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Estudantes criam em universidade mochila destinada a crianças autistas

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Jovens aproveitam projeto de conclusão de curso para criar mochilas para crianças com autismo


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

08/12/2019 | 07:00


Projetos de conclusão de curso sempre trazem novidades. E quando, além disso, ainda conseguem melhorar a vida de alguém, o projeto é sinônimo de sucesso. Com o trio de amigos Allanis Sabino de Carvalho, 22 anos, Guilherme Menegasso, 21, e Luiza Tavares, 22, do curso de design do Instituto Mauá de Tecnologia, de São Caetano, não foi diferente.
Eles criaram três tipos de mochilas: Matato, Preguiço e Elefanto, todos voltados para crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista).

De diferentes tamanhos e formatos, as bolsas acompanham jogos integrados, que permitem a estimulação sensorial, cognitiva e social de forma lúdica e afetiva. Além do desenvolvimento de aplicativo, que apresenta informações sobre o produto, permite a personalização das cartas que fazem parte do jogo de uma das mochilas e funciona como rede social para que os pais das crianças compartilhem informações e experiências.

No Brasil uma a cada 160 crianças é diagnosticada com autismo. Os medicamentos e tratamentos existentes no mercado nem sempre são acessíveis, o que dificulta a vida de muitas famílias. “Desde o início, pensamos em criar algo que pudesse ajudar alguém. Em um primeiro momento pensamos nos idosos, mas, depois, pesquisamos e notamos o crescimento de crianças autistas e como o mercado brasileiro é deficitário, fazendo com que os pais precisem fazer muitas coisas em casa mesmo”, explica Luiza.

Foi preciso conversar com profissionais que atendem essas crianças e com os responsáveis para saber quais as dificuldades e necessidades do público-alvo. “A questão da mochila surgiu por conta de ser funcional e de (acoplar) jogo, criando, assim, uma identificação.”

Guilherme conta que foi necessário realizar pesquisa de campo, indo a lugares como de equoterapia (terapia feita com o cavalo) para entender mais sobre o universo do espectro autista. “Também conversarmos com psicopedagogos e fonoaudiólogos. Esses profissionais nos embasaram, já que relataram a questão do desenvolvimento motor nessas crianças.”

DETALHES - O projeto, que começou a ser discutido no fim do ano passado no Instituto Mauá de Tecnologia, foi apresentado na Eureka Mauá, como é conhecida a exposição dos trabalhos de conclusão de curso da instituição de ensino, em outubro, e também aos pais de crianças com TEA. As mochilas foram mostradas às crianças, essenciais para que os ajustes fossem feitos. “Tivemos retorno bastante satisfatório.”

A bolsa Matato, além dos braços, conta com tabuleiro magnético onde se trabalha o mundo animal, frutas, cores, emoções e ações. A Elefanto, já no formato menor, vem com tabuleiro enrolado em tecido, na parte frontal, com atividades para coordenação motora final, como abertura de zíper e fivela. Preguiço é uma mochila térmica, quadrada, para se levar o lanche, tendo um labirinto que trabalha as questões cognitiva e sensorial. Os tecidos foram escolhidos com atenção. Os três modelos foram feitos com lonita (material que parece lona, mas é mais maleável), feltro e pelúcia, que garantem durabilidade maior e são mais bem aceitos.

O objetivo dos formandos de design é comercializar o produto, que, hoje, sem investimentos, custaria em torno de R$ 200 cada, já somados lucro e mão de obra. “Se conseguirmos levar o projeto para alguma empresa que produza em larga escala, o preço, possivelmente, será menor e poderemos chegar a um maior número de crianças com TEA. Estamos otimistas e cheios de vontade para que dê certo”, conta Luiza.  



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Estudantes criam em universidade mochila destinada a crianças autistas

Jovens aproveitam projeto de conclusão de curso para criar mochilas para crianças com autismo

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

08/12/2019 | 07:00


Projetos de conclusão de curso sempre trazem novidades. E quando, além disso, ainda conseguem melhorar a vida de alguém, o projeto é sinônimo de sucesso. Com o trio de amigos Allanis Sabino de Carvalho, 22 anos, Guilherme Menegasso, 21, e Luiza Tavares, 22, do curso de design do Instituto Mauá de Tecnologia, de São Caetano, não foi diferente.
Eles criaram três tipos de mochilas: Matato, Preguiço e Elefanto, todos voltados para crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista).

De diferentes tamanhos e formatos, as bolsas acompanham jogos integrados, que permitem a estimulação sensorial, cognitiva e social de forma lúdica e afetiva. Além do desenvolvimento de aplicativo, que apresenta informações sobre o produto, permite a personalização das cartas que fazem parte do jogo de uma das mochilas e funciona como rede social para que os pais das crianças compartilhem informações e experiências.

No Brasil uma a cada 160 crianças é diagnosticada com autismo. Os medicamentos e tratamentos existentes no mercado nem sempre são acessíveis, o que dificulta a vida de muitas famílias. “Desde o início, pensamos em criar algo que pudesse ajudar alguém. Em um primeiro momento pensamos nos idosos, mas, depois, pesquisamos e notamos o crescimento de crianças autistas e como o mercado brasileiro é deficitário, fazendo com que os pais precisem fazer muitas coisas em casa mesmo”, explica Luiza.

Foi preciso conversar com profissionais que atendem essas crianças e com os responsáveis para saber quais as dificuldades e necessidades do público-alvo. “A questão da mochila surgiu por conta de ser funcional e de (acoplar) jogo, criando, assim, uma identificação.”

Guilherme conta que foi necessário realizar pesquisa de campo, indo a lugares como de equoterapia (terapia feita com o cavalo) para entender mais sobre o universo do espectro autista. “Também conversarmos com psicopedagogos e fonoaudiólogos. Esses profissionais nos embasaram, já que relataram a questão do desenvolvimento motor nessas crianças.”

DETALHES - O projeto, que começou a ser discutido no fim do ano passado no Instituto Mauá de Tecnologia, foi apresentado na Eureka Mauá, como é conhecida a exposição dos trabalhos de conclusão de curso da instituição de ensino, em outubro, e também aos pais de crianças com TEA. As mochilas foram mostradas às crianças, essenciais para que os ajustes fossem feitos. “Tivemos retorno bastante satisfatório.”

A bolsa Matato, além dos braços, conta com tabuleiro magnético onde se trabalha o mundo animal, frutas, cores, emoções e ações. A Elefanto, já no formato menor, vem com tabuleiro enrolado em tecido, na parte frontal, com atividades para coordenação motora final, como abertura de zíper e fivela. Preguiço é uma mochila térmica, quadrada, para se levar o lanche, tendo um labirinto que trabalha as questões cognitiva e sensorial. Os tecidos foram escolhidos com atenção. Os três modelos foram feitos com lonita (material que parece lona, mas é mais maleável), feltro e pelúcia, que garantem durabilidade maior e são mais bem aceitos.

O objetivo dos formandos de design é comercializar o produto, que, hoje, sem investimentos, custaria em torno de R$ 200 cada, já somados lucro e mão de obra. “Se conseguirmos levar o projeto para alguma empresa que produza em larga escala, o preço, possivelmente, será menor e poderemos chegar a um maior número de crianças com TEA. Estamos otimistas e cheios de vontade para que dê certo”, conta Luiza.  

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