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Moradores de Mauá aprovam incinerador

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projeto para geração de energia foi debatido durante audiência pública realizada pelo Consema


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

13/12/2019 | 07:00


Os moradores da Vila Carlina, bairro vizinho ao aterro da empresa Lara, em Mauá, local onde a iniciativa privada pretende construir uma URE (Unidade de Reaproveitamento Energético) aprovam o projeto. A afirmação é do presidente da associação Vila Nova, Rudnei Donisete, 37 anos.

A fala foi feita durante audiência pública realizada ontem pelo Consema (Conselho Estaudal do Meio Ambiente) para apresentação e debate do EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) do empreendimento no Teatro Municipal de Mauá. Donisete pontuou que tem conversado com os moradores e a avaliação é a de que o projeto será benéfico para o bairro e para a cidade, já que trará desenvolvimento.

A associação representa os cerca de 800 munícipes do local. “A região gera 2.000 toneladas de lixo ao dia e apenas a reciclagem e o envio ao aterro não dão conta”, justificou. Donisete avaliou que toda iniciativa que colabore com a gestão do lixo é bem-vinda. “O projeto da URE é bom e o trabalho dos catadores também”, completou.

Além do morador, dezenas de pessoas participaram da audiência. A empresa Lara, responsável pela usina, apresentou as futuras instalações, os benefícios do incinerador para geração de energia (cerca de 80 megawat/hora) e redução de resíduos. O projeto está estimado em R$ 900 milhões. Manifestaram-se em apoio ao empreendimento, entre os representantes da sociedade civil, a Abren (Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos) e a Aepis (Associação das Empresas do Polo Industrial do Sertãozinho).

Nas falas contrárias, posicionaram-se representantes de cooperativas e movimentos de catadores, a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ribeirão Pires e a Aliança pelo Resíduo Zero.

O Consema vai analisar todas as colocações para deliberar se há viabilidade ambiental para o empreendimento. Os interessados em sugerir alterações e/ou fazer questionamentos têm cinco dias úteis para encaminhar o material pelo e-mail consema@sp.gov.br. Não há prazo definido para a deliberação do colegiado. A audiência pública é parte obrigatória para o processo de licenciamento ambiental, que precede as futuras licenças de instalação e operação da usina, se o projeto for aprovado.



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Moradores de Mauá aprovam incinerador

Projeto para geração de energia foi debatido durante audiência pública realizada pelo Consema

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

13/12/2019 | 07:00


Os moradores da Vila Carlina, bairro vizinho ao aterro da empresa Lara, em Mauá, local onde a iniciativa privada pretende construir uma URE (Unidade de Reaproveitamento Energético) aprovam o projeto. A afirmação é do presidente da associação Vila Nova, Rudnei Donisete, 37 anos.

A fala foi feita durante audiência pública realizada ontem pelo Consema (Conselho Estaudal do Meio Ambiente) para apresentação e debate do EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) do empreendimento no Teatro Municipal de Mauá. Donisete pontuou que tem conversado com os moradores e a avaliação é a de que o projeto será benéfico para o bairro e para a cidade, já que trará desenvolvimento.

A associação representa os cerca de 800 munícipes do local. “A região gera 2.000 toneladas de lixo ao dia e apenas a reciclagem e o envio ao aterro não dão conta”, justificou. Donisete avaliou que toda iniciativa que colabore com a gestão do lixo é bem-vinda. “O projeto da URE é bom e o trabalho dos catadores também”, completou.

Além do morador, dezenas de pessoas participaram da audiência. A empresa Lara, responsável pela usina, apresentou as futuras instalações, os benefícios do incinerador para geração de energia (cerca de 80 megawat/hora) e redução de resíduos. O projeto está estimado em R$ 900 milhões. Manifestaram-se em apoio ao empreendimento, entre os representantes da sociedade civil, a Abren (Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos) e a Aepis (Associação das Empresas do Polo Industrial do Sertãozinho).

Nas falas contrárias, posicionaram-se representantes de cooperativas e movimentos de catadores, a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ribeirão Pires e a Aliança pelo Resíduo Zero.

O Consema vai analisar todas as colocações para deliberar se há viabilidade ambiental para o empreendimento. Os interessados em sugerir alterações e/ou fazer questionamentos têm cinco dias úteis para encaminhar o material pelo e-mail consema@sp.gov.br. Não há prazo definido para a deliberação do colegiado. A audiência pública é parte obrigatória para o processo de licenciamento ambiental, que precede as futuras licenças de instalação e operação da usina, se o projeto for aprovado.

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