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No Grande ABC, a cada três pessoas uma está inadimplente

EBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ao todo, são 899,5 mil moradores com o ‘nome sujo’, ou 33% da população da região


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

17/11/2019 | 07:21


A população está cada vez mais endividada, prova disso é que a cada três moradores das sete cidades do Grande ABC, um está inadimplente. No total, 899,5 mil pessoas têm hoje o ‘nome sujo’ na região, sendo que este número aumentou em 33,3% em relação a 2018. Significa que, somente em um ano, a região ‘ganhou’ 24,1 mil negativados que estão com registro no Serasa.

Os dados são do Serasa Consumidor. Além da falta de planejamento financeiro, especialistas citam que as famílias da região ainda sofrem com os efeitos da crise econômica, enfrentando o desemprego ou o trabalho informal.

Os números apontam que a cidade com mais inadimplentes é São Bernardo, com 273,6 mil, enquanto que Rio Grande da Serra é a que possui menos registros com 15,3 mil. Houve acréscimo nos números de negativados de todas as cidades, o que resultou no aumento de 2,76% no índice da região.

Para a gerente do Serasa Consumidor, Ana Rovielo, os dados mostram a dificuldade para organizar os gastos. “Apesar de ser um ano economicamente desafiador, a principal causa de endividamento é a falta de planejamento nas compras do cartão de crédito e com empréstimos”, comentou, ao destacar que, ao tomar empréstimos para saldar dívidas, a situação pode acabar virando uma ‘bola de neve’. Apesar disso, ela afirmou que há relação com o desemprego, já que é um fato “inesperado que tem impacto no orçamento”.

Apesar de a economia da região não se encontrar em retração como no auge da crise (2014 a 2016), o mercado de trabalho ainda não está recuperado. Exemplo é a indústria, setor que melhor remunera e que, conforme mostrou a edição do Diário de sexta-feira, teve o pior saldo de empregos para outubro em quatro anos, com 550 cortes. Neste ano, 6.450 já foram demitidos.

O coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, afirmou que o indicador demonstra a dificuldade das famílias em reduzir o nível de endividamento. “Entre as causas, estão o desemprego elevado, o comprometimento da renda e a redução do poder de compra”, assinalou. O especialista apontou que, entre as consequências, está a diminuição da perspectiva de melhora do consumo no futuro.

Para o coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, os números mostram resquícios de crise. “Do ponto de vista da geração de empregos, tudo ainda é muito tímido. Basicamente, as pessoas que conseguem colocação é no mercado informal. O emprego formal reage de maneira muito lenta”, avaliou ele, que também listou a falta de planejamento. “A crise acaba obrigando a pessoa a pedir dinheiro emprestado e ela não consegue arcar com isso, principalmente porque perdeu o emprego.”

É o caso de autônomo de 38 anos que atua em São Bernardo e pediu sigilo de seu nome. Há cinco anos, ele, que prestava serviços para a Marba com frota de mais de 30 caminhões, foi dispensado. Teve que recomeçar sua vida profissional e, por causa de empréstimos para financiar novo veículo para poder trabalhar, acabou com o ‘nome sujo’ ao não conseguir honrar com as prestações. “Em relação ao que eu recebia, minha renda caiu 70%. É muito difícil se organizar sem saber quanto vai ganhar no fim do mês. Meu nome não está sujo, está imundo”, afirmou, sem revelar de quanto é sua dívida.

Mesmo assim, ele pretende renegociar o montante. “Como atuo bastante com entregas para supermercado, percebo que a economia está melhorando agora, com o aumento de encomendas. Tenho fé de que ano que vem vai ser ainda melhor, e devo conseguir arrumar essa situação”, disse.


FGTS e 13º podem ser usados para pagamentos

Com o recebimento do 13º salário – pago a quem é empregado com carteira assinada – e também a possibilidade dos saques de até R$ 500 da conta do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), o dinheiro pode ser utilizado para ajuda financeira. Segundo especialistas, este é o momento de renegociar as dívidas.

A gerente do Serasa Consumidor, Ana Rovielo, afirmou que todas os valores em débito devem ser listados. “É a época do ano em que as pessoas aproveitam o fôlego do 13º salário para amortizar as dívidas. Porém, o ideal é fazer as contas e verificar o que cabe no orçamento. O ideal é parcelar em opções viáveis e colocar tudo na ponta do lápis”, disse.

A Proteste também orienta que o consumidor use o 13º para saldar as dívidas com juros maiores, caso do cheque especial e do cartão de crédito.

De acordo com pesquisa realizada em outubro pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), quase 90% dos brasileiros pretendem usar a ‘gratificação natalina’ para quitar dívidas. Para o economista e diretor executivo da entidade, Miguel Ribeiro de Oliveira, é interessante que seja dada mais de uma destinação ao dinheiro. “O brasileiro deve dividir o 13º em três partes. A primeira deve ser destinada ao pagamento de dívidas, principalmente as mais caras, como o cheque especial e o cartão de crédito. A segunda deve ser guardada para comprar presentes de Natal e, a terceira, guardada para janeiro. O começo do ano é um período de concentração de dívidas, como o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e a matrícula escolar”, orienta. 


Para negociar dívida, Serasa realiza feirão até o fim deste mês

Os consumidores que estão negativados podem aproveitar a 24º edição do Feirão Serasa Limpa Nome on-line, que vai até o dia 30 de novembro. Os descontos, por meio de negociações com as empresas, podem chegar a até 98%.

Na versão on-line anterior, realizada em março, mais de 18 milhões de pessoas visitaram o site e pelo menos 679 mil de acordos foram fechados, resultando em R$ 2.8 bilhões em abatimentos concedidos.

Para a gerente do Serasa Consumidor,  Ana Rovielo, essa é uma oportunidade para quem está negativado. Segundo ela, a dívida média do brasileiro atualmente é de R$ 3.997. “Além da negociação, o site tem ferramentas que ajudam a pessoa a ter uma vida financeira mais saudável.”

Ela também cita demais ferramentas disponíveis, como o score, por meio do qual é possível verificar como está o nome do consumidor para a concessão de crédito. “É uma funcionalidade nova, onde as pessoas conseguem entender mais detalhadamente o que está acontecendo com a sua situação financeira e o que está mais impactando”, disse Ana.

O site do Feirão Serasa Limpa Nome permite a renegociação diretamente com os credores e de qualquer lugar, com segurança e de forma gratuita. As empresas participantes são: Santander, Itaú, Recovery, Ativos, Net, Claro, Embratel, Anhanguera, Sky, Nextel, entre outras. Todas elas com oportunidades exclusivas e prazos de pagamentos diferenciados, além de descontos para a quitação das contas em atraso.

O link disponível para consultar as dívidas, de forma gratuita, é o https://www.serasaconsumidor.com.br/limpa-nome-online/.
 



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No Grande ABC, a cada três pessoas uma está inadimplente

Ao todo, são 899,5 mil moradores com o ‘nome sujo’, ou 33% da população da região

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

17/11/2019 | 07:21


A população está cada vez mais endividada, prova disso é que a cada três moradores das sete cidades do Grande ABC, um está inadimplente. No total, 899,5 mil pessoas têm hoje o ‘nome sujo’ na região, sendo que este número aumentou em 33,3% em relação a 2018. Significa que