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Colégios apostam em torneios científicos como atalho para a faculdade

EBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


17/11/2019 | 07:35


As olimpíadas de conhecimento não são novidade, mas passaram a ter apelo extra para os participantes nos últimos anos. Essas competições - que envolvem áreas diversas como Física, Química e Matemática - agora também são um passaporte alternativo para o ingresso na faculdade. Com isso, escolas particulares de São Paulo dedicam cada vez mais atenção à preparação para esses torneios.

Três das mais importantes universidades brasileiras - USP, Unicamp e Unesp - passaram a reservar parte das vagas para medalhistas ou participantes destes torneios. Este ano, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) recebeu os primeiros alunos selecionados pelo rendimento em olimpíadas. A Universidade de São Paulo (USP) e a Estadual Paulista (Unesp) passaram a ofertar vagas nessa modalidade neste ano - e os selecionados começam a frequentar as instituições no ano que vem.

Além de reconhecer o potencial que essas competições têm de revelar talentos, a iniciativa mostra a reação das universidades brasileiras ao fato de muitos premiados deixarem o Brasil rumo a instituições de ponta no exterior. Em Yale ou Harvard (EUA), por exemplo, um histórico de participação em olimpíadas de conhecimento pode contar pontos na seleção.

De olho na tendência, colégios particulares de São Paulo passaram a dedicar formações extras ou reforços na grade regular. Para transformar seus alunos em medalhistas, o Vital Brazil, no Butantã, zona oeste paulistana, oferece módulos em horários extracurriculares do 6.º ao 9.º ano, abrangendo Física, Matemática e Química.

Já no ensino médio, o preparo ocorre de forma mais fluida. "Damos carga extra de preparo aos alunos do fundamental, para que já cheguem ao médio mais afiados para as olimpíadas, sem necessidade de reforço", diz Roberto Leal, coordenador pedagógico do fundamental.

A escola já tem medalhistas, como Matheus Franco, do 3.º ano do ensino médio. Só em 2018, ele acumulou quatro medalhas, duas delas de ouro, na Olimpíada de Química do Estado de São Paulo e na Canguru de Matemática Brasil. "Gosto da experiência. Tenho amigos que vão comigo e competimos para ver quem resolve as questões mais difíceis."

Talentos

As escolas também acreditam que as olimpíadas são uma forma de encontrar talentos. O Poliedro, por exemplo, tem uma equipe direcionada ao tema. "Vamos de sala em sala explicar que as provas não são só para os ''nerds'' ou aqueles que só tiram nota 10", explica Thiago Cardoso da Costa, coordenador da Turma de Olimpíadas. O esforço do colégio deu resultado. Em 2012, antes da criação da equipe, a escola teve 35 premiações. No ano passado, foram 600.

Nessa lista está Juan German Cornelio, do 3.º ano do ensino médio. Ele participa dos torneios desde o 5.º ano do fundamental, quando experimentou a Olimpíada Brasileira de Astronomia, e acumula oito medalhas. "Gosto bastante das olimpíadas por causa da experiência e da sensação constante de desafio", diz Juan, que sonha em cursar Física na USP e quer fazer das medalhas o caminho para a matrícula. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Colégios apostam em torneios científicos como atalho para a faculdade


17/11/2019 | 07:35


As olimpíadas de conhecimento não são novidade, mas passaram a ter apelo extra para os participantes nos últimos anos. Essas competições - que envolvem áreas diversas como Física, Química e Matemática - agora também são um passaporte alternativo para o ingresso na faculdade. Com isso, escolas particulares de São Paulo dedicam cada vez mais atenção à preparação para esses torneios.

Três das mais importantes universidades brasileiras - USP, Unicamp e Unesp - passaram a reservar parte das vagas para medalhistas ou participantes destes torneios. Este ano, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) recebeu os primeiros alunos selecionados pelo rendimento em olimpíadas. A Universidade de São Paulo (USP) e a Estadual Paulista (Unesp) passaram a ofertar vagas nessa modalidade neste ano - e os selecionados começam a frequentar as instituições no ano que vem.

Além de reconhecer o potencial que essas competições têm de revelar talentos, a iniciativa mostra a reação das universidades brasileiras ao fato de muitos premiados deixarem o Brasil rumo a instituições de ponta no exterior. Em Yale ou Harvard (EUA), por exemplo, um histórico de participação em olimpíadas de conhecimento pode contar pontos na seleção.

De olho na tendência, colégios particulares de São Paulo passaram a dedicar formações extras ou reforços na grade regular. Para transformar seus alunos em medalhistas, o Vital Brazil, no Butantã, zona oeste paulistana, oferece módulos em horários extracurriculares do 6.º ao 9.º ano, abrangendo Física, Matemática e Química.

Já no ensino médio, o preparo ocorre de forma mais fluida. "Damos carga extra de preparo aos alunos do fundamental, para que já cheguem ao médio mais afiados para as olimpíadas, sem necessidade de reforço", diz Roberto Leal, coordenador pedagógico do fundamental.

A escola já tem medalhistas, como Matheus Franco, do 3.º ano do ensino médio. Só em 2018, ele acumulou quatro medalhas, duas delas de ouro, na Olimpíada de Química do Estado de São Paulo e na Canguru de Matemática Brasil. "Gosto da experiência. Tenho amigos que vão comigo e competimos para ver quem resolve as questões mais difíceis."

Talentos

As escolas também acreditam que as olimpíadas são uma forma de encontrar talentos. O Poliedro, por exemplo, tem uma equipe direcionada ao tema. "Vamos de sala em sala explicar que as provas não são só para os ''nerds'' ou aqueles que só tiram nota 10", explica Thiago Cardoso da Costa, coordenador da Turma de Olimpíadas. O esforço do colégio deu resultado. Em 2012, antes da criação da equipe, a escola teve 35 premiações. No ano passado, foram 600.

Nessa lista está Juan German Cornelio, do 3.º ano do ensino médio. Ele participa dos torneios desde o 5.º ano do fundamental, quando experimentou a Olimpíada Brasileira de Astronomia, e acumula oito medalhas. "Gosto bastante das olimpíadas por causa da experiência e da sensação constante de desafio", diz Juan, que sonha em cursar Física na USP e quer fazer das medalhas o caminho para a matrícula. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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