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Bolsas de NY fecham em queda, com postura de Trump no comércio e dados no radar



02/12/2019 | 19:05


As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta segunda-feira, 2. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retomar tarifas contra o aço e o alumínio de Brasil e Argentina foi vista como mau sinal para o comércio no mundo, enquanto indicadores fracos da economia americana reforçaram a aversão ao risco no mercado acionário.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,96%, em 27.783,04 pontos, o Nasdaq recuou 1,12%, a 8.567,99 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,86%, a 3.113,87 pontos. Hoje, o índice VIX de volatilidade teve salto de 18,15%, a 14,91 pontos.

O fato de que o presidente americano anunciou tarifas contras Brasil e Argentina impôs certa cautela nos mercados acionários americanos, que abriram oscilando perto da estabilidade. Alguns analistas comentaram o fato de que Trump poderia agir de modo similar em outros momentos, o que portanto representa um risco. Para o ING, a mensagem de Trump mostra que os acordos comerciais com os EUA teriam "valor limitado". "Claramente, tais acordos podem ser descartados quando os ventos políticos mudam", afirma o banco holandês.

Além disso, continua a haver cautela sobre as negociações entre americanos e chineses. Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross disse à Fox Business que, caso não se materialize a "fase 1" do acordo bilateral, haverá alta em tarifas contra produtos chineses a partir do dia 15. O próprio Trump foi evasivo hoje sobre o assunto: "Vamos ver o que acontece", respondeu, ao ser questionado sobre a chance de o acordo sair.

À tarde, o Escritório do Representante Comercial (USTR, na sigla em inglês) soltou comunicado, no qual anuncia que está iniciando um processo para avaliar a elevação de tarifas contra produtos da União Europeia, após a Organização Mundial de Comércio (OMC) ter rejeitado as últimas apelações do bloco no caso do subsídio à fabricante de aviões Airbus.

Na agenda de indicadores, o índice de atividade industrial dos EUA do Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) recuou de 48,3 em outubro a 48,1 em novembro, ante previsão de alta a 49,4 dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Os investimentos em construção dos EUA recuaram 0,8% em outubro ante setembro, ante expectativa de alta de 0,5% dos analistas. Após os dados, os mercados acionários americanos pioraram.

O dia negativo ocorreu mesmo diante da notícia de que a Cyber Monday, dia após o feriado do Ação de Graças nos EUA e que oferece descontos em compras, estava no caminho para faturar um valor recorde em vendas online, de US$ 9,4 bilhões, segundo dados da Adobe Analytics.



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Bolsas de NY fecham em queda, com postura de Trump no comércio e dados no radar


02/12/2019 | 19:05


As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta segunda-feira, 2. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retomar tarifas contra o aço e o alumínio de Brasil e Argentina foi vista como mau sinal para o comércio no mundo, enquanto indicadores fracos da economia americana reforçaram a aversão ao risco no mercado acionário.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,96%, em 27.783,04 pontos, o Nasdaq recuou 1,12%, a 8.567,99 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,86%, a 3.113,87 pontos. Hoje, o índice VIX de volatilidade teve salto de 18,15%, a 14,91 pontos.

O fato de que o presidente americano anunciou tarifas contras Brasil e Argentina impôs certa cautela nos mercados acionários americanos, que abriram oscilando perto da estabilidade. Alguns analistas comentaram o fato de que Trump poderia agir de modo similar em outros momentos, o que portanto representa um risco. Para o ING, a mensagem de Trump mostra que os acordos comerciais com os EUA teriam "valor limitado". "Claramente, tais acordos podem ser descartados quando os ventos políticos mudam", afirma o banco holandês.

Além disso, continua a haver cautela sobre as negociações entre americanos e chineses. Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross disse à Fox Business que, caso não se materialize a "fase 1" do acordo bilateral, haverá alta em tarifas contra produtos chineses a partir do dia 15. O próprio Trump foi evasivo hoje sobre o assunto: "Vamos ver o que acontece", respondeu, ao ser questionado sobre a chance de o acordo sair.

À tarde, o Escritório do Representante Comercial (USTR, na sigla em inglês) soltou comunicado, no qual anuncia que está iniciando um processo para avaliar a elevação de tarifas contra produtos da União Europeia, após a Organização Mundial de Comércio (OMC) ter rejeitado as últimas apelações do bloco no caso do subsídio à fabricante de aviões Airbus.

Na agenda de indicadores, o índice de atividade industrial dos EUA do Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) recuou de 48,3 em outubro a 48,1 em novembro, ante previsão de alta a 49,4 dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Os investimentos em construção dos EUA recuaram 0,8% em outubro ante setembro, ante expectativa de alta de 0,5% dos analistas. Após os dados, os mercados acionários americanos pioraram.

O dia negativo ocorreu mesmo diante da notícia de que a Cyber Monday, dia após o feriado do Ação de Graças nos EUA e que oferece descontos em compras, estava no caminho para faturar um valor recorde em vendas online, de US$ 9,4 bilhões, segundo dados da Adobe Analytics.

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