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Lucas foi achado mais de 48 horas após a morte

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Laudo aponta que adolescente se afogou; segundo documento, não havia lesões no corpo


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/12/2019 | 21:08


 Laudo necroscópico produzido pela Polícia Científica durante a autópsia do adolescente Lucas Eduardo Martins dos Santos, 14 anos, que desapareceu na madrugada de 12 de novembro e teve seu corpo localizado em trecho da Represa Billings dentro do Parque do Pedroso, no bairro Parque Miami, em Santo André, aponta que o jovem já estava morto há pelo menos 48 horas quando foi localizado pela polícia. 

O laudo apontou como causa da morte asfixia mecânica por afogamento. De acordo com o médico-legista Marcos Moraes Biancalana, que assina o documento, não foram encontradas marcas de traumas ou lesões externas. O profissional também descartou que o rapaz tenha sido vítima de “tortura ou outro meio insidioso ou cruel”. Ainda segundo o laudo, é aguardado resultado de exame toxicológico.

Também foi realizado exame em mancha encontrada em viatura prefixo M4222, envolvida no caso. Apesar de confirmar que se tratava de sangue, o exame foi inconclusivo em apontar se o material é do adolescente.

Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) apenas informou que todas as circunstâncias relativas aos fatos seguem em apuração pelo SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa) de Santo André, assim como o inquérito instaurado pela Polícia Militar. 

Ouvidor das polícias do Estado de São Paulo, Benedito Mariano afirmou que as investigações prosseguem e que agora há um esforço para conseguir o depoimento do morador de rua que no dia 12 de novembro afirmou ter visto a viatura e as roupas de Lucas em área próxima à EE Antônio Adib Chammas, no Jardim Santa Cristina.

O CASO

Lucas saiu da casa de uma tia, por volta de 1h30, na favela do Amor, região da Vila Luzita, em Santo André. Foi até a casa onde vive com a família, na mesma comunidade, e saiu para comprar refrigerante em um bar. Não foi mais visto desde então.

Segundo boletim de ocorrência registrado no 6º DP (Vila Mazei), a família deu falta do garoto após PMs (Policiais Militares) baterem no portão da residência perguntando quem morava lá. Um morador de rua teria afirmado que viu os agentes batendo em uma pessoa em área próxima ao local de desaparecimento, mas não soube precisar se seria Lucas. 

A mãe do adolescente declarou que teria ouvido o garoto responder “eu moro aqui”. Dois policiais do 41º Batalhão estão afastados do trabalho nas ruas e respondem a IPM (Inquérito da Polícia Militar) que apura se os agentes têm envolvimento com o caso. O corpo, encontrado em 15 de novembro em um parque de Santo André, foi reconhecido em 28 de novembro, por meio de exame de DNA, como sendo do adolescente. 



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Lucas foi achado mais de 48 horas após a morte

Laudo aponta que adolescente se afogou; segundo documento, não havia lesões no corpo

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/12/2019 | 21:08


 Laudo necroscópico produzido pela Polícia Científica durante a autópsia do adolescente Lucas Eduardo Martins dos Santos, 14 anos, que desapareceu na madrugada de 12 de novembro e teve seu corpo localizado em trecho da Represa Billings dentro do Parque do Pedroso, no bairro Parque Miami, em Santo André, aponta que o jovem já estava morto há pelo menos 48 horas quando foi localizado pela polícia. 

O laudo apontou como causa da morte asfixia mecânica por afogamento. De acordo com o médico-legista Marcos Moraes Biancalana, que assina o documento, não foram encontradas marcas de traumas ou lesões externas. O profissional também descartou que o rapaz tenha sido vítima de “tortura ou outro meio insidioso ou cruel”. Ainda segundo o laudo, é aguardado resultado de exame toxicológico.

Também foi realizado exame em mancha encontrada em viatura prefixo M4222, envolvida no caso. Apesar de confirmar que se tratava de sangue, o exame foi inconclusivo em apontar se o material é do adolescente.

Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) apenas informou que todas as circunstâncias relativas aos fatos seguem em apuração pelo SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa) de Santo André, assim como o inquérito instaurado pela Polícia Militar. 

Ouvidor das polícias do Estado de São Paulo, Benedito Mariano afirmou que as investigações prosseguem e que agora há um esforço para conseguir o depoimento do morador de rua que no dia 12 de novembro afirmou ter visto a viatura e as roupas de Lucas em área próxima à EE Antônio Adib Chammas, no Jardim Santa Cristina.

O CASO

Lucas saiu da casa de uma tia, por volta de 1h30, na favela do Amor, região da Vila Luzita, em Santo André. Foi até a casa onde vive com a família, na mesma comunidade, e saiu para comprar refrigerante em um bar. Não foi mais visto desde então.

Segundo boletim de ocorrência registrado no 6º DP (Vila Mazei), a família deu falta do garoto após PMs (Policiais Militares) baterem no portão da residência perguntando quem morava lá. Um morador de rua teria afirmado que viu os agentes batendo em uma pessoa em área próxima ao local de desaparecimento, mas não soube precisar se seria Lucas. 

A mãe do adolescente declarou que teria ouvido o garoto responder “eu moro aqui”. Dois policiais do 41º Batalhão estão afastados do trabalho nas ruas e respondem a IPM (Inquérito da Polícia Militar) que apura se os agentes têm envolvimento com o caso. O corpo, encontrado em 15 de novembro em um parque de Santo André, foi reconhecido em 28 de novembro, por meio de exame de DNA, como sendo do adolescente. 

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