Fechar
Publicidade

Domingo, 15 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Onda na construção civil


Do Diário do Grande ABC

02/12/2019 | 09:45


A construção civil pode devolver ao Grande ABC o emprego que está sendo dizimado pela crise enfrentada pelo setor automotivo – da qual o encerramento das atividades da Ford em São Bernardo, após 52 anos de atividade, é apenas a ponta visível do iceberg. A lógica é simples. Com deficits expressivos nos setores de habitação e obras públicas, a região só estaria aguardando o fim da recessão econômica que afunda o Brasil desde a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2014, para retomar a agenda de investimentos nestas áreas, ambas fortes geradoras de mão de obra, de cargos mais graduados, como engenheiros e arquitetos, aos menos.

O otimismo fica explícito na entrevista concedida à repórter Yara Ferraz pelo executivo Bruno Patriani, diretor da construtora que leva seu sobrenome. Para ele, os empregos vão aparecer em 2020, quando os projetos imobiliários apresentados ao mercado começarem efetivamente a serem erguidos. “A partir do próximo ano, esses lançamentos irão virar canteiros de obras”, ele atesta, sem procurar esconder o entusiasmo. “O tijolo ainda é moeda forte”, completa.

Fato. Países cujo setor da construção esteja aquecido passam praticamente incólumes por períodos de crises financeiras internacionais. Foi essa confiança que levou o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a dizer que o Brasil sentiria, no máximo, uma “marolinha” ao saber da quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, em 2008, exatamente quando o País tocava vários projetos no segmento. Dito e feito. Economias fortes desidrataram enquanto o Brasil, bem ou mal, seguiu seu caminho sem maiores percalços – vindo a iniciar seu calvário econômico só seis anos depois, por razões diversas.

O cenário vislumbrado por Bruno Patriani, evidentemente, leva em conta a consolidação das políticas reformistas do presidente Jair Bolsonaro. Após votar a nova Previdência, o governo federal tem de seguir com a agenda de modernização nacional. A pavimentação do caminho para a volta do emprego segue inconclusa.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Onda na construção civil

Do Diário do Grande ABC

02/12/2019 | 09:45


A construção civil pode devolver ao Grande ABC o emprego que está sendo dizimado pela crise enfrentada pelo setor automotivo – da qual o encerramento das atividades da Ford em São Bernardo, após 52 anos de atividade, é apenas a ponta visível do iceberg. A lógica é simples. Com deficits expressivos nos setores de habitação e obras públicas, a região só estaria aguardando o fim da recessão econômica que afunda o Brasil desde a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2014, para retomar a agenda de investimentos nestas áreas, ambas fortes geradoras de mão de obra, de cargos mais graduados, como engenheiros e arquitetos, aos menos.

O otimismo fica explícito na entrevista concedida à repórter Yara Ferraz pelo executivo Bruno Patriani, diretor da construtora que leva seu sobrenome. Para ele, os empregos vão aparecer em 2020, quando os projetos imobiliários apresentados ao mercado começarem efetivamente a serem erguidos. “A partir do próximo ano, esses lançamentos irão virar canteiros de obras”, ele atesta, sem procurar esconder o entusiasmo. “O tijolo ainda é moeda forte”, completa.

Fato. Países cujo setor da construção esteja aquecido passam praticamente incólumes por períodos de crises financeiras internacionais. Foi essa confiança que levou o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a dizer que o Brasil sentiria, no máximo, uma “marolinha” ao saber da quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, em 2008, exatamente quando o País tocava vários projetos no segmento. Dito e feito. Economias fortes desidrataram enquanto o Brasil, bem ou mal, seguiu seu caminho sem maiores percalços – vindo a iniciar seu calvário econômico só seis anos depois, por razões diversas.

O cenário vislumbrado por Bruno Patriani, evidentemente, leva em conta a consolidação das políticas reformistas do presidente Jair Bolsonaro. Após votar a nova Previdência, o governo federal tem de seguir com a agenda de modernização nacional. A pavimentação do caminho para a volta do emprego segue inconclusa.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;