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Projeto de vida do aluno é prioridade no ensino integral

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estudantes de 18 escolas da rede estadual na região contam com tutoria para planejar a carreira e a lidar com problemas


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

17/11/2019 | 07:00


Preparação para o mercado de trabalho, orientação de estudos e tutoria personalizada com um professor são algumas das atividades presentes na matriz curricular do PEI (Programa de Ensino Integral) da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Na região, 18 das 336 escolas funcionam neste modelo, no qual o projeto de vida do aluno é o principal objetivo.

Na EE Professora Cristina Fittipaldi, na Vila Valparaíso, em Santo André, que aderiu ao programa em 2014, os 370 alunos (do 6° ao 9° ano do ensino fundamental) frequentam a unidade entre 8h e 16h30. “Nenhuma mudança é fácil. A total adaptação de funcionários e alunos foi um pouco demorada, porém, hoje, não cogitamos outra realidade”, ressalta a diretora Rúbia Arlete Generatto.

A aluna do 6° ano, Julia Andrade, 11 anos, acreditava que seria ruim a vivência na escola em período integral, mas a opinião mudou quando conheceu a grade curricular. “Achei que não teria tempo livre, mas me enganei. Todo dia tem alguma coisa para fazer nos clubes de atividades, como dança, xadrez e futebol”, conta. Já a colega, Catarina Helena, 11, diz que evoluiu no aprendizado por causa do ambiente escolar. “Ainda não sei o que vou cursar na faculdade, mas sei o quanto essas atividades aqui vão me ajudar”, considera.

No dia a dia, os estudantes têm encontro com os professores após o almoço para tutoria. Todos os 23 professores dedicam 23 minutos do seu tempo para discutir desde o rendimento escolar até a vida e o futuro profissionais. Além disso, duas vezes por mês, as crianças e jovens são submetidos à avaliação a respeito dos funcionários da unidade de ensino. “Se o nosso aluno quer ser astronauta, por exemplo, qual é o papel da escola para que ele consiga isso? Acredito que impulsionamos todos os sonhos”, destaca Rúbia.

Aluna do 9° ano, Marina Delamarque, 14, revela ter descoberto sua vocação para a carreira de letras com ajuda da escola. “Recebi muitas orientações sobre como alcanço os meus objetivos e a ter um direcionamento correto. Esse modelo de ensino me tornou protagonista da minha própria vida”, destaca.

MUDANÇAS
A diretora observa que para a implantação do PEI foram necessárias alterações drásticas na unidade de ensino, como a finalização da oferta do ensino médio. Dessa forma, os 200 estudantes foram transferidos para outras escolas. “Era o início das turmas de 1° ao 3° anos do ensino médio, por isso, acredito que não tenha sido tão difícil o processo”, declara.

Professora de português e inglês da unidade de ensino, Denisa Osório entrou na escola em 2014, assim que a unidade ingressou no PEI. “Foi incerto. Não sabíamos o que aconteceria e, logo de início, não era a favor da mudança”, comenta. Com o programa estruturado no local, ela reconhece melhorias. “O PEI ajuda na união dos professores. Não existe aula vaga. Se um professor falta, outro precisa cobri-lo e, assim, não prejudica o funcionamento das aulas”, observa.



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Projeto de vida do aluno é prioridade no ensino integral

Estudantes de 18 escolas da rede estadual na região contam com tutoria para planejar a carreira e a lidar com problemas

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

17/11/2019 | 07:00


Preparação para o mercado de trabalho, orientação de estudos e tutoria personalizada com um professor são algumas das atividades presentes na matriz curricular do PEI (Programa de Ensino Integral) da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Na região, 18 das 336 escolas funcionam neste modelo, no qual o projeto de vida do aluno é o principal objetivo.

Na EE Professora Cristina Fittipaldi, na Vila Valparaíso, em Santo André, que aderiu ao programa em 2014, os 370 alunos (do 6° ao 9° ano do ensino fundamental) frequentam a unidade entre 8h e 16h30. “Nenhuma mudança é fácil. A total adaptação de funcionários e alunos foi um pouco demorada, porém, hoje, não cogitamos outra realidade”, ressalta a diretora Rúbia Arlete Generatto.

A aluna do 6° ano, Julia Andrade, 11 anos, acreditava que seria ruim a vivência na escola em período integral, mas a opinião mudou quando conheceu a grade curricular. “Achei que não teria tempo livre, mas me enganei. Todo dia tem alguma coisa para fazer nos clubes de atividades, como dança, xadrez e futebol”, conta. Já a colega, Catarina Helena, 11, diz que evoluiu no aprendizado por causa do ambiente escolar. “Ainda não sei o que vou cursar na faculdade, mas sei o quanto essas atividades aqui vão me ajudar”, considera.

No dia a dia, os estudantes têm encontro com os professores após o almoço para tutoria. Todos os 23 professores dedicam 23 minutos do seu tempo para discutir desde o rendimento escolar até a vida e o futuro profissionais. Além disso, duas vezes por mês, as crianças e jovens são submetidos à avaliação a respeito dos funcionários da unidade de ensino. “Se o nosso aluno quer ser astronauta, por exemplo, qual é o papel da escola para que ele consiga isso? Acredito que impulsionamos todos os sonhos”, destaca Rúbia.

Aluna do 9° ano, Marina Delamarque, 14, revela ter descoberto sua vocação para a carreira de letras com ajuda da escola. “Recebi muitas orientações sobre como alcanço os meus objetivos e a ter um direcionamento correto. Esse modelo de ensino me tornou protagonista da minha própria vida”, destaca.

MUDANÇAS
A diretora observa que para a implantação do PEI foram necessárias alterações drásticas na unidade de ensino, como a finalização da oferta do ensino médio. Dessa forma, os 200 estudantes foram transferidos para outras escolas. “Era o início das turmas de 1° ao 3° anos do ensino médio, por isso, acredito que não tenha sido tão difícil o processo”, declara.

Professora de português e inglês da unidade de ensino, Denisa Osório entrou na escola em 2014, assim que a unidade ingressou no PEI. “Foi incerto. Não sabíamos o que aconteceria e, logo de início, não era a favor da mudança”, comenta. Com o programa estruturado no local, ela reconhece melhorias. “O PEI ajuda na união dos professores. Não existe aula vaga. Se um professor falta, outro precisa cobri-lo e, assim, não prejudica o funcionamento das aulas”, observa.

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