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Região avança em índice da educação

Divulgação/PMSCS Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Indicador avalia as oportunidades ofertadas nos municípios com base em matrículas, escolaridade dos professores e também dos pais dos alunos


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

19/11/2019 | 07:00


A educação do Grande ABC está em processo de melhora desde 2015. É o que indicam os dados do Ioeb (Índice de Oportunidades da Educação Brasileira), medido e divulgado pela Comunidade Educativa Cedac, Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que trabalha desde 1997 pela melhoria das condições de aprendizagem nas redes públicas.

O Ioeb considera indicadores como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) dos anos iniciais e finais do ensino fundamental, matrículas líquidas no ensino médio, grau de escolaridade dos professores, tempo de experiência dos diretores e até os anos de estudo dos pais dos alunos. Seis cidades apresentaram avanços nos indicadores e, em uma, o dado ficou estagnado.

Para a diretora da Metas Sociais, consultoria responsável pela apuração dos dados do Ioeb, Fabiana de Felício, monitorar as oportunidades educacionais oferecidas em municípios e Estados está entre os principais objetivos do índice, além de incentivar o trabalho conjunto das três esferas de governo e da sociedade em prol da melhor educação para crianças e jovens em idade escolar, independentemente de rede (municipal, estadual e privada) ou de etapa de ensino. 

Fabiana apontou que existe também o incentivo ao investimento em fatores que têm efeito de médio prazo nos indicadores de resultados. “Demora de cinco a seis anos para que a ampliação do acesso à educação infantil se reflita no Ideb, por exemplo. Já no Ioeb, ele aparece em um ou dois anos, porque entra diretamente no índice como insumo escolar. O mesmo vale para escolaridade do professor e experiência do gestor escolar”, explicou.

A gestora afirmou que o Ioeb pode ser comparado à triagem de pronto atendimento, pois define a prioridade ou a urgência. “Com essa informação os gestores públicos podem verificar sua situação atual, avaliar se a situação inspira atenção ou medidas drásticas”, justificou. Conforme Fabiana, é preciso fazer análise mais aprofundada de seus indicadores, definir diagnóstico e medidas necessárias para melhorar as oportunidades educacionais, “de preferência contando com a colaboração de outros municípios, outras esferas de governo e da própria sociedade local”.

Coordenador do Observatório de Educação da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Paulo Garcia apontou que, como todo índice, é possível questionar os critérios adotados, mas que, de forma geral, os dados confirmam que a educação na região vem evoluindo. “Se há avanço das oportunidades, é sinal de redução da desigualdade”, pontuou. Ele afirmou, ainda, que as secretarias de Educação deveriam se debruçar sobre os dados e verificar onde é preciso evoluir.

ACIMA DA MÉDIA

Todas as cidades do Grande ABC apresentaram resultado acima da média nacional, que ficou em 4,7. A maior parte dos municípios também apresentou avanço em relação ao resultado de 2017 – apenas Santo André manteve o indicador estável. 

Para a diretora da Metas Sociais, embora a maior parte das cidades brasileiras tenha apresentado evolução no índice, no caso dos municípios que já estavam acima da média nacional “é difícil não cair na acomodação e estagnar os resultados”, e que, por isso, “esse esforço deve ser valorizado”.

A Secretaria de Educação de Santo André informou, por meio de nota, que o índice é composto por toda a educação básica– do infantil ao ensino médio, de todas as redes existentes –, “não sendo possível mensurar de maneira clara a parte deste indicador que os compete”. Já Mauá celebrou o resultado.



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