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MP questiona Ribeirão Pires sobre tomógrafo abandonado

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Administração tem até o fim do mês para responder ao órgão estadual


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

06/12/2019 | 07:00


O MP (Ministério Público) enviou questionamentos para a Prefeitura de Ribeirão Pires a respeito do aparelho de tomografia que foi encontrado no dia 19 de novembro dentro de uma sala sem portas em área do Complexo Hospitalar Santa Luzia, que está com as obras paralisadas há seis anos (são aguardadas verbas estaduais para continuidade das intervenções). Ofício assinado pela promotora Paula de Figueiredo Silva foi encaminhado em 29 de novembro para a Secretaria de Saúde do município. O prazo para respostas é de 30 dias.

O tomógrafo foi localizado por uma equipe de manutenção da própria administração municipal durante uma vistoria. Os servidores não sabiam da existência do aparelho, que tinha uma etiqueta que o identificava como propriedade da Prefeitura de São Caetano. A administração são-caetanense confirmou que o equipamento foi doado em 2009 para a cidade.

O aparelho é essencial para detectar alterações em ossos, tecidos, órgãos e outras estruturas do corpo e investigar nódulos ou tumores, além de vasos pulmonares e cerebrais.

A publicização do caso ocorreu após o vereador Humberto D’orto Neto, o Amigão (PTC), se dirigir ao complexo hospitalar em 21 de novembro e, segundo seu relato, ter sido impedido de entrar. O vereador protocolou pedido no MP para que a administração fosse questionada sobre o problema. Foi recusado, na Câmara Municipal, requerimento convocando a secretária de Saúde, Patricia Aparecida de Freitas, para prestar esclarecimentos.

Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Pires afirmou que ainda não recebeu a notificação do MP. A administração explicou que a sindicância interna aberta para averiguar por que o equipamento estava confinado em uma sala sem portas ainda está em curso e não deu previsão de conclusão. 

POLÊMICAS

Essa não foi a primeira polêmica envolvendo um tomógrafo em Ribeirão Pires. Em 2014, o ex-prefeito Saulo Benevides (ex-MDB, atualmente no Avante) gastou R$ 661 mil na aquisição de um aparelho que foi instalado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Luzia. Por funcionar apenas em urgências e emergências, o equipamento não recebia recursos do Ministério da Saúde pelos exames realizados, e por isso, em 2017, o atual prefeito, Adler Kiko Teixeira (PSB) transferiu o aparelho para o Hospital e Maternidade São Lucas. Foram gastos R$ 188,9 mil apenas no transporte.

A gestão do prefeito Kiko alegou que o tomógrafo foi instalado no local errado. O ex-secretário de Saúde da cidade, Carlinhos Jesus, que estava à frente da pasta na ocasião da compra, alegou que o projeto do Complexo Hospitalar determinava o local exato onde o aparelho deveria ser instalado, por isso estava na UPA (que é anexo ao futuro hospital).

Segundo a administração municipal, a instalação de um tomógrafo no Hospital e Maternidade São Lucas em 2017 resultou na eliminação da fila de espera pelos exames, com a realização de 5.300 procedimentos de novembro de 2017 até outubro de 2019. Atualmente, cerca de 30 procedimentos estão agendados e aguardando para ser realizados.



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MP questiona Ribeirão Pires sobre tomógrafo abandonado

Administração tem até o fim do mês para responder ao órgão estadual

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

06/12/2019 | 07:00


O MP (Ministério Público) enviou questionamentos para a Prefeitura de Ribeirão Pires a respeito do aparelho de tomografia que foi encontrado no dia 19 de novembro dentro de uma sala sem portas em área do Complexo Hospitalar Santa Luzia, que está com as obras paralisadas há seis anos (são aguardadas verbas estaduais para continuidade das intervenções). Ofício assinado pela promotora Paula de Figueiredo Silva foi encaminhado em 29 de novembro para a Secretaria de Saúde do município. O prazo para respostas é de 30 dias.

O tomógrafo foi localizado por uma equipe de manutenção da própria administração municipal durante uma vistoria. Os servidores não sabiam da existência do aparelho, que tinha uma etiqueta que o identificava como propriedade da Prefeitura de São Caetano. A administração são-caetanense confirmou que o equipamento foi doado em 2009 para a cidade.

O aparelho é essencial para detectar alterações em ossos, tecidos, órgãos e outras estruturas do corpo e investigar nódulos ou tumores, além de vasos pulmonares e cerebrais.

A publicização do caso ocorreu após o vereador Humberto D’orto Neto, o Amigão (PTC), se dirigir ao complexo hospitalar em 21 de novembro e, segundo seu relato, ter sido impedido de entrar. O vereador protocolou pedido no MP para que a administração fosse questionada sobre o problema. Foi recusado, na Câmara Municipal, requerimento convocando a secretária de Saúde, Patricia Aparecida de Freitas, para prestar esclarecimentos.

Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Pires afirmou que ainda não recebeu a notificação do MP. A administração explicou que a sindicância interna aberta para averiguar por que o equipamento estava confinado em uma sala sem portas ainda está em curso e não deu previsão de conclusão. 

POLÊMICAS

Essa não foi a primeira polêmica envolvendo um tomógrafo em Ribeirão Pires. Em 2014, o ex-prefeito Saulo Benevides (ex-MDB, atualmente no Avante) gastou R$ 661 mil na aquisição de um aparelho que foi instalado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Luzia. Por funcionar apenas em urgências e emergências, o equipamento não recebia recursos do Ministério da Saúde pelos exames realizados, e por isso, em 2017, o atual prefeito, Adler Kiko Teixeira (PSB) transferiu o aparelho para o Hospital e Maternidade São Lucas. Foram gastos R$ 188,9 mil apenas no transporte.

A gestão do prefeito Kiko alegou que o tomógrafo foi instalado no local errado. O ex-secretário de Saúde da cidade, Carlinhos Jesus, que estava à frente da pasta na ocasião da compra, alegou que o projeto do Complexo Hospitalar determinava o local exato onde o aparelho deveria ser instalado, por isso estava na UPA (que é anexo ao futuro hospital).

Segundo a administração municipal, a instalação de um tomógrafo no Hospital e Maternidade São Lucas em 2017 resultou na eliminação da fila de espera pelos exames, com a realização de 5.300 procedimentos de novembro de 2017 até outubro de 2019. Atualmente, cerca de 30 procedimentos estão agendados e aguardando para ser realizados.

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