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Movimento negro cobra fim do racismo e maior representatividade

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Data é oportunidade para conscientizar e refletir sobre mudanças


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

20/11/2019 | 07:00


Hoje é o Dia da Consciência Negra, data criada a partir da lei 12.519 de 2011 em referência à morte de Zumbi dos Palmares, símbolo de batalha pela liberdade do povo africano. O movimento negro afirma que a luta é constante e pede por mais representatividade e pelo fim do racismo. De acordo com ativistas, o dia 20 de novembro é oportunidade para conscientizar e refletir sobre as mudanças necessárias.

João de Campos, 78 anos, maestro de Santo André, é um dos precursores do movimento negro na região. “Sempre cobramos o poder público em relação ao direito da diversidade racial e, no Grande ABC, melhorou um pouco, mas almejamos a voz necessária, já que a maioria dos secretariados das prefeituras não tem um negro sequer”, assinala. “Precisamos de um trabalho firme para ganhar representatividade na região.”

Professora de história e integrante do coletivo afro de Rio Grande da Serra, Eliane Silva destaca que o combate ao racismo estrutural e institucional é o foco do movimento. “As instituições têm um olhar diferenciado da população negra, como a polícia que dá tratamento diferenciado para os brancos. Também tem a questão da maioria da população carcerária ser negra. Eles (os negros) cometem, de fato, mais delitos ou tem algo por trás?”, questiona. “Estamos batendo nesta tecla, parece repetitivo, mas enquanto isso existir, vamos continuar repetindo”, adiciona.

“A consciência negra é uma construção baseada em entender que a cultura negra foi tirada do País, contando histórias de pessoas que eram reis e rainhas e foram tiradas de seus países para se tornarem escravos no Brasil”, explica Ediane Maria do Nascimento, integrante do coletivo negro do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto). 

Hoje, os ativistas afirmam que o objetivo é conscientizar sobre essas demandas, mostrando como o preconceito está enraizado na população. Eliane, do Coletivo Afro, complementa que também é data para refletir sobre as conquistas dos negros, além de pensar sobre “muitas coisas que ainda falta conseguirmos”, a exemplo de representatividade em empresas e em produções para a televisão.



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Movimento negro cobra fim do racismo e maior representatividade

Data é oportunidade para conscientizar e refletir sobre mudanças

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

20/11/2019 | 07:00


Hoje é o Dia da Consciência Negra, data criada a partir da lei 12.519 de 2011 em referência à morte de Zumbi dos Palmares, símbolo de batalha pela liberdade do povo africano. O movimento negro afirma que a luta é constante e pede por mais representatividade e pelo fim do racismo. De acordo com ativistas, o dia 20 de novembro é oportunidade para conscientizar e refletir sobre as mudanças necessárias.

João de Campos, 78 anos, maestro de Santo André, é um dos precursores do movimento negro na região. “Sempre cobramos o poder público em relação ao direito da diversidade racial e, no Grande ABC, melhorou um pouco, mas almejamos a voz necessária, já que a maioria dos secretariados das prefeituras não tem um negro sequer”, assinala. “Precisamos de um trabalho firme para ganhar representatividade na região.”

Professora de história e integrante do coletivo afro de Rio Grande da Serra, Eliane Silva destaca que o combate ao racismo estrutural e institucional é o foco do movimento. “As instituições têm um olhar diferenciado da população negra, como a polícia que dá tratamento diferenciado para os brancos. Também tem a questão da maioria da população carcerária ser negra. Eles (os negros) cometem, de fato, mais delitos ou tem algo por trás?”, questiona. “Estamos batendo nesta tecla, parece repetitivo, mas enquanto isso existir, vamos continuar repetindo”, adiciona.

“A consciência negra é uma construção baseada em entender que a cultura negra foi tirada do País, contando histórias de pessoas que eram reis e rainhas e foram tiradas de seus países para se tornarem escravos no Brasil”, explica Ediane Maria do Nascimento, integrante do coletivo negro do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto). 

Hoje, os ativistas afirmam que o objetivo é conscientizar sobre essas demandas, mostrando como o preconceito está enraizado na população. Eliane, do Coletivo Afro, complementa que também é data para refletir sobre as conquistas dos negros, além de pensar sobre “muitas coisas que ainda falta conseguirmos”, a exemplo de representatividade em empresas e em produções para a televisão.

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