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Presidente do BC admite influência de cessão onerosa em movimento do dólar

Marcelo Camargo/Agência Brasil; Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


19/11/2019 | 13:48


O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, admitiu nesta terça-feira, 19, que a frustração com o resultado do leilão da cessão onerosa do pré-sal levou o dólar a um último movimento recente de alta. O governo esperava arrecadar R$ 106 bilhões, com a participação das maiores empresas estrangeiras do setor, mas arrecadou apenas R$ 70 bilhões, majoritariamente com a Petrobras.

"Alguns agentes do mercado esperavam uma entrada maior e se posicionaram para captar essa entrada. Como o volume foi menor, houve agora esse reposicionamento dos agentes", afirmou Campos Neto, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. "Muito exportador está também segurando e ficando lá fora", completou.

Compulsórios e liquidez

O presidente do Banco Central voltou a explicar que o volume de depósitos compulsórios no Brasil é alto porque o sistema de assistência de liquidez no País ainda é muito limitado e não funciona.

"Existe um estigma no sistema financeiro de que banco que pega dinheiro do BC está com problema. Queremos fazer um sistema no qual podemos usar dívida privada para melhor a eficiência e a liquidez do setor. Aí poderemos reduzir bastante o volume de compulsórios", repetiu ele.

Campos Neto disse ainda que o crescimento da economia e, consequentemente, da demanda por crédito também pode levar o BC a reduzir a exigência de compulsórios.



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Presidente do BC admite influência de cessão onerosa em movimento do dólar


19/11/2019 | 13:48


O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, admitiu nesta terça-feira, 19, que a frustração com o resultado do leilão da cessão onerosa do pré-sal levou o dólar a um último movimento recente de alta. O governo esperava arrecadar R$ 106 bilhões, com a participação das maiores empresas estrangeiras do setor, mas arrecadou apenas R$ 70 bilhões, majoritariamente com a Petrobras.

"Alguns agentes do mercado esperavam uma entrada maior e se posicionaram para captar essa entrada. Como o volume foi menor, houve agora esse reposicionamento dos agentes", afirmou Campos Neto, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. "Muito exportador está também segurando e ficando lá fora", completou.

Compulsórios e liquidez

O presidente do Banco Central voltou a explicar que o volume de depósitos compulsórios no Brasil é alto porque o sistema de assistência de liquidez no País ainda é muito limitado e não funciona.

"Existe um estigma no sistema financeiro de que banco que pega dinheiro do BC está com problema. Queremos fazer um sistema no qual podemos usar dívida privada para melhor a eficiência e a liquidez do setor. Aí poderemos reduzir bastante o volume de compulsórios", repetiu ele.

Campos Neto disse ainda que o crescimento da economia e, consequentemente, da demanda por crédito também pode levar o BC a reduzir a exigência de compulsórios.

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