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STJD rejeita pedido do Cruzeiro por torcida única no jogo contra o Palmeiras



06/12/2019 | 19:10


O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) rejeitou nesta sexta-feira o pedido do Cruzeiro para que o confronto com o Palmeiras, neste domingo, no Mineirão, seja disputado apenas com a presença da torcida do clube mandante. O duelo, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, pode culminar no rebaixamento do time mineiro à segunda divisão nacional.

O presidente do STJD, Paulo César Salomão Filho, destaca que o reforço na segurança deve ser a medida adotada pelo Cruzeiro. "O clube mandante, ora requerente, antevendo a possibilidade de brigas entre torcedores, seja em decorrência da posição do time na tabela, seja porque as torcidas dos clubes em disputa são rivais, deverá adotar medidas preventivas concretas, aumentando o efetivo de seguranças particulares e/ou o solicitando reforço no contingente da força policial", afirma.

Além disso, o STJD avisou que se o Cruzeiro considerar que não há segurança para a realização do jogo com a presença dos dois clubes, deve realizar o confronto com os portões do Mineirão fechados. Mas precisará arcar com efeitos dessa medida drástica, como uma eventual punição pelo tribunal esportivo.

"Se o Clube Requerente está certo de que não tem condições de realizar a Partida com segurança, até por força de outros Eventos que serão realizados no entorno do Estádio - e que assim como o Jogo, já estavam programados desde o início do ano - deverá, por ato próprio, e não deste STJD, cerrar os Portões para todos os Torcedores, expondo-se aos riscos e consequências dessa decisão", afirmou Salomão Filho.

"Caso entenda que os órgãos públicos não podem garantir a segurança dos torcedores que irão comparecer ao evento, deve realizar a partida sem a presença de nenhum público (com portões fechados), cumprindo com tal medida a determinação que a legislação de regência impõe ao clube mandante", acrescenta o presidente do STJD.

O Cruzeiro e o Ministério Público de Minas Gerais consideram o confronto de alto risco por alguns cenários, sendo o principal deles o risco de rebaixamento do time, que precisa vencer o Palmeiras e ainda contar com uma derrota do Ceará para o Botafogo, domingo, no Engenhão, para permanecer na Série A.

Além disso, há histórico de inimizade entre torcidas do Cruzeiro e a Mancha Alviverde, principal organizada do Palmeiras. E Máfia Azul e Pavilhão Celeste, principais torcidas do Cruzeiro, já entraram em conflito diversas vezes.

Recentemente, também, o clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG terminou em confusão nas arquibancadas de diferentes setores do Mineirão. Os clubes chegaram a perder mando de campo no STJD, mas apresentaram recursos para que voltem a ser julgados.

A torcida única em confrontos no futebol brasileiro é rara, tendo sido adotada em alguns clássicos estaduais, especialmente no futebol paulista. Na semana passada, porém, o confronto entre Palmeiras e Flamengo, no Allianz Parque, teve a presença apenas de torcedores do time paulista, com o aval da CBF.



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STJD rejeita pedido do Cruzeiro por torcida única no jogo contra o Palmeiras


06/12/2019 | 19:10


O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) rejeitou nesta sexta-feira o pedido do Cruzeiro para que o confronto com o Palmeiras, neste domingo, no Mineirão, seja disputado apenas com a presença da torcida do clube mandante. O duelo, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, pode culminar no rebaixamento do time mineiro à segunda divisão nacional.

O presidente do STJD, Paulo César Salomão Filho, destaca que o reforço na segurança deve ser a medida adotada pelo Cruzeiro. "O clube mandante, ora requerente, antevendo a possibilidade de brigas entre torcedores, seja em decorrência da posição do time na tabela, seja porque as torcidas dos clubes em disputa são rivais, deverá adotar medidas preventivas concretas, aumentando o efetivo de seguranças particulares e/ou o solicitando reforço no contingente da força policial", afirma.

Além disso, o STJD avisou que se o Cruzeiro considerar que não há segurança para a realização do jogo com a presença dos dois clubes, deve realizar o confronto com os portões do Mineirão fechados. Mas precisará arcar com efeitos dessa medida drástica, como uma eventual punição pelo tribunal esportivo.

"Se o Clube Requerente está certo de que não tem condições de realizar a Partida com segurança, até por força de outros Eventos que serão realizados no entorno do Estádio - e que assim como o Jogo, já estavam programados desde o início do ano - deverá, por ato próprio, e não deste STJD, cerrar os Portões para todos os Torcedores, expondo-se aos riscos e consequências dessa decisão", afirmou Salomão Filho.

"Caso entenda que os órgãos públicos não podem garantir a segurança dos torcedores que irão comparecer ao evento, deve realizar a partida sem a presença de nenhum público (com portões fechados), cumprindo com tal medida a determinação que a legislação de regência impõe ao clube mandante", acrescenta o presidente do STJD.

O Cruzeiro e o Ministério Público de Minas Gerais consideram o confronto de alto risco por alguns cenários, sendo o principal deles o risco de rebaixamento do time, que precisa vencer o Palmeiras e ainda contar com uma derrota do Ceará para o Botafogo, domingo, no Engenhão, para permanecer na Série A.

Além disso, há histórico de inimizade entre torcidas do Cruzeiro e a Mancha Alviverde, principal organizada do Palmeiras. E Máfia Azul e Pavilhão Celeste, principais torcidas do Cruzeiro, já entraram em conflito diversas vezes.

Recentemente, também, o clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG terminou em confusão nas arquibancadas de diferentes setores do Mineirão. Os clubes chegaram a perder mando de campo no STJD, mas apresentaram recursos para que voltem a ser julgados.

A torcida única em confrontos no futebol brasileiro é rara, tendo sido adotada em alguns clássicos estaduais, especialmente no futebol paulista. Na semana passada, porém, o confronto entre Palmeiras e Flamengo, no Allianz Parque, teve a presença apenas de torcedores do time paulista, com o aval da CBF.

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