Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 24 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Criador de O Cavaleiro das Trevas, Frank Miller revela que foi o Batman quem o inspirou a se tornar quadrinista: - Ficou na minha cabeça para sempre



07/12/2019 | 17:11


Frank Miller é um velho conhecido da CCXP: O quadrinista, criador da icônica HQ O Cavaleiro das Trevas, esteve no evento pela terceira vez. Agora, além de participar das comemorações dos 80 anos do Batman, o artista também veio para promover seu novo trabalho, os quadrinhos The Golden Child, que realizou em parceria com o brasileiro Rafael Grampá.

Durante coletiva de imprensa realizada neste sábado, dia 7, Miller revelou que o próprio Batman o inspirou a se tornar quadrinista, quando ainda era criança.

- Eu tinha cinco anos de idade, e meu pai era um vendedor viajante. Ele voltava para Nova York [nos Estados Unidos] com quadrinhos que ele comprou lá, porque não vendiam onde eu vivia. E eu comecei a folhear uma edição mais grossa, de 80 páginas, que na época era uma reimpressão das tirinhas dos jornais, e não se parecia com quadrinhos de super-heróis. Não era tão colorido e não parecia que estavam acontecendo coisas muito boas ali, muito pelo contrário, coisas terríveis estavam acontecendo e alguém ia se machucar. E então, do céu, saiu uma pessoa em forma de morcego e salvou a pessoa que ia se machucar. Eu li aquilo com os olhos arregalados, e juro que foi ali que decidi o que queria fazer pelo resto da vida, foi um momento que ficou na minha cabeça para sempre.

Grampá revelou que por incrível que pareça, foi Miller e O Cavaleiro das Trevas o que o inspirou a seguir nessa carreira, e apelidou o artista de Pai do Batman, devido a sua importância no universo do homem-morcego. Ele também contou que se sentiu muito nervoso no início do trabalho com Miller.

- A gente se encontrou várias vezes, o Frank estava buscando uma ideia e eu rabiscava algumas coisas e mostrava para ele. Acho que é uma coisa que eu sempre falo sobre ele é que a grandeza de um artista está na humildade e na generosidade dele, e o Frank é feito disso. A essência dele é generosidade. Eu estava muito nervoso, quando comecei a fazer os desenhos não sabia nem como mostrar para ele, e ele me deixou muito tranquilo. Acho que, por conta da atitude dele, o processo começou a fluir de um jeito mais gostoso e mais seguro. Eu tinha várias ideias diferentes, e chegou um momento em que o Frank me ligou e pediu para eu encontrá-lo. Ele me contou a ideia que estava querendo fazer, achei incrível. Até que um dia ele me liga e diz: eu mudei um pouco de ideia. E mandou o script da ideia, e a minha cabeça explodiu naquele momento. Comecei a desenhar em cima desse script, e nesse tempo de criação o que eu fiz foi tentar fazer algo que eu sentisse que faria parte da saga. Acho que é muito sólido o ambiente que ele criou, o meu trabalho ali era tentar entender aquilo e colocar em um universo que já existe. Então acabei destruindo um pouco o meu traço e fazendo algo um pouco diferente, e quando eu mandei de volta para ele foi muito boa a reação dele.

Incrível, né? Em The Golden Child, somos apresentados a um novo time de super-heróis, e dentre eles vemos uma personagem já conhecida dos amantes de quadrinho, a Carrie Kelley. Durante a coletiva, Miller falou sobre a importância de ter uma personagem feminina como uma das protagonistas de suas histórias.

- Esse sempre é um interesse meu. Se você olhar toda a minha carreira, se só houver apenas histórias de homens se digladiando, você está perdendo metade da diversão.

