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Cautela externa com balança chinesa limita alta do Ibovespa



09/12/2019 | 11:44


O Ibovespa iniciou a semana de forma cautelosa, após os recordes da semana passada, quando acumulou ganhos de 2,67%. O resultado decepcionante nas exportações chinesas limita um avanço firme na B3 por causa da valorização do minério de ferro na China nesta segunda-feira.

Além disso, notícias de ampliação das importações chinesas de petróleo, minério de ferro e cobre estão na lista dos potenciais focos influencia positivas nos negócios, bem como as projeções maiores para o Produto Interno Bruto (PIB) na Focus.

"A alta de mais de 5% do minério ajuda as ações de mineradoras e siderúrgicas, mas talvez seja insuficiente para permitir ganho robusto da Bolsa, ou até evitar queda", diz um operador.

Ele lembra que os investidores devem ficar em compasso de espera pelas decisões sobre juros no Brasil e nos EUA, na quarta-feira. "O interesse será pelos comunicados para saber quais serão os próximos passos", afirma.

Internamente, a estimativa majoritária é de recuo da taxa Selic de 5,00% para 4,50% no Comitê de Política Monetária (Copom), enquanto nos EUA a projeção é de manutenção na taxa dos Fed funds entre 1,50% e 1,75% ao ano.

Além disso, a guerra comercial segue no radar dos investidores. No fim de semana, a China informou que suas exportações contrariam as expectativas de crescimento e mostraram queda de 1,1% em novembro ante igual mês de 2018. O indicador é mais um indício de como o país asiático vem sentindo os efeitos do impasse comercial com os Estados Unidos. Desde outubro, as duas partes tentam chegar a um acordo pelo menos preliminar. A espera de consenso é grande já que no próximo dia 15 está programado para entrar em vigor um novo aumento de tarifas de Washington sobre produtos chineses.

A queda das exportações chinesas, observa em nota o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Integrada, principalmente para os EUA, reforça o interesse de Pequim na obtenção de um acordo no curto prazo.

As bolsas europeias e as de Nova York cedem entre 0,4% e 0,02%. Já o petróleo caí entre 0,8% e 0,5% no exterior. As ações da Petrobras, por sua vez, na B3, tinham declínio de 0,40%, por volta das 11h30.

O Ibovespa subia 0,05%, aos 111.184,44 pontos. Na mínima, atingiu 111.015,18 pontos. Na máxima, marcou 111.378,57 pontos.

A despeito dos movimentos expressivos na parte final da semana passada no mercado interno, Campos Neto acredita que o dia pode ser positivo por aqui. O economista cita a melhora nas expectativas para a economia brasileira na pesquisa Focus, divulgada esta manhã pelo Banco Central (BC). A mediana da projeção para o PIB de 2019 foi elevada de 0,99% para 1,10%. Já a estimativa para o PIB em 2020 avançou de 2,22% para 2,24%. Assim, diz, mesmo que o Ibovespa perca os 111 mil pontos, não deverá se afastar muito deste patamar.

Na sexta, o índice à vista fechou com valorização de 0,46%, aos 111.125,75 pontos, acumulando 2,67% na semana passada.

Contato: reginam.silva@estadao.com



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Cautela externa com balança chinesa limita alta do Ibovespa


09/12/2019 | 11:44


O Ibovespa iniciou a semana de forma cautelosa, após os recordes da semana passada, quando acumulou ganhos de 2,67%. O resultado decepcionante nas exportações chinesas limita um avanço firme na B3 por causa da valorização do minério de ferro na China nesta segunda-feira.

Além disso, notícias de ampliação das importações chinesas de petróleo, minério de ferro e cobre estão na lista dos potenciais focos influencia positivas nos negócios, bem como as projeções maiores para o Produto Interno Bruto (PIB) na Focus.

"A alta de mais de 5% do minério ajuda as ações de mineradoras e siderúrgicas, mas talvez seja insuficiente para permitir ganho robusto da Bolsa, ou até evitar queda", diz um operador.

Ele lembra que os investidores devem ficar em compasso de espera pelas decisões sobre juros no Brasil e nos EUA, na quarta-feira. "O interesse será pelos comunicados para saber quais serão os próximos passos", afirma.

Internamente, a estimativa majoritária é de recuo da taxa Selic de 5,00% para 4,50% no Comitê de Política Monetária (Copom), enquanto nos EUA a projeção é de manutenção na taxa dos Fed funds entre 1,50% e 1,75% ao ano.

Além disso, a guerra comercial segue no radar dos investidores. No fim de semana, a China informou que suas exportações contrariam as expectativas de crescimento e mostraram queda de 1,1% em novembro ante igual mês de 2018. O indicador é mais um indício de como o país asiático vem sentindo os efeitos do impasse comercial com os Estados Unidos. Desde outubro, as duas partes tentam chegar a um acordo pelo menos preliminar. A espera de consenso é grande já que no próximo dia 15 está programado para entrar em vigor um novo aumento de tarifas de Washington sobre produtos chineses.

A queda das exportações chinesas, observa em nota o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Integrada, principalmente para os EUA, reforça o interesse de Pequim na obtenção de um acordo no curto prazo.

As bolsas europeias e as de Nova York cedem entre 0,4% e 0,02%. Já o petróleo caí entre 0,8% e 0,5% no exterior. As ações da Petrobras, por sua vez, na B3, tinham declínio de 0,40%, por volta das 11h30.

O Ibovespa subia 0,05%, aos 111.184,44 pontos. Na mínima, atingiu 111.015,18 pontos. Na máxima, marcou 111.378,57 pontos.

A despeito dos movimentos expressivos na parte final da semana passada no mercado interno, Campos Neto acredita que o dia pode ser positivo por aqui. O economista cita a melhora nas expectativas para a economia brasileira na pesquisa Focus, divulgada esta manhã pelo Banco Central (BC). A mediana da projeção para o PIB de 2019 foi elevada de 0,99% para 1,10%. Já a estimativa para o PIB em 2020 avançou de 2,22% para 2,24%. Assim, diz, mesmo que o Ibovespa perca os 111 mil pontos, não deverá se afastar muito deste patamar.

Na sexta, o índice à vista fechou com valorização de 0,46%, aos 111.125,75 pontos, acumulando 2,67% na semana passada.

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