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O homem que amava pequenas vidas



13/12/2019 | 07:05


Há tempos Chico Teixeira vinha lutando contra o câncer de pulmão. Seguia trabalhando - o projeto de um novo filme. A doença derrotou-o. Chico morreu na quinta, 12, aos 61 anos. Carioca, fez poucos filmes, mas bastaram para colocá-lo no rol dos melhores diretores de sua geração.

E ele era de um otimismo incorrigível, sempre sorrindo, sempre pronto a uma palavra amiga. Começou no documentário, com Favelas, Velhice. Obteve reconhecimento com Criaturas Que Nasciam em Segredo e Carrego Comigo. Como ficcionista, realizou A Casa de Alice e Ausência. O documentário traçou um caminho - comprometimento com a realidade social e humana, um gosto pelo diferente. Criaturas aborda o mundo dos anões, procurando despi-los do folclore que tece tantas fantasias a seu respeito. Carrego é sobre gêmeos, e como eles também podem ser especiais, unidos por características comuns, mesmo quando separados.

Na ficção, Chico encontrou não apenas o tema da família, mas também o seu gosto pelo trabalho com as atrizes. A Casa de Alice passou no Panorama do Festival de Berlim, em 2007. Uma manicure, mãe de três filhos. Uma família disfuncional - o marido a trai, ela sai com outros homens, os filhos levam vidas ocultas.

Em Ausência, o ângulo é o do filho, um garoto que trabalha na feira e se sente responsável pela família, após o abandono pelo pai. Serginho/Matheus Fagundes tem 14 anos e fica dividido entre a namorada e a atração por um homem mais velho, o professor vivido por Irandhir Santos. Talvez busque nele um substituto para o pai, o homem maduro percebe as implicações afetivas e sexuais, assusta-se. Se tudo isso já é complicado, mais complicada ainda é a história com a mãe, uma alcoólatra.

Chico amava as pequenas vidas, os solitários, os amorosos não correspondidos. Escrevia o roteiro, dirigia, montava. Dizia que cada etapa tinha seu encanto e suas dificuldades, mas o melhor de tudo era o trabalho com atores e atrizes. Nisso era excepcionalmente bom.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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O homem que amava pequenas vidas


13/12/2019 | 07:05


Há tempos Chico Teixeira vinha lutando contra o câncer de pulmão. Seguia trabalhando - o projeto de um novo filme. A doença derrotou-o. Chico morreu na quinta, 12, aos 61 anos. Carioca, fez poucos filmes, mas bastaram para colocá-lo no rol dos melhores diretores de sua geração.

E ele era de um otimismo incorrigível, sempre sorrindo, sempre pronto a uma palavra amiga. Começou no documentário, com Favelas, Velhice. Obteve reconhecimento com Criaturas Que Nasciam em Segredo e Carrego Comigo. Como ficcionista, realizou A Casa de Alice e Ausência. O documentário traçou um caminho - comprometimento com a realidade social e humana, um gosto pelo diferente. Criaturas aborda o mundo dos anões, procurando despi-los do folclore que tece tantas fantasias a seu respeito. Carrego é sobre gêmeos, e como eles também podem ser especiais, unidos por características comuns, mesmo quando separados.

Na ficção, Chico encontrou não apenas o tema da família, mas também o seu gosto pelo trabalho com as atrizes. A Casa de Alice passou no Panorama do Festival de Berlim, em 2007. Uma manicure, mãe de três filhos. Uma família disfuncional - o marido a trai, ela sai com outros homens, os filhos levam vidas ocultas.

Em Ausência, o ângulo é o do filho, um garoto que trabalha na feira e se sente responsável pela família, após o abandono pelo pai. Serginho/Matheus Fagundes tem 14 anos e fica dividido entre a namorada e a atração por um homem mais velho, o professor vivido por Irandhir Santos. Talvez busque nele um substituto para o pai, o homem maduro percebe as implicações afetivas e sexuais, assusta-se. Se tudo isso já é complicado, mais complicada ainda é a história com a mãe, uma alcoólatra.

Chico amava as pequenas vidas, os solitários, os amorosos não correspondidos. Escrevia o roteiro, dirigia, montava. Dizia que cada etapa tinha seu encanto e suas dificuldades, mas o melhor de tudo era o trabalho com atores e atrizes. Nisso era excepcionalmente bom.

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