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Região tem dois roubos de celulares por hora

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Foram 19.328 ocorrências até novembro deste ano, equivalentes a 92,36% dos casos de roubos


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

27/12/2019 | 07:00


Entre janeiro e novembro de 2019, o Grande ABC registrou 19.328 roubos de celulares, ou seja, média de dois por hora. O número representa 92,36% dos casos de roubos gerais na região, que somam 20.925 no período. Comparado a 2018, quando foram 20.154 registros, o crime reduziu 4,1%. No mesmo ano, esta modalidade representou 89,54% dos roubos gerais (22.507).

Na área da delegacia seccional de Santo André (abrange Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), a incidência do delito caiu 10,55%, de 9.030 para 8.077, e, na de São Bernardo (inclui São Caetano), diminuiu de 5.798 para 5.727 (-1,22%). Em Diadema, as ocorrências saltaram de 5.326 para 5.524, equivalentes a acréscimo de 3,72%. Os dados são do Portal da Transparência da SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo e foram levantados pelo Diário.

Segundo José Vicente da Silva Filho, consultor e ex-secretário nacional de Segurança Pública, uma das justificativas para a redução nos casos de roubos de telefones móveis é a possibilidade de bloqueio dos aparelhos. “Atualmente, boa parte deles (celulares) permite bloqueio, impedindo que ele possa ser utilizado novamente”, explica. Outro aspecto é a subnotificação, ou seja, quando a vítima não registra BO (Boletim de Ocorrência).

Um dos fatores que impulsionam a ação criminosa é a popularização dos celulares e a utilização em vias públicas. “Todo mundo tem acesso fácil (aos celulares), porque tem de todos os preços, dos mais baratos aos mais caros, e as pessoas se expõem na rua, utilizando os aparelhos em lugares públicos”, avalia Silva Filho. Ele destaca que a maioria dos roubos ocorre em locais com grande concentração de pessoas, a exemplo de centros comerciais.

Além disso, apenas um indivíduo é capaz de subtrair diversos aparelhos móveis de telefonia em curto período de tempo. “Uma pessoa pode roubar dez ou mais celulares por dia, pois é um item fácil de esconder e cuja ação pode durar apenas 30 segundos”, explica Jorge Lordello, especialista em segurança pública e privada.

Silva Filho lembra que há mercado ilegal de celulares que move os crimes deste tipo. Conforme reportagem do Diário feita em fevereiro de 2018, os criminosos praticam preços até três vezes menores do que no mercado formal. Inclusive, em uma das ocasiões, vendedor ilegal ofereceu à equipe de reportagem um aparelho que ainda tinha acesso às contas de redes sociais da vítima, afirmando que bastava apagar as informações para “evitar problemas”. Vale destacar que consumir produtos roubados é crime de receptação, mesmo que a pessoa não esteja ciente da procedência. 

Na avaliação do consultor, o combate aos roubos de celulares deve incluir policiamento preventivo nos endereços de maior incidência e ações de combate ao comércio ilegal, tais como as “feiras do rolo”. Até que isso aconteça com eficiência, a orientação é evitar utilizar os telefones em lugares públicos. 

Em nota, a SSP informou que as polícias Civil e Militar têm intensificado o combate ao roubo, furto e receptação de celulares. Além das ações regulares de policiamento preventivo e ostensivo, são deflagradas operações específicas.

As vítimas devem fazer BO presencialmente ou na delegacia eletrônica e podem incluir o Imei – número de identificação dos aparelhos – para bloquear as funções do objeto e auxiliar na apreensão de bens subtraídos. 



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Região tem dois roubos de celulares por hora

Foram 19.328 ocorrências até novembro deste ano, equivalentes a 92,36% dos casos de roubos

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

27/12/2019 | 07:00


Entre janeiro e novembro de 2019, o Grande ABC registrou 19.328 roubos de celulares, ou seja, média de dois por hora. O número representa 92,36% dos casos de roubos gerais na região, que somam 20.925 no período. Comparado a 2018, quando foram 20.154 registros, o crime reduziu 4,1%. No mesmo ano, esta modalidade representou 89,54% dos roubos gerais (22.507).

Na área da delegacia seccional de Santo André (abrange Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), a incidência do delito caiu 10,55%, de 9.030 para 8.077, e, na de São Bernardo (inclui São Caetano), diminuiu de 5.798 para 5.727 (-1,22%). Em Diadema, as ocorrências saltaram de 5.326 para 5.524, equivalentes a acréscimo de 3,72%. Os dados são do Portal da Transparência da SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo e foram levantados pelo Diário.

Segundo José Vicente da Silva Filho, consultor e ex-secretário nacional de Segurança Pública, uma das justificativas para a redução nos casos de roubos de telefones móveis é a possibilidade de bloqueio dos aparelhos. “Atualmente, boa parte deles (celulares) permite bloqueio, impedindo que ele possa ser utilizado novamente”, explica. Outro aspecto é a subnotificação, ou seja, quando a vítima não registra BO (Boletim de Ocorrência).

Um dos fatores que impulsionam a ação criminosa é a popularização dos celulares e a utilização em vias públicas. “Todo mundo tem acesso fácil (aos celulares), porque tem de todos os preços, dos mais baratos aos mais caros, e as pessoas se expõem na rua, utilizando os aparelhos em lugares públicos”, avalia Silva Filho. Ele destaca que a maioria dos roubos ocorre em locais com grande concentração de pessoas, a exemplo de centros comerciais.

Além disso, apenas um indivíduo é capaz de subtrair diversos aparelhos móveis de telefonia em curto período de tempo. “Uma pessoa pode roubar dez ou mais celulares por dia, pois é um item fácil de esconder e cuja ação pode durar apenas 30 segundos”, explica Jorge Lordello, especialista em segurança pública e privada.

Silva Filho lembra que há mercado ilegal de celulares que move os crimes deste tipo. Conforme reportagem do Diário feita em fevereiro de 2018, os criminosos praticam preços até três vezes menores do que no mercado formal. Inclusive, em uma das ocasiões, vendedor ilegal ofereceu à equipe de reportagem um aparelho que ainda tinha acesso às contas de redes sociais da vítima, afirmando que bastava apagar as informações para “evitar problemas”. Vale destacar que consumir produtos roubados é crime de receptação, mesmo que a pessoa não esteja ciente da procedência. 

Na avaliação do consultor, o combate aos roubos de celulares deve incluir policiamento preventivo nos endereços de maior incidência e ações de combate ao comércio ilegal, tais como as “feiras do rolo”. Até que isso aconteça com eficiência, a orientação é evitar utilizar os telefones em lugares públicos. 

Em nota, a SSP informou que as polícias Civil e Militar têm intensificado o combate ao roubo, furto e receptação de celulares. Além das ações regulares de policiamento preventivo e ostensivo, são deflagradas operações específicas.

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