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Nova consciência


Do Diário do Grande ABC

20/11/2019 | 10:44


T odos os anos, a 20 de novembro, data que lembra a morte do líder negro Zumbi dos Palmares, várias cidades brasileiras comemoram o Dia da Consciência Negra. Questões como a inserção do negro na sociedade, sua aceitação e evolução nos diversos segmentos, têm sido debatidas ao longo dos anos, com alguns avanços, já que o prisma pelo qual a situação do negro é analisada mudou muito nos últimos tempos. Isso porque o racismo no Brasil assumiu forma híbrida, que contempla também o fator econômico como discriminante, permitindo que a rudeza da discriminação pela cor da pele seja encampada pela condição social, já que a maioria do contingente negro do País é composto por hipossuficientes, economicamente falando.

Daí surge a necessidade de se aferir se o racismo tradicional não se transmutou para forma que dificulte a sua identificação, a não ser em casos extremos, fundada mais na condição econômica, formação intelectual e posição social. Não haveria mais, nesse novo modelo de discriminação, apenas o elemento étnico: ele teria sido sobrepujado pelos condicionantes já citados – a condição econômica, formação intelectual e posição social –, que ditariam a melhor ou pior aceitação do negro nos vários níveis da sociedade, reafirmando a ideia de que, em mundo mercantilista e consumista, se tiver posses, tudo e todos são aceitos.

Em cenário como esse as políticas públicas passam a ter como objetivo igualar as chances para todos – negros, brancos, pardos, amarelos e índios – a terem, independentemente da condição econômica, acesso a educação e saúde de qualidade. Em passado não muito distante, na América do Norte, onde o racismo perdura até nossos dias, foi necessária a criação de leis rígidas que garantissem os mínimos direitos civis aos cidadãos negros, tamanha a discriminação.

Atualmente, em processo que somente ganha corpo, a redução dessas medidas tem sido preconizada, à vista da evolução da condição econômica, formação intelectual e posição do negro na sociedade. Todos merecem lugar ao sol porque são cidadãos brasileiros, e esta condição deve bastar. Não é possível desenvolver consciência para cada tipo de perfil social com problemas.

A única consciência que deve existir é a social: ela não é excludente, não incita ódios, não cria guetos e tampouco gera muletas. Ela reafirma que todos os homens são iguais em capacidade, direitos e obrigações. Evoca a natureza humana para apregoar que a inteligência e o mérito não decorrem da cor da pele, origem ou algo que o valha. Todos somos naturalmente iguais e, providos das mínimas condições de paridade de armas, podemos lutar o bom combate e vencê-lo conforme nossa capacidade e determinação.

José Vieira é secretário de comunicação do Gosp (Grande Oriente de São Paulo).

Aplicativo

Parabéns pela reportagem – aplicativo de traição, o Asheley Madison – de autoria da competente jornalista Aline Melo (Setecidades, dia 18). Este Diário avança, no sentido da pluralidade, ao trazer à baila uma das possibilidades de conhecer pessoas versáteis, em aplicativo para este fim. E pensar que na já minha distante adolescência, na segunda metade da década de 1960, do século passado, os bilhetes do correio elegante faziam sucesso estrondoso, no então Ginásio Estadual de Vila Assunção: ‘Oi, gatinha! Vamos nos encontrar na matinê do Cine Carlos Gomes?’ Saudações antirranços, deste ser vivente, hipertenso e deboista, em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

João Paulo de Oliveira

Diadema

Parabéns

Diante das notícias neste Diário, no que se refere à política em minha cidade, ou seja, Mauá, quero parabenizar o presidente do Legislativo, que teve a coerência de entrar com recurso contra a liminar expedida em favor do prefeito Atila (Política, dia 16). Assim sendo, espero, bem como toda a população mauaense, que o Poder Judiciário defina em favor da cidade e que esse prefeito seja afastado em definitivo do cargo, restabelecendo a ordem pública e moral. Que possamos ver justiça através da Justiça.

Rosângela Caris

Mauá

Consciência

Acho o cúmulo discutir algumas circunstâncias, principalmente quando delas resulta o fenômeno ‘diminuição’ de determinada classe. Não acho que devamos discutir ou perpetrar feriados como este da consciência negra, consciência branca, amarela, vermelha ou qualquer outra. Deveríamos, sim, ter feriado, não municipal, mas nacional sobre a consciência humana, pois, que não se admita mais falar em essa ou aquela raça que não a raça humana. Direitos todos temos. E deveres também. Quando todos nos conscientizarmos nesse aspecto, não teremos mais raça maior ou raça menor, não precisaremos ‘rebaixar’ essa ou aquela ‘raça’ com direitos sobre número de vagas em universidades federais e congêneres. Isso sim é segregação racial, é discriminar pessoas, é menosprezar a capacidade ou a inteligência de alguns.

