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IPCA de 2006 foi o menor já registrado desde 1998



12/01/2007 | 22:15


A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechou 2006 com alta de 3,14%, bem abaixo da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 4,5%. A taxa foi a menor apurada desde 1998.

Para a coordenadora de índices de preços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Eulina Nunes dos Santos, o ano marcou o “fim da cultura inflacionária” no Brasil e deixou no passado a indexação de preços.

O IPCA só havia ficado no centro da meta uma vez, no ano 2000 – meta de 6% e taxa de 5,97% -, desde que foi implantado o sistema de metas de inflação no País, em 1999, mas nunca tinha ficado tão abaixo do objetivo oficial como em 2006.

Segundo Eulina, três fatores foram fundamentais para garantir o bom comportamento dos preços: safra agrícola farta, dólar baixo e tarifas administradas sem pressões de alta. A safra de 116,6 milhões de toneladas permitiu um aumento acumulado de apenas 1,22% nos preços dos produtos alimentícios em 2006, a menor variação desse grupo na série do IPCA no Plano Real (desde 1994), equivalente apenas à variação apresentada em 1997, que também foi de 1,22%.

O câmbio também contribuiu para manter os preços dos alimentos controlados e manteve reduzido o IPCA de itens como artigos de limpeza (-2,29%) e aparelhos de TV som e informática (-12,07%).

No caso dos preços administrados – monitorados pelo governo –, houve queda de 0,83% na inflação da telefonia fixa, fato inédito desde o início do Plano Real.

A energia elétrica também registrou praticamente uma estabilidade de preços (0,28%) em 2006.

Os combustíveis, com alta de 2,30% em 2006, também contribuíram para conter a inflação no ano. Para Eulina, mais importante do que o IPCA de 2006 ter sido o menor desde 1998 é o forte recuo que ocorreu na taxa em comparação a 2002 (12,53%), ano em que a iminência de sucessão presidencial marcou um perigoso avanço na inflação brasileira, após ter sido domada pelo Plano Real. Os números do ano passado mostram que os esforços concentrados para recuo dos preços empreendidos pela equipe econômica desde 2003 foram bem-sucedidos.


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IPCA de 2006 foi o menor já registrado desde 1998


12/01/2007 | 22:15


A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechou 2006 com alta de 3,14%, bem abaixo da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 4,5%. A taxa foi a menor apurada desde 1998.

Para a coordenadora de índices de preços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Eulina Nunes dos Santos, o ano marcou o “fim da cultura inflacionária” no Brasil e deixou no passado a indexação de preços.

O IPCA só havia ficado no centro da meta uma vez, no ano 2000 – meta de 6% e taxa de 5,97% -, desde que foi implantado o sistema de metas de inflação no País, em 1999, mas nunca tinha ficado tão abaixo do objetivo oficial como em 2006.

Segundo Eulina, três fatores foram fundamentais para garantir o bom comportamento dos preços: safra agrícola farta, dólar baixo e tarifas administradas sem pressões de alta. A safra de 116,6 milhões de toneladas permitiu um aumento acumulado de apenas 1,22% nos preços dos produtos alimentícios em 2006, a menor variação desse grupo na série do IPCA no Plano Real (desde 1994), equivalente apenas à variação apresentada em 1997, que também foi de 1,22%.

O câmbio também contribuiu para manter os preços dos alimentos controlados e manteve reduzido o IPCA de itens como artigos de limpeza (-2,29%) e aparelhos de TV som e informática (-12,07%).

No caso dos preços administrados – monitorados pelo governo –, houve queda de 0,83% na inflação da telefonia fixa, fato inédito desde o início do Plano Real.

A energia elétrica também registrou praticamente uma estabilidade de preços (0,28%) em 2006.

Os combustíveis, com alta de 2,30% em 2006, também contribuíram para conter a inflação no ano. Para Eulina, mais importante do que o IPCA de 2006 ter sido o menor desde 1998 é o forte recuo que ocorreu na taxa em comparação a 2002 (12,53%), ano em que a iminência de sucessão presidencial marcou um perigoso avanço na inflação brasileira, após ter sido domada pelo Plano Real. Os números do ano passado mostram que os esforços concentrados para recuo dos preços empreendidos pela equipe econômica desde 2003 foram bem-sucedidos.

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