operário, em 2016, fui em todas as partidas. Tanto dentro como fora de Ponta Grossa. Os piás (garotos) sabiam que estaria aqui gritando. Seria decepção para eles se não estivesse. Eles conhecem a minha voz. Pode ter milhares gritando, eles conhecem a minha voz. Tenho compromisso com o clube. Vou até aos treinos”, garantiu Queiroz.

O torcedor não sabe muito bem como vai se manter na região, mas garante que não vai embora antes do fim da primeira fase da Copa São Paulo. Ele, inclusive, disse que espera ver pelo menos cinco partidas do Operário, projetando classificação do Fantasma, como o time paranaense é conhecido em Ponta Grossa.

“Essa é a nossa primeira participação na Copinha. Se deixarem disputar mais dois anos seremos campeões, tenho certeza. Vim para ver pelo menos cinco jogos”, contou o destemido torcedor. “Estou preparado até para a morte. Se alguém me espancar é só dar um jeito no corpo”, exagerou.

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