Fechar
Publicidade

Domingo, 26 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Aula de português ajuda adaptação de refugiados venezuelanos no País

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projeto-piloto da Prefeitura beneficia 15 imigrantes moradores da cidade


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

08/12/2019 | 07:00


Javier Bellorin, 42 anos, chegou ao Brasil há um ano na esperança de encontrar no País melhores condições de vida para a família. Refugiado da Venezuela, ele destaca que o primeiro passo para conseguir emprego é aprender o português. Para isso, conta com ajuda de projeto de Diadema que oferece aulas do idioma, duas vezes por semana de forma gratuita, para grupo de 15 imigrantes que vive na cidade.

“Trabalhava em uma fábrica e já tinha minha vida formada. Porém, a fome e a falta de ajuda na saúde me fizeram mudar”, revela Bellorin. Ele diz que escolheu o Brasil para viver por conta do conhecimento que tinha a respeito da cultura e do acolhimento da população. “Somos muito gratos ao Brasil. Tenho filhos pequenos (dois) e, aprendendo o idioma aqui, consigo passar para eles”, observa o morador do bairro Eldorado, que frequenta as aulas na Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) José Martins da Silva todas as terças e quintas-feiras.

Conforme a professora Janaine Espindola Araújo, as aulas de português são focadas na gramática e pronúncia. No entanto, as atividades não priorizam apenas o conteúdo, mas também uma interação entre as duas culturas. “Temos a questão do acolhimento também. Como muitos ainda sentem falta do país de origem, apresento o Brasil para eles”, diz. A docente observa ainda que os refugiados são participativos e não costumam faltar às aulas. “Eles trazem dúvidas de casa e opções de assuntos que queiram aprender”, ressalta. 

Para José Gregório, 40, que chegou ao País há nove meses, as aulas de português são fundamentais para a adaptação da família, que deixou a Venezuela na esperança de ter “futuro mais digno”. “Hoje meus dois filhos já falam um pouco do português e, com essas aulas, conseguimos conversar com as pessoas e isso ajuda na nossa adaptação”, considera. “Estamos felizes e somos gratos por ter conseguido essa oportunidade”, complementa.

Os imigrantes venezuelanos chegaram ao Brasil por intermédio da Igreja Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, de Diadema. As famílias conseguiram moradias e sustento com ajuda de vizinhos e frequentadores da comunidade religiosa. A maior parte dos imigrantes vive no bairro Eldorado, área periférica da cidade. 

DEMAIS CIDADES

São Bernardo informou que algumas escolas do município têm recebido matrículas de crianças estrangeiras, na maioria sírias, e que garante que os estudantes apropriem-se da língua e cultura locais. Mauá oferece aulas de alfabetização para inclusão social. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Aula de português ajuda adaptação de refugiados venezuelanos no País

Projeto-piloto da Prefeitura beneficia 15 imigrantes moradores da cidade

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

08/12/2019 | 07:00


Javier Bellorin, 42 anos, chegou ao Brasil há um ano na esperança de encontrar no País melhores condições de vida para a família. Refugiado da Venezuela, ele destaca que o primeiro passo para conseguir emprego é aprender o português. Para isso, conta com ajuda de projeto de Diadema que oferece aulas do idioma, duas vezes por semana de forma gratuita, para grupo de 15 imigrantes que vive na cidade.

“Trabalhava em uma fábrica e já tinha minha vida formada. Porém, a fome e a falta de ajuda na saúde me fizeram mudar”, revela Bellorin. Ele diz que escolheu o Brasil para viver por conta do conhecimento que tinha a respeito da cultura e do acolhimento da população. “Somos muito gratos ao Brasil. Tenho filhos pequenos (dois) e, aprendendo o idioma aqui, consigo passar para eles”, observa o morador do bairro Eldorado, que frequenta as aulas na Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) José Martins da Silva todas as terças e quintas-feiras.

Conforme a professora Janaine Espindola Araújo, as aulas de português são focadas na gramática e pronúncia. No entanto, as atividades não priorizam apenas o conteúdo, mas também uma interação entre as duas culturas. “Temos a questão do acolhimento também. Como muitos ainda sentem falta do país de origem, apresento o Brasil para eles”, diz. A docente observa ainda que os refugiados são participativos e não costumam faltar às aulas. “Eles trazem dúvidas de casa e opções de assuntos que queiram aprender”, ressalta. 

Para José Gregório, 40, que chegou ao País há nove meses, as aulas de português são fundamentais para a adaptação da família, que deixou a Venezuela na esperança de ter “futuro mais digno”. “Hoje meus dois filhos já falam um pouco do português e, com essas aulas, conseguimos conversar com as pessoas e isso ajuda na nossa adaptação”, considera. “Estamos felizes e somos gratos por ter conseguido essa oportunidade”, complementa.

Os imigrantes venezuelanos chegaram ao Brasil por intermédio da Igreja Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, de Diadema. As famílias conseguiram moradias e sustento com ajuda de vizinhos e frequentadores da comunidade religiosa. A maior parte dos imigrantes vive no bairro Eldorado, área periférica da cidade. 

DEMAIS CIDADES

São Bernardo informou que algumas escolas do município têm recebido matrículas de crianças estrangeiras, na maioria sírias, e que garante que os estudantes apropriem-se da língua e cultura locais. Mauá oferece aulas de alfabetização para inclusão social. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;