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Pagamento do 13º vai movimentar R$ 3,4 bi no Grande ABC

EBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dados do Dieese mostram crescimento de 3% na comparação com o volume de 2018


Yara Ferraz
Do dgabc.com.br

06/12/2019 | 07:00


O pagamento do 13º salário, gratificação natalina recebida pelos trabalhadores com carteira assinada e beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai injetar R$ 3,4 bilhões na economia do Grande ABC. O valor representa acréscimo de 3,03% em relação ao ano passado – de R$ 3,3 bilhões –, o que corresponde à correção da inflação do período.
As informações são referentes à estimativa da subsecção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, divulgada ontem.

Na região, cerca de 1,2 milhão de pessoas devem receber o benefício (veja mais informações por cidade na arte abaixo), sendo que, desse total, 744,4 mil são contratados com carteira assinada – 490,8 mil são aposentados e pensionistas. O número de trabalhadores é praticamente o mesmo em relação ao ano passado, enquanto os beneficiários da Previdência tiveram redução de 6,08% (eram 522,6 mil em 2018).

Para especialistas, o cenário mostra que não houve avanço na recuperação do mercado de trabalho da região. O estudo afirma que o rendimento dos trabalhadores foi atualizado pela variação média do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que de janeiro a outubro tem acúmulo de 2,67%.

“A geração de emprego formal é muito pequena. Os empregos estão sendo gerados com rendimentos mais baixos e ainda não conseguimos recuperar o padrão de renda que tínhamos (antes da crise econômica). Ainda tem muita geração de emprego na economia informal, que não recebe o 13º. Isso demonstra que a saída da recessão é muito lenta”, analisou o coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero.

Para o coordenador de cursos da Faculdade Fipecafi, Valdir Domeneghetti, a liberação dos saques de R$ 500 e de aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) mostra que o governo já previa a situação. “A previsão já era que massa salarial ao longo de 2019 não tivesse valor adicional em relação a 2018. O emprego é o primeiro a sofrer com a recessão e último a retomar”, disse.

Somente a categoria dos metalúrgicos (68 mil profissionais) participa com 13% dos recursos a serem pagos, ou seja, R$ 429,8 milhões. Para o presidente do sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, o resultado mostra que não houve crescimento da atividade industrial. Apesar disso, ele disse que não houve impactos com o fechamento da fábrica da Ford, em São Bernardo, já que os trabalhadores tiveram acesso às gratificações, mas a situação pode mudar no próximo ano. “Se não se consolidar a vinda de outro empreendimento para o local (a Caoa negocia a compra da planta), industrial de produção, não estou falando de moradia ou shopping, vai acabar prejudicando todo o Grande ABC”, destacou.

SETOR E CIDADE
O setor de serviços foi o principal na geração de emprego formal, possuindo 28,3% no total da participação da renda (R$ 950,4 milhões). Porém, o valor médio recebido pelo trabalhador (R$ 2,802,91) é praticamente metade da gratificação do colaborador da indústria (R$ 4.602,54). As fábricas da região são responsáveis por 24,5% do total do valor movimentado (ou seja, R$ 822,6 milhões).

Entre as cidades, São Bernardo é a que mais contribui com a massa de 13º salário no Grande ABC – R$ 1,2 bilhão. 



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Pagamento do 13º vai movimentar R$ 3,4 bi no Grande ABC

Dados do Dieese mostram crescimento de 3% na comparação com o volume de 2018

Yara Ferraz
Do dgabc.com.br

06/12/2019 | 07:00


O pagamento do 13º salário, gratificação natalina recebida pelos trabalhadores com carteira assinada e beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai injetar R$ 3,4 bilhões na economia do Grande ABC. O valor representa acréscimo de 3,03% em relação ao ano passado – de R$ 3,3 bilhões –, o que corresponde à correção da inflação do período.
As informações são referentes à estimativa da subsecção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, divulgada ontem.

Na região, cerca de 1,2 milhão de pessoas devem receber o benefício (veja mais informações por cidade na arte abaixo), sendo que, desse total, 744,4 mil são contratados com carteira assinada – 490,8 mil são aposentados e pensionistas. O número de trabalhadores é praticamente o mesmo em relação ao ano passado, enquanto os beneficiários da Previdência tiveram redução de 6,08% (eram 522,6 mil em 2018).

Para especialistas, o cenário mostra que não houve avanço na recuperação do mercado de trabalho da região. O estudo afirma que o rendimento dos trabalhadores foi atualizado pela variação média do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que de janeiro a outubro tem acúmulo de 2,67%.

“A geração de emprego formal é muito pequena. Os empregos estão sendo gerados com rendimentos mais baixos e ainda não conseguimos recuperar o padrão de renda que tínhamos (antes da crise econômica). Ainda tem muita geração de emprego na economia informal, que não recebe o 13º. Isso demonstra que a saída da recessão é muito lenta”, analisou o coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero.

Para o coordenador de cursos da Faculdade Fipecafi, Valdir Domeneghetti, a liberação dos saques de R$ 500 e de aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) mostra que o governo já previa a situação. “A previsão já era que massa salarial ao longo de 2019 não tivesse valor adicional em relação a 2018. O emprego é o primeiro a sofrer com a recessão e último a retomar”, disse.

Somente a categoria dos metalúrgicos (68 mil profissionais) participa com 13% dos recursos a serem pagos, ou seja, R$ 429,8 milhões. Para o presidente do sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, o resultado mostra que não houve crescimento da atividade industrial. Apesar disso, ele disse que não houve impactos com o fechamento da fábrica da Ford, em São Bernardo, já que os trabalhadores tiveram acesso às gratificações, mas a situação pode mudar no próximo ano. “Se não se consolidar a vinda de outro empreendimento para o local (a Caoa negocia a compra da planta), industrial de produção, não estou falando de moradia ou shopping, vai acabar prejudicando todo o Grande ABC”, destacou.

SETOR E CIDADE
O setor de serviços foi o principal na geração de emprego formal, possuindo 28,3% no total da participação da renda (R$ 950,4 milhões). Porém, o valor médio recebido pelo trabalhador (R$ 2,802,91) é praticamente metade da gratificação do colaborador da indústria (R$ 4.602,54). As fábricas da região são responsáveis por 24,5% do total do valor movimentado (ou seja, R$ 822,6 milhões).

Entre as cidades, São Bernardo é a que mais contribui com a massa de 13º salário no Grande ABC – R$ 1,2 bilhão. 

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