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Caoa: chance de comprar Ford é remota

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No entanto, fundador do grupo afirmou que não desistiu de adquirir a planta da montadora em São Bernardo, que fechou as portas em outubro


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

11/12/2019 | 07:15


A fábrica da Ford em São Bernardo fechou as portas no dia 30 de outubro e, desde então, as negociações para a aquisição da unidade ainda não tiveram desfecho, embora há meses a Caoa seja a única empresa no páreo – o que, inclusive, foi anunciado pelo governador do Estado, João Doria (PSDB), no início de setembro. Ontem, em evento voltado ao setor automotivo, o fundador e presidente do conselho do Grupo Caoa, Carlos Alberto Oliveira Andrade, afirmou, durante rara aparição pública, que as chances de comprar a planta da montadora norte-americana no Grande ABC são remotas, apesar de não ter desistido dela.

Questionado, Andrade disse que não daria mais detalhes, uma vez que não queria criar expectativa entre os trabalhadores nem com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em conversa anterior com o sindicato, a Caoa informou que, caso as tratativas avançassem, ela poderia absorver, inicialmente, 850 ex-colaboradores da Ford, mesmo que a fila para o futuro processo seletivo chegue a 1.300 pessoas. O volume de emprego poderia crescer porque o grupo teria a intenção de, em um primeiro momento, fabricar caminhões e, posteriormente, dois novos modelos de automóveis. A contrapartida embutida no compromisso de priorizar os demitidos da Ford viria com salários até 30% menores do que eles recebiam na montadora.

Procurado, o sindicato disse que não tem informações a respeito de que as negociações teriam esfriado, e que ainda aguarda a conclusão das conversas entre Caoa e Ford.

O que vinha sendo conversado entre as direções das empresas era a possibilidade de selar acordo independentemente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que no dia 20 de novembro confirmou que não deveria emprestar dinheiro para a Caoa para adquirir a fábrica, já que liberar verba para compras não faz parte da política do banco, e que o financiamento só poderia ser concedido após a aquisição, para possíveis reformas ou ampliações. No entanto, há um mês não se tinha novidades sobre o assunto.

Andrade lamenta, por ora, o fato de haver entraves para adquirir a planta da Ford na região, mesmo sem expor os motivos, ao avaliar que ela tem boa infraestrutura e possui bons equipamentos.

Independentemente do andamento das tratativas, o executivo revelou que está conversando com três grupos chineses a fim de ampliar a produção de veículos no Brasil – ele disse já ter ido 15 vezes à China. A ideia seria criar sociedade nos moldes de 51% de participação da Caoa e, 49%, da outra companhia. E os planos de abrir fábrica podem se consolidar fora de São Bernardo.

Procurada, a Ford não se pronunciou até o fechamento desta edição.

HISTÓRICO

A Ford encerrou história de 52 anos de atuação no Grande ABC em outubro. No entanto, em fevereiro, quando empregava 2.800 trabalhadores, avisou o mercado da notícia, derivada da decisão global de não produzir mais caminhões na América do Sul e de descontinuar a confecção do New Fiesta no País. A montadora fabricava três modelos de caminhões (Cargo, F-4.000 e F-350). Em 1987, a planta do bairro Taboão, de onde saíram modelos icônicos, como o Corcel, o Del Rey e o Escort XR3, chegou a manter 12 mil empregos
 



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Caoa: chance de comprar Ford é remota

No entanto, fundador do grupo afirmou que não desistiu de adquirir a planta da montadora em São Bernardo, que fechou as portas em outubro

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

11/12/2019 | 07:15


A fábrica da Ford em São Bernardo fechou as portas no dia 30 de outubro e, desde então, as negociações para a aquisição da unidade ainda não tiveram desfecho, embora há meses a Caoa seja a única empresa no páreo – o que, inclusive, foi anunciado pelo governador do Estado, João Doria (PSDB), no início de setembro. Ontem, em evento voltado ao setor automotivo, o fundador e presidente do conselho do Grupo Caoa, Carlos Alberto Oliveira Andrade, afirmou, durante rara aparição pública, que as chances de comprar a planta da montadora norte-americana no Grande ABC são remotas, apesar de não ter desistido dela.

Questionado, Andrade disse que não daria mais detalhes, uma vez que não queria criar expectativa entre os trabalhadores nem com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em conversa anterior com o sindicato, a Caoa informou que, caso as tratativas avançassem, ela poderia absorver, inicialmente, 850 ex-colaboradores da Ford, mesmo que a fila para o futuro processo seletivo chegue a 1.300 pessoas. O volume de emprego poderia crescer porque o grupo teria a intenção de, em um primeiro momento, fabricar caminhões e, posteriormente, dois novos modelos de automóveis. A contrapartida embutida no compromisso de priorizar os demitidos da Ford viria com salários até 30% menores do que eles recebiam na montadora.

Procurado, o sindicato disse que não tem informações a respeito de que as negociações teriam esfriado, e que ainda aguarda a conclusão das conversas entre Caoa e Ford.

O que vinha sendo conversado entre as direções das empresas era a possibilidade de selar acordo independentemente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que no dia 20 de novembro confirmou que não deveria emprestar dinheiro para a Caoa para adquirir a fábrica, já que liberar verba para compras não faz parte da política do banco, e que o financiamento só poderia ser concedido após a aquisição, para possíveis reformas ou ampliações. No entanto, há um mês não se tinha novidades sobre o assunto.

Andrade lamenta, por ora, o fato de haver entraves para adquirir a planta da Ford na região, mesmo sem expor os motivos, ao avaliar que ela tem boa infraestrutura e possui bons equipamentos.

Independentemente do andamento das tratativas, o executivo revelou que está conversando com três grupos chineses a fim de ampliar a produção de veículos no Brasil – ele disse já ter ido 15 vezes à China. A ideia seria criar sociedade nos moldes de 51% de participação da Caoa e, 49%, da outra companhia. E os planos de abrir fábrica podem se consolidar fora de São Bernardo.

Procurada, a Ford não se pronunciou até o fechamento desta edição.

HISTÓRICO

A Ford encerrou história de 52 anos de atuação no Grande ABC em outubro. No entanto, em fevereiro, quando empregava 2.800 trabalhadores, avisou o mercado da notícia, derivada da decisão global de não produzir mais caminhões na América do Sul e de descontinuar a confecção do New Fiesta no País. A montadora fabricava três modelos de caminhões (Cargo, F-4.000 e F-350). Em 1987, a planta do bairro Taboão, de onde saíram modelos icônicos, como o Corcel, o Del Rey e o Escort XR3, chegou a manter 12 mil empregos
 

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