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Cada vez, mais distante


Do Diário do Grande ABC

11/12/2019 | 10:12



A expectativa pela volta das atividades na planta onde a Ford funcionou por 52 anos, em São Bernardo, está cada vez mais distante. A marca de origem norte-americana encerrou sua história de mais de cinco décadas na cidade dia 30 de outubro. Desde então se especula a possibilidade de compra da antiga fábrica por outra empresa disposta a reaproveitar o maquinário ali instalado e absorver pelo menos parte dos 2.800 trabalhadores que perderam seu empregos.


O Grupo Caoa, desde o anúncio do encerramento das atividades da Ford, era tido como o principal interessado. E quando a montadora fechou de vez as portas, se tornou o único. Entretanto, foi se distanciando cada vez mais do negócio.


As primeiras notícias davam conta de que o conglomerado buscaria auxílio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para formalizar a aquisição. Entretanto, a instituição federal declinou porque não faz parte de sua política liberar verba para esta finalidade. Financiamento poderia ser obtido, mas depois de formalizar a transação.


Ontem, Carlos Alberto Oliveira Andrade, o principal executivo do Grupo Caoa, se manifestou novamente sobre o caso e suas palavras foram um tanto desanimadoras. Segundo o empresário, são remotas as chances de vir a formalizar a compra, embora oficialmente não tenha desistido. A declaração é frustrante. Principalmente para aqueles que estão em busca de recolocação profissional ou procuram o primeiro emprego.


Muitos deles permaneceram por horas em longa fila formada nas ruas da mesma São Bernardo. Foram pelo menos 2.000 jovens em busca de oportunidades ofertadas por empresas da cidade. Muitos chegaram de madrugada e praticamente dormiram na rua para garantir os primeiros lugares. Pessoas que ainda sonham em ver as linhas de produção da companhia novamente em funcionamento. Que poderiam ser admitidas para atuar lá ou em outras firmas responsáveis pelo fornecimento de peças ou serviços. A chamada cadeia produtiva.
 



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Cada vez, mais distante

Do Diário do Grande ABC

11/12/2019 | 10:12



A expectativa pela volta das atividades na planta onde a Ford funcionou por 52 anos, em São Bernardo, está cada vez mais distante. A marca de origem norte-americana encerrou sua história de mais de cinco décadas na cidade dia 30 de outubro. Desde então se especula a possibilidade de compra da antiga fábrica por outra empresa disposta a reaproveitar o maquinário ali instalado e absorver pelo menos parte dos 2.800 trabalhadores que perderam seu empregos.


O Grupo Caoa, desde o anúncio do encerramento das atividades da Ford, era tido como o principal interessado. E quando a montadora fechou de vez as portas, se tornou o único. Entretanto, foi se distanciando cada vez mais do negócio.


As primeiras notícias davam conta de que o conglomerado buscaria auxílio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para formalizar a aquisição. Entretanto, a instituição federal declinou porque não faz parte de sua política liberar verba para esta finalidade. Financiamento poderia ser obtido, mas depois de formalizar a transação.


Ontem, Carlos Alberto Oliveira Andrade, o principal executivo do Grupo Caoa, se manifestou novamente sobre o caso e suas palavras foram um tanto desanimadoras. Segundo o empresário, são remotas as chances de vir a formalizar a compra, embora oficialmente não tenha desistido. A declaração é frustrante. Principalmente para aqueles que estão em busca de recolocação profissional ou procuram o primeiro emprego.


Muitos deles permaneceram por horas em longa fila formada nas ruas da mesma São Bernardo. Foram pelo menos 2.000 jovens em busca de oportunidades ofertadas por empresas da cidade. Muitos chegaram de madrugada e praticamente dormiram na rua para garantir os primeiros lugares. Pessoas que ainda sonham em ver as linhas de produção da companhia novamente em funcionamento. Que poderiam ser admitidas para atuar lá ou em outras firmas responsáveis pelo fornecimento de peças ou serviços. A chamada cadeia produtiva.
 

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