Miller também deu sua opinião sobre a importância que uma saga que permeia assuntos políticos como O Cavaleiro das Trevas tem na atualidade:

- Uma boa história é uma boa história, independente de como for contá-la. O Cavaleiro das Trevas sempre tocou em políticas, sempre foi uma temática, desde a época do Ronald Reagan nos Estados Unidos [ex-presidente norte-americano]. Então isso é parte do que O Cavaleiro das Trevas é. É político e é uma paródia política. A gente está se divertindo com isso, e só irrita é justamente quem deveria ser afetado.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Criador de O Cavaleiro das Trevas, Frank Miller revela que foi o Batman quem o inspirou a se tornar quadrinista: - Ficou na minha cabeça para sempre


07/12/2019 | 17:11


Frank Miller é um velho conhecido da CCXP: O quadrinista, criador da icônica HQ O Cavaleiro das Trevas, esteve no evento pela terceira vez. Agora, além de participar das comemorações dos 80 anos do Batman, o artista também veio para promover seu novo trabalho, os quadrinhos The Golden Child, que realizou em parceria com o brasileiro Rafael Grampá.

Durante coletiva de imprensa realizada neste sábado, dia 7, Miller revelou que o próprio Batman o inspirou a se tornar quadrinista, quando ainda era criança.

- Eu tinha cinco anos de idade, e meu pai era um vendedor viajante. Ele voltava para Nova York [nos Estados Unidos] com quadrinhos que ele comprou lá, porque não vendiam onde eu vivia. E eu comecei a folhear uma edição mais grossa, de 80 páginas, que na época era uma reimpressão das tirinhas dos jornais, e não se parecia com quadrinhos de super-heróis. Não era tão colorido e não parecia que estavam acontecendo coisas muito boas ali, muito pelo contrário, coisas terríveis estavam acontecendo e alguém ia se machucar. E então, do céu, saiu uma pessoa em forma de morcego e salvou a pessoa que ia se machucar. Eu li aquilo com os olhos arregalados, e juro que foi ali que decidi o que queria fazer pelo resto da vida, foi um momento que ficou na minha cabeça para sempre.

Grampá revelou que por incrível que pareça, foi Miller e O Cavaleiro das Trevas o que o inspirou a seguir nessa carreira, e apelidou o artista de Pai do Batman, devido a sua importância no universo do homem-morcego. Ele também contou que se sentiu muito nervoso no início do trabalho com Miller.

- A gente se encontrou várias vezes, o Frank estava buscando uma ideia e eu rabiscava algumas coisas e mostrava para ele. Acho que é uma coisa que eu sempre falo sobre ele é que a grandeza de um artista está na humildade e na generosidade dele, e o Frank é feito disso. A essência dele é generosidade. Eu estava muito nervoso, quando comecei a fazer os desenhos não sabia nem como mostrar para ele, e ele me deixou muito tranquilo. Acho que, por conta da atitude dele, o processo começou a fluir de um jeito mais gostoso e mais seguro. Eu tinha várias ideias diferentes, e chegou um momento em que o Frank me ligou e pediu para eu encontrá-lo. Ele me contou a ideia que estava querendo fazer, achei incrível. Até que um dia ele me liga e diz: eu mudei um pouco de ideia. E mandou o script da ideia, e a minha cabeça explodiu naquele momento. Comecei a desenhar em cima desse script, e nesse tempo de criação o que eu fiz foi tentar fazer algo que eu sentisse que faria parte da saga. Acho que é muito sólido o ambiente que ele criou, o meu trabalho ali era tentar entender aquilo e colocar em um universo que já existe. Então acabei destruindo um pouco o meu traço e fazendo algo um pouco diferente, e quando eu mandei de volta para ele foi muito boa a reação dele.

Incrível, né? Em The Golden Child, somos apresentados a um novo time de super-heróis, e dentre eles vemos uma personagem já conhecida dos amantes de quadrinho, a Carrie Kelley. Durante a coletiva, Miller falou sobre a importância de ter uma personagem feminina como uma das protagonistas de suas histórias.

- Esse sempre é um interesse meu. Se você olhar toda a minha carreira, se só houver apenas histórias de homens se digladiando, você está perdendo metade da diversão.

Miller também deu sua opinião sobre a importância que uma saga que permeia assuntos políticos como O Cavaleiro das Trevas tem na atualidade:

- Uma boa história é uma boa história, independente de como for contá-la. O Cavaleiro das Trevas sempre tocou em políticas, sempre foi uma temática, desde a época do Ronald Reagan nos Estados Unidos [ex-presidente norte-americano]. Então isso é parte do que O Cavaleiro das Trevas é. É político e é uma paródia política. A gente está se divertindo com isso, e só irrita é justamente quem deveria ser afetado.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;