Luizinho Fernandes

São Bernardo

Sem consciência

Enquanto aguardava meu ônibus ouvi a seguinte conversa entre dois adolescentes. Disse um deles: ‘Amanhã (hoje) é feriado, não teremos aula’. O outro perguntou: ‘Por quê?’ ‘Dia da consciência negra’. ‘E consciência tem cor?’ O outro respondeu: ‘Não sei, mano, veja no Google’. Meu ônibus chegou...

Izabel Avallone

Capital

Carro-pipa

É fácil entender por que vários governadores e prefeitos nordestinos não gostam do governo Bolsonaro. O seu ministro de Ciências e Tecnologia, Marcos Pontes, já perfurou mais de 200 poços artesianos em regiões nordestinas, aliviando muito o sofrimento do povo com a seca nessa região e eliminando a busca de votos pelos maus políticos explorando o uso dos carros-pipas. Passa agora, o uso do carro-pipa, a ser feito pelo Exército brasileiro, sem exigir nada em troca dos usuários.

Benone Augusto de Paiva

Capital

Tite sob pressão

Depois de cinco jogos sem vencer, finalmente a Seleção Brasileira triunfou, ao derrotar a fraca Coreia do Sul, por 3 a 0, ontem, na Arábia Saudita. Mas o técnico Tite continua sob forte pressão! E temos difícil Eliminatória já no ano que vem. E, a continuar a apatia e a falta de criatividade, o Brasil terá dificuldades para se classificar para a Copa do Mundo do Catar, em 2022. Parece que o tempo de Tite se esgotou. E depois de quase quatro anos no comando do selecionado não conseguiu renovar o elenco, mesmo tendo decepcionado na Copa da Rússia, em 2018. 

Paulo Panossian

São Carlos (SP)

As cartas para esta seção devem ser encaminhadas pelos Correios (Rua Catequese, 562, bairro Jardim, Santo André, CEP 09090-900) ou por e-mail (palavradoleitor@dgabc.com.br). Necessário que sejam indicados nome e endereço completos e telefone para contato. Não serão publicadas ofensas pessoais. Os assuntos devem versar sobre temas abordados pelo jornal. O Diário se reserva o direito de publicar somente trechos dos textos.



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Do Diário do Grande ABC

20/11/2019 | 10:44


T odos os anos, a 20 de novembro, data que lembra a morte do líder negro Zumbi dos Palmares, várias cidades brasileiras comemoram o Dia da Consciência Negra. Questões como a inserção do negro na sociedade, sua aceitação e evolução nos diversos segmentos, têm sido debatidas ao longo dos anos, com alguns avanços, já que o prisma pelo qual a situação do negro é analisada mudou muito nos últimos tempos. Isso porque o racismo no Brasil assumiu forma híbrida, que contempla também o fator econômico como discriminante, permitindo que a rudeza da discriminação pela cor da pele seja encampada pela condição social, já que a maioria do contingente negro do País é composto por hipossuficientes, economicamente falando.

Daí surge a necessidade de se aferir se o racismo tradicional não se transmutou para forma que dificulte a sua identificação, a não ser em casos extremos, fundada mais na condição econômica, formação intelectual e posição social. Não haveria mais, nesse novo modelo de discriminação, apenas o elemento étnico: ele teria sido sobrepujado pelos condicionantes já citados – a condição econômica, formação intelectual e posição social –, que ditariam a melhor ou pior aceitação do negro nos vários níveis da sociedade, reafirmando a ideia de que, em mundo mercantilista e consumista, se tiver posses, tudo e todos são aceitos.

Em cenário como esse as políticas públicas passam a ter como objetivo igualar as chances para todos – negros, brancos, pardos, amarelos e índios – a terem, independentemente da condição econômica, acesso a educação e saúde de qualidade. Em passado não muito distante, na América do Norte, onde o racismo perdura até nossos dias, foi necessária a criação de leis rígidas que garantissem os mínimos direitos civis aos cidadãos negros, tamanha a discriminação.

Atualmente, em processo que somente ganha corpo, a redução dessas medidas tem sido preconizada, à vista da evolução da condição econômica, formação intelectual e posição do negro na sociedade. Todos merecem lugar ao sol porque são cidadãos brasileiros, e esta condição deve bastar. Não é possível desenvolver consciência para cada tipo de perfil social com problemas.

A única consciência que deve existir é a social: ela não é excludente, não incita ódios, não cria guetos e tampouco gera muletas. Ela reafirma que todos os homens são iguais em capacidade, direitos e obrigações. Evoca a natureza humana para apregoar que a inteligência e o mérito não decorrem da cor da pele, origem ou algo que o valha. Todos somos naturalmente iguais e, providos das mínimas condições de paridade de armas, podemos lutar o bom combate e vencê-lo conforme nossa capacidade e determinação.

José Vieira é secretário de comunicação do Gosp (Grande Oriente de São Paulo).

Aplicativo

Parabéns pela reportagem – aplicativo de traição, o Asheley Madison – de autoria da competente jornalista Aline Melo (Setecidades, dia 18). Este Diário avança, no sentido da pluralidade, ao trazer à baila uma das possibilidades de conhecer pessoas versáteis, em aplicativo para este fim. E pensar que na já minha distante adolescência, na segunda metade da década de 1960, do século passado, os bilhetes do correio elegante faziam sucesso estrondoso, no então Ginásio Estadual de Vila Assunção: ‘Oi, gatinha! Vamos nos encontrar na matinê do Cine Carlos Gomes?’ Saudações antirranços, deste ser vivente, hipertenso e deboista, em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

João Paulo de Oliveira

Diadema

Parabéns

Diante das notícias neste Diário, no que se refere à política em minha cidade, ou seja, Mauá, quero parabenizar o presidente do Legislativo, que teve a coerência de entrar com recurso contra a liminar expedida em favor do prefeito Atila (Política, dia 16). Assim sendo, espero, bem como toda a população mauaense, que o Poder Judiciário defina em favor da cidade e que esse prefeito seja afastado em definitivo do cargo, restabelecendo a ordem pública e moral. Que possamos ver justiça através da Justiça.

Rosângela Caris

Mauá

Consciência

Acho o cúmulo discutir algumas circunstâncias, principalmente quando delas resulta o fenômeno ‘diminuição’ de determinada classe. Não acho que devamos discutir ou perpetrar feriados como este da consciência negra, consciência branca, amarela, vermelha ou qualquer outra. Deveríamos, sim, ter feriado, não municipal, mas nacional sobre a consciência humana, pois, que não se admita mais falar em essa ou aquela raça que não a raça humana. Direitos todos temos. E deveres também. Quando todos nos conscientizarmos nesse aspecto, não teremos mais raça maior ou raça menor, não precisaremos ‘rebaixar’ essa ou aquela ‘raça’ com direitos sobre número de vagas em universidades federais e congêneres. Isso sim é segregação racial, é discriminar pessoas, é menosprezar a capacidade ou a inteligência de alguns.

Luizinho Fernandes

São Bernardo

Sem consciência

Enquanto aguardava meu ônibus ouvi a seguinte conversa entre dois adolescentes. Disse um deles: ‘Amanhã (hoje) é feriado, não teremos aula’. O outro perguntou: ‘Por quê?’ ‘Dia da consciência negra’. ‘E consciência tem cor?’ O outro respondeu: ‘Não sei, mano, veja no Google’. Meu ônibus chegou...

Izabel Avallone

Capital

Carro-pipa

É fácil entender por que vários governadores e prefeitos nordestinos não gostam do governo Bolsonaro. O seu ministro de Ciências e Tecnologia, Marcos Pontes, já perfurou mais de 200 poços artesianos em regiões nordestinas, aliviando muito o sofrimento do povo com a seca nessa região e eliminando a busca de votos pelos maus políticos explorando o uso dos carros-pipas. Passa agora, o uso do carro-pipa, a ser feito pelo Exército brasileiro, sem exigir nada em troca dos usuários.

Benone Augusto de Paiva

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Tite sob pressão

Depois de cinco jogos sem vencer, finalmente a Seleção Brasileira triunfou, ao derrotar a fraca Coreia do Sul, por 3 a 0, ontem, na Arábia Saudita. Mas o técnico Tite continua sob forte pressão! E temos difícil Eliminatória já no ano que vem. E, a continuar a apatia e a falta de criatividade, o Brasil terá dificuldades para se classificar para a Copa do Mundo do Catar, em 2022. Parece que o tempo de Tite se esgotou. E depois de quase quatro anos no comando do selecionado não conseguiu renovar o elenco, mesmo tendo decepcionado na Copa da Rússia, em 2018. 

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