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Shoppings ‘driblam’ lotação com a abertura de quiosques


Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

01/05/2005 | 17:55


Como válvula de escape para shoppings com ocupação de lojas no limite máximo, entre 90% e 100%, caso dos esgotados shoppings ABC Plaza e ABC, em Santo André, e Metrópole, em São Bernardo, com 93% de lotação, os quiosques – pequenos estabelecimentos em áreas tradicionalmente reservadas para o vaivém dos clientes – crescem como nunca. Esses estandes surgem como alternativa viável para acompanhar o crescimento dos shoppings, além de servirem como laboratórios de empresas interessadas em montar uma loja.

Os números atestam o crescimento. O segmento chega a responder por até 12% do faturamento das administrações de alguns shoppings, como Aricanduva e Tatuapé, ambos da capital, segundo a Abrasce (Associação Brasileira de Shoppings Centers). No Grande ABC, os números são mais modestos, mas indicam uma expansão significativa da participação desse mercado no lucro das administrações – a fatia representa 8% do faturamento bruto, em média.

O último estudo da Abrasce sobre o desempenho dos shoppings revela que o mercado de quiosques cresceu 16% no ano passado em relação a 2003, que, por sua vez superou 2002 em pouco mais de 21%. No entanto, o boom ocorreu em 2001: crescimento superior a 25% no confronto com o ano anterior.

Na região, entre os quatro maiores conjuntos comerciais – Shopping ABC, ABC Plaza, Mauá Plaza e Metrópole – há pouco mais de 100 quiosques dedicados especialmente aos setores de comércio e serviços. Os tamanhos são variados, assim como os preços. Um pequeno estande – de 4 m² – custa R$ 1,5 mil mensais, além dos gastos de instalação e manutenção, e pode chegar a R$ 9 mil, conforme a localização. Espaços mais movimentados, próximos de escadas rolantes e praças de alimentação, são mais disputados e podem custar até três vezes mais que locais de menor fluxo de clientes.

Alternativa – O líder em número de quiosques na região é o Shopping ABC, de Santo André, com 35 unidades. Na cola aparece o ABC Plaza, da mesma cidade, com 30 ilhas espalhadas por corredores. O Mauá Plaza, de Mauá, que não atingiu a marca de 100% de ocupação – está em cerca de 85% – tem 25 quiosques. O Metrópole, de São Bernardo, possui 18 unidades.

“Os quiosques em shoppings centers se tornaram a melhor alternativa para o pequeno lojista, sobretudo em locais em que a área locável está 100% ocupada”, avalia o empresário João Eher Júnior, proprietário de cinco quiosques de artigos para presentes em shoppings da região, capital e Baixada Santista.

Segundo ele, um dos principais fatores positivos dos quiosques é a possibilidade de testar o potencial de consumo do local antes de montar uma loja, sem correr grandes riscos. “Se a gente investe menos, um possível tombo sempre é menos sofrível.”

Para o superintendente do Shopping ABC, Antonio Carlos Ferrite Sampaio, o mercado de quiosques tem fôlego. “O crescimento é importante porque proporciona mais opções aos clientes, já que os produtos oferecidos são geralmente diferentes dos das lojas. Para os lojistas que não têm disponibilidade de montar uma loja ou seu ramo não possui grande diversidade de itens, é uma boa alternativa.”


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Shoppings ‘driblam’ lotação com a abertura de quiosques

Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

01/05/2005 | 17:55


Como válvula de escape para shoppings com ocupação de lojas no limite máximo, entre 90% e 100%, caso dos esgotados shoppings ABC Plaza e ABC, em Santo André, e Metrópole, em São Bernardo, com 93% de lotação, os quiosques – pequenos estabelecimentos em áreas tradicionalmente reservadas para o vaivém dos clientes – crescem como nunca. Esses estandes surgem como alternativa viável para acompanhar o crescimento dos shoppings, além de servirem como laboratórios de empresas interessadas em montar uma loja.

Os números atestam o crescimento. O segmento chega a responder por até 12% do faturamento das administrações de alguns shoppings, como Aricanduva e Tatuapé, ambos da capital, segundo a Abrasce (Associação Brasileira de Shoppings Centers). No Grande ABC, os números são mais modestos, mas indicam uma expansão significativa da participação desse mercado no lucro das administrações – a fatia representa 8% do faturamento bruto, em média.

O último estudo da Abrasce sobre o desempenho dos shoppings revela que o mercado de quiosques cresceu 16% no ano passado em relação a 2003, que, por sua vez superou 2002 em pouco mais de 21%. No entanto, o boom ocorreu em 2001: crescimento superior a 25% no confronto com o ano anterior.

Na região, entre os quatro maiores conjuntos comerciais – Shopping ABC, ABC Plaza, Mauá Plaza e Metrópole – há pouco mais de 100 quiosques dedicados especialmente aos setores de comércio e serviços. Os tamanhos são variados, assim como os preços. Um pequeno estande – de 4 m² – custa R$ 1,5 mil mensais, além dos gastos de instalação e manutenção, e pode chegar a R$ 9 mil, conforme a localização. Espaços mais movimentados, próximos de escadas rolantes e praças de alimentação, são mais disputados e podem custar até três vezes mais que locais de menor fluxo de clientes.

Alternativa – O líder em número de quiosques na região é o Shopping ABC, de Santo André, com 35 unidades. Na cola aparece o ABC Plaza, da mesma cidade, com 30 ilhas espalhadas por corredores. O Mauá Plaza, de Mauá, que não atingiu a marca de 100% de ocupação – está em cerca de 85% – tem 25 quiosques. O Metrópole, de São Bernardo, possui 18 unidades.

“Os quiosques em shoppings centers se tornaram a melhor alternativa para o pequeno lojista, sobretudo em locais em que a área locável está 100% ocupada”, avalia o empresário João Eher Júnior, proprietário de cinco quiosques de artigos para presentes em shoppings da região, capital e Baixada Santista.

Segundo ele, um dos principais fatores positivos dos quiosques é a possibilidade de testar o potencial de consumo do local antes de montar uma loja, sem correr grandes riscos. “Se a gente investe menos, um possível tombo sempre é menos sofrível.”

Para o superintendente do Shopping ABC, Antonio Carlos Ferrite Sampaio, o mercado de quiosques tem fôlego. “O crescimento é importante porque proporciona mais opções aos clientes, já que os produtos oferecidos são geralmente diferentes dos das lojas. Para os lojistas que não têm disponibilidade de montar uma loja ou seu ramo não possui grande diversidade de itens, é uma boa alternativa.”

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