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Preços de derivados de cimento em queda


Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

27/07/2005 | 08:12


O baixo crescimento do setor de materiais de construção no primeiro semestre desse ano na região derrubou os preços de produtos básicos. O cimento liderou o ranking de queda – desde janeiro, caiu mais de 30%. Em comparação ao mesmo período no ano passado, a redução do preço encosta em 50%. Outros materiais, como cal, cimentcola e rejunte de azulejo seguiram o exemplo do cimento e ficaram até 20% mais baratos.

O motivo que achatou o valor de vários produtos básicos de construção é a data de validade. Embora não sejam perecíveis, esses materiais exigem maior rotatividade. "O cimento não pode ficar guardado por muito tempo. O produto não estraga, mas o uso não é aconselhável. Geralmente endurece com o tempo, principalmente se não for armazenado em local adequado", explica Reinaldo Gobatti, da Gobatti Prediolar, em Santo André.

Além de cimento e derivados, artigos de acabamento – tradicionalmente mais caros que os produtos de construção pesada – estão entre 5% e 15% mais em conta. "Tivemos que baixar os preços desses artigos para não deixar encalhar no estoque. Como os fabricantes lançam anualmente linhas novas, não podemos manter a 'coleção' antiga nas prateleiras. É como roupas da moda. Tem que vender rápido", diz Celso Chaves Mendonça, vendedor da loja de material de construção Cristo Rei, em São Bernardo.

Segundo Chaves, a ritmo de queda nos preços deve se manter no segundo semestre, em especial louças de banheiro. "Se a culpa dos preços mais baixos é a retração das vendas, é provável que a queda se mantenha, porque o mercado não dá sinais de recuperação imediata."

No entanto, outros produtos de acabamento, como tintas e vernizes, ainda estão com preços iguais aos do ano passado. "Os baldes de tinta, principalmente os de marcas tradicionais, continuam com preços estáveis. É o caso, por exemplo, da tinta Suvinil. Mesmo assim, podemos considerar que os produtos estão mais baratos, já que não houve sequer repasse proporcional da inflação do período", explica Milton Leal da Cruz, proprietário da Miranda Center, em Diadema.



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