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Química do crescimento


Do Diário do Grande ABC

08/12/2019 | 12:05


A indústria automobilística, a principal referência do Grande ABC, há tempos tem como principal combustível financeiro a exportação dos carros que fabrica, tendo a Argentina como cliente preferencial. Com a crise no país vizinho, entretanto, as montadoras desaceleraram a produção e o setor começou a ter problemas, chegando a engatar a marcha ré. 

Como agravante, uma das marcas mais tradicionais do País, a Ford, resolveu encerrar as operações na região, colocando milhares de trabalhadores na rua e ainda afetando o emprego de muitos outros, que atuavam na chamada cadeia produtiva, em empresas que faziam os componentes usados nos veículos feitos na linha de montagem da marca norte-americana em São Bernardo.

Com tudo isso acontecendo, pouca gente se deu conta de que outro setor industrial avançou e, inclusive, com condições de assumir o protagonismo econômico na região. Trata-se da indústria química, que em 2018 ganhou nove fábricas e hoje soma 919, que geram 34,6 mil empregos.

O segmento químico é indispensável para todos os demais. Produz e fornece vários insumos necessários à fabricação de itens diversos. De alimentos até automóveis, passando, inclusive, pelas próprias empresas do setor. 

As integrantes deste ramo passaram pelo pior da crise econômica brasileira quase ilesas. Pelo menos não promoveram grandes demissões. Em 2018, por exemplo, ocorreram 1.094 contratações. 

E o que é ainda melhor para a região, há grandes companhias interessadas em fazer investimentos. A reportagem principal deste Diário cita duas que, somadas, vão colocar R$ 610 milhões em suas operações locais. 

Para ficar melhor, só falta a compreensão governamental. Principalmente na questão do gás natural. De Brasília vieram sinalizações de que providências seriam tomadas para o preço baixar. Nada aconteceu e as empresas locais seguem pagando quatro vezes mais que na Europa ou Estados Unidos.



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Química do crescimento

Do Diário do Grande ABC

08/12/2019 | 12:05


A indústria automobilística, a principal referência do Grande ABC, há tempos tem como principal combustível financeiro a exportação dos carros que fabrica, tendo a Argentina como cliente preferencial. Com a crise no país vizinho, entretanto, as montadoras desaceleraram a produção e o setor começou a ter problemas, chegando a engatar a marcha ré. 

Como agravante, uma das marcas mais tradicionais do País, a Ford, resolveu encerrar as operações na região, colocando milhares de trabalhadores na rua e ainda afetando o emprego de muitos outros, que atuavam na chamada cadeia produtiva, em empresas que faziam os componentes usados nos veículos feitos na linha de montagem da marca norte-americana em São Bernardo.

Com tudo isso acontecendo, pouca gente se deu conta de que outro setor industrial avançou e, inclusive, com condições de assumir o protagonismo econômico na região. Trata-se da indústria química, que em 2018 ganhou nove fábricas e hoje soma 919, que geram 34,6 mil empregos.

O segmento químico é indispensável para todos os demais. Produz e fornece vários insumos necessários à fabricação de itens diversos. De alimentos até automóveis, passando, inclusive, pelas próprias empresas do setor. 

As integrantes deste ramo passaram pelo pior da crise econômica brasileira quase ilesas. Pelo menos não promoveram grandes demissões. Em 2018, por exemplo, ocorreram 1.094 contratações. 

E o que é ainda melhor para a região, há grandes companhias interessadas em fazer investimentos. A reportagem principal deste Diário cita duas que, somadas, vão colocar R$ 610 milhões em suas operações locais. 

Para ficar melhor, só falta a compreensão governamental. Principalmente na questão do gás natural. De Brasília vieram sinalizações de que providências seriam tomadas para o preço baixar. Nada aconteceu e as empresas locais seguem pagando quatro vezes mais que na Europa ou Estados Unidos.

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