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Escolhi Ribeirão pela situação caótica das finanças, diz Volpi

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-prefeito anunciou pré-candidatura ao Paço e pôs fim à especulação sobre concorrer em Mauá: ‘O município está próximo da falência’


Daniel Tossato
Do dgabc.com.br

14/12/2019 | 07:00


Ex-prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PL) disse que optou por concorrer à Prefeitura ribeirão-pirense no ano que vem ao “ver a situação caótica” que se encontra a cidade.

Como o Diário mostrou na quinta-feira, Volpi lançou sua pré-candidatura ao Executivo de Ribeirão durante evento do PL Mulher em tradicional restaurante da cidade na noite de terça-feira. Com a declaração, ele colocou fim à especulação sobre ser prefeiturável em Mauá, como foi em 2016, quando terminou na terceira colocação.

“Começaram os eventos de fim de ano e organizamos o encontro do PL Mulher. Sem planejar, acabei por lançar minha pré-candidatura. Todos que falaram antes de mim (no evento) pediram minha candidatura e eu não pude desapontá-los”, discorreu o ex-prefeito, que comandou o município entre 2005 e 2012.

Segundo Volpi, o governo de Adler Kiko Teixeira (PSB) apenas aprofunda a crise financeira que a Prefeitura atravessa desde a gestão do ex-prefeito Saulo Benevides (Avante), seu sucessor no Paço. “A situação da cidade é caótica. Ribeirão está próxima da falência. Se você termina o ano de 2019 com deficit de R$ 60 milhões e prevê arrecadação de R$ 320 milhões para o ano que vem, o rombo pode chegar a R$ 250 milhões se forem contabilizados os demais deficits de outros anos. Ou seja, o orçamento inteiro de 2020 existiria quase só pagar estes deficits. O próximo gestor da cidade precisa de experiência administrativa e me sinto responsável para poder ajudar Ribeirão.”

O Diário mostrou ontem também que Kiko tem confidenciado a aliados que não pretende concorrer à reeleição – teria, inclusive, aberto caminho para que seu vice, Gabriel Roncon (PTB), assuma o projeto governista. Para Volpi, Kiko pecou, entre outros pontos, pelo excesso de comissionados. “O Kiko acabou inchando ainda mais a máquina. Ribeirão é a segunda cidade que tem mais secretarias no Grande ABC, com 21 pastas. Perde somente para Mauá, que tem 23. O número bom de secretarias para Ribeirão Pires é 11 e o número de comissionados, no total, é de, no máximo, 120 (são quase 400). Ou a gente faz isso ou a gente morre na praia.”

Quando deixou a Prefeitura de Ribeirão Pires, em 2012, Volpi chegou a anunciar que iria se aposentar da política. Pouco tempo depois, foi convidado para ser secretário adjunto da pasta estadual de Esporte, Lazer e Juventude no governo de Geraldo Alckmin (PSDB). Em 2016, concorreu à Prefeitura de Mauá, recebeu 37 mil votos (20,2% do total) e foi considerada a surpresa daquele pleito – estava no PSDB. 



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Escolhi Ribeirão pela situação caótica das finanças, diz Volpi

Ex-prefeito anunciou pré-candidatura ao Paço e pôs fim à especulação sobre concorrer em Mauá: ‘O município está próximo da falência’

Daniel Tossato
Do dgabc.com.br

14/12/2019 | 07:00


Ex-prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PL) disse que optou por concorrer à Prefeitura ribeirão-pirense no ano que vem ao “ver a situação caótica” que se encontra a cidade.

Como o Diário mostrou na quinta-feira, Volpi lançou sua pré-candidatura ao Executivo de Ribeirão durante evento do PL Mulher em tradicional restaurante da cidade na noite de terça-feira. Com a declaração, ele colocou fim à especulação sobre ser prefeiturável em Mauá, como foi em 2016, quando terminou na terceira colocação.

“Começaram os eventos de fim de ano e organizamos o encontro do PL Mulher. Sem planejar, acabei por lançar minha pré-candidatura. Todos que falaram antes de mim (no evento) pediram minha candidatura e eu não pude desapontá-los”, discorreu o ex-prefeito, que comandou o município entre 2005 e 2012.

Segundo Volpi, o governo de Adler Kiko Teixeira (PSB) apenas aprofunda a crise financeira que a Prefeitura atravessa desde a gestão do ex-prefeito Saulo Benevides (Avante), seu sucessor no Paço. “A situação da cidade é caótica. Ribeirão está próxima da falência. Se você termina o ano de 2019 com deficit de R$ 60 milhões e prevê arrecadação de R$ 320 milhões para o ano que vem, o rombo pode chegar a R$ 250 milhões se forem contabilizados os demais deficits de outros anos. Ou seja, o orçamento inteiro de 2020 existiria quase só pagar estes deficits. O próximo gestor da cidade precisa de experiência administrativa e me sinto responsável para poder ajudar Ribeirão.”

O Diário mostrou ontem também que Kiko tem confidenciado a aliados que não pretende concorrer à reeleição – teria, inclusive, aberto caminho para que seu vice, Gabriel Roncon (PTB), assuma o projeto governista. Para Volpi, Kiko pecou, entre outros pontos, pelo excesso de comissionados. “O Kiko acabou inchando ainda mais a máquina. Ribeirão é a segunda cidade que tem mais secretarias no Grande ABC, com 21 pastas. Perde somente para Mauá, que tem 23. O número bom de secretarias para Ribeirão Pires é 11 e o número de comissionados, no total, é de, no máximo, 120 (são quase 400). Ou a gente faz isso ou a gente morre na praia.”

Quando deixou a Prefeitura de Ribeirão Pires, em 2012, Volpi chegou a anunciar que iria se aposentar da política. Pouco tempo depois, foi convidado para ser secretário adjunto da pasta estadual de Esporte, Lazer e Juventude no governo de Geraldo Alckmin (PSDB). Em 2016, concorreu à Prefeitura de Mauá, recebeu 37 mil votos (20,2% do total) e foi considerada a surpresa daquele pleito – estava no PSDB. 

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