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Roubo de carga cai 26% na região


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

24/02/2005 | 14:22


O Grande ABC começa a deixar de integrar a rota de roubos de carga em São Paulo. Em 2004, enquanto o Estado registrou uma alta de 0,83% nessa modalidade de crime no comparativo com o ano anterior, a região saltou aos olhos dos pesquisadores por conta de uma queda acentuada: 26,5% no mesmo período. Em 2004, as sete cidades da região concentraram 169 dos 2.542 assaltos desse tipo registrados em todo Estado, o equivalente a 6,65% do total. No ano anterior, essa razão foi de 230 assaltos no Grande ABC frente a 2.521 em São Paulo (9,12% do total).

Rodovias como a Anchieta, que ao lado da Imigrantes forma o principal corredor de interligação entre a Capital e o Porto de Santos, por sua vez maior pólo exportador do Estado, tiveram queda de quase 50% no número de ocorrências desse tipo entre 2003 e 2004. As quedas também foram significativas no perímetro urbano. Em São Bernardo, foram registrados no ano passado 66 roubos de carga, frente a 82 casos ocorridos em 2003 – queda de 24%.

Redução semelhante também foi registrada em Santo André, Diadema e Mauá. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra mantiveram os mesmos números no comparativo entre os dois anos. Durante o período, apenas São Caetano seguiu pela contra-mão, registrando alta de 40% no total de crimes – que saltaram de dez em 2003 para 14 em 2004.

Os números não são oficiais. Tem por base um levantamento feito pelo Setcesp (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região). Mas a pesquisa mostra um cenário favorável que era apontado com antecedência tanto pela Polícia Rodoviária quanto pela Polícia Civil, esta última responsável por investigar a ação das quadrilhas. De acordo com o delegado seccional de Santo André, Luiz Alberto de Souza Ferreira, o Grande ABC deixou de ser o ponto de abordagem dos criminosos, para transformar-se em local para desova.

“Temos um setor de inteligência que monitora esse e outros tipos de crime e o que temos observado é que grande parte do que ocorre na nossa seccional (que abrange Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) é a desova de caminhões e vítimas depois dos roubos. A abordagem dos criminosos ocorrem em outras cidades, longe daqui”, diz o delegado. A Polícia Rodoviária também fechou o cerco em torno das quadrilhas e passou a fazer maior monitoramento em trechos críticos.

Segundo o capitão Lourival da Silva Júnior, comandante da primeira companhia da Polícia Rodoviária, responsável pelas principais estradas da região, esse monitoramento é feito em postos de combustíveis e pontos de descanso, onde os assaltantes costumam abordar os caminhoneiros. Para o coronel da reserva do Exército Paulo Roberto de Souza, que coordenou à frente do Setcesp o raio X sobre o roubo de cargas no Estado, o fechamento do cerco a essa modalidade de crimes na região forçou a migração das quadrilhas. “Quando observamos o levantamento de forma ampla, constatamos que o volume de crimes se manteve estável. Então, conclui-se que ao invés de agir no Grande ABC, as quadrilhas preferiram atuar em outras cidades de São Paulo”, afirma o coronel.

Raio X – Em todo Estado, foram registrados 2.542 roubos de carga em 2004, de acordo com o levantamento do Setcesp. A maioria dos crimes teve um perfil bem definido: ocorreu na luz do dia, das 6h às 12h, e em dias úteis. E 76,63% dos casos foram registrados entre terça-feira e sexta-feira. O alvo preferencial dos assaltantes foram cargas de alimentos, que somaram 606 crimes frente aos 2.542 em todo o Estado. No ano passado, também estiveram na mira dos assaltantes produtos metalúrgicos, têxteis, cigarros e medicamentos.

No total, os roubos de cargas resultaram num prejuízo de aproximadamente R$ 198 milhões. Contribuíram para tal soma roubos de eletro-eletrônicos, que acumularam perdas de R$ 51,58 milhões. Na seqüência desse ranking, aparecem cargas de produtos agrícolas (R$ 21,88 milhões), medicamentos (R$ 17,49 milhões), produtos alimentícios (R$ 16,92 milhões) e metalúrgicos (R$ 15,33 milhões).


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