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Bolsa tem menor nível de fechamento desde 18 de outubro



19/11/2019 | 18:53


O Ibovespa teve mais um dia negativo nesta terça-feira, véspera de feriado, encerrando a sessão em baixa de 0,38%, a 105.864,18 pontos, menor nível desde o fechamento de 18 de outubro, quando havia encerrado a 104.728,89 pontos - na mínima foi a 105.366,68 pontos. Em novembro, o principal índice da B3 acumula perda de 1,26%, mantendo ganho de 20,45% no ano. O giro financeiro foi de R$ 14 bilhões.

Em relação à recente máxima histórica no fechamento, na casa de 109,6 mil pontos, a perda acumulada gira em torno de 4,0%, um ajuste moderado, na avaliação de Alexandre Ulm, gestor de renda variável da Canepa Asset Brasil. "A bolsa está em um movimento natural de realização, mas, em uma visão estrutural de longo prazo, é positiva".

Desde a frustração sobre o leilão da cessão onerosa, com interesse estrangeiro muito abaixo do esperado, o dólar tem avançado em meio à cautela suscitada pelas turbulências no Chile e na Bolívia e à falta de progresso nas negociações comerciais EUA-China, fatores que têm dificultado a sustentação de novos ganhos na B3, até aqui impulsionados pelos investidores locais.

O dia foi marcado também por perdas entre 2% e 3% nas cotações do petróleo, contendo os preços das ações da Petrobras (-1,42% para a ordinária e -1,03% para a preferencial), apesar do aumento nos preços de combustível da estatal. No quadro de fundo, o desinteresse do investidor estrangeiro por compras de ações brasileiras dificulta ganhos adicionais nos preços dos ativos.

Na agenda doméstica, daqui até o fim do ano o Congresso não tem muito o que votar, e os sinais de que o governo está preocupado com o que acontece no Chile tende a afetar o ritmo das reformas, especialmente a administrativa e a tributária.

No exterior, os recentes sinais de que o BC chinês mantém viés afrouxado para a política monetária, ante a falta de progresso nas negociações comerciais com os EUA, sugerem uma disputa prolongada, sem sinal de solução à vista. No Brasil, os sinais de recuperação econômica, antecipados nos preços das ações, precisarão se refletir de forma mais acentuada e evidente nos indicadores à frente, para que os ganhos na bolsa se sustentem, avaliam operadores.



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Bolsa tem menor nível de fechamento desde 18 de outubro


19/11/2019 | 18:53


O Ibovespa teve mais um dia negativo nesta terça-feira, véspera de feriado, encerrando a sessão em baixa de 0,38%, a 105.864,18 pontos, menor nível desde o fechamento de 18 de outubro, quando havia encerrado a 104.728,89 pontos - na mínima foi a 105.366,68 pontos. Em novembro, o principal índice da B3 acumula perda de 1,26%, mantendo ganho de 20,45% no ano. O giro financeiro foi de R$ 14 bilhões.

Em relação à recente máxima histórica no fechamento, na casa de 109,6 mil pontos, a perda acumulada gira em torno de 4,0%, um ajuste moderado, na avaliação de Alexandre Ulm, gestor de renda variável da Canepa Asset Brasil. "A bolsa está em um movimento natural de realização, mas, em uma visão estrutural de longo prazo, é positiva".

Desde a frustração sobre o leilão da cessão onerosa, com interesse estrangeiro muito abaixo do esperado, o dólar tem avançado em meio à cautela suscitada pelas turbulências no Chile e na Bolívia e à falta de progresso nas negociações comerciais EUA-China, fatores que têm dificultado a sustentação de novos ganhos na B3, até aqui impulsionados pelos investidores locais.

O dia foi marcado também por perdas entre 2% e 3% nas cotações do petróleo, contendo os preços das ações da Petrobras (-1,42% para a ordinária e -1,03% para a preferencial), apesar do aumento nos preços de combustível da estatal. No quadro de fundo, o desinteresse do investidor estrangeiro por compras de ações brasileiras dificulta ganhos adicionais nos preços dos ativos.

Na agenda doméstica, daqui até o fim do ano o Congresso não tem muito o que votar, e os sinais de que o governo está preocupado com o que acontece no Chile tende a afetar o ritmo das reformas, especialmente a administrativa e a tributária.

No exterior, os recentes sinais de que o BC chinês mantém viés afrouxado para a política monetária, ante a falta de progresso nas negociações comerciais com os EUA, sugerem uma disputa prolongada, sem sinal de solução à vista. No Brasil, os sinais de recuperação econômica, antecipados nos preços das ações, precisarão se refletir de forma mais acentuada e evidente nos indicadores à frente, para que os ganhos na bolsa se sustentem, avaliam operadores.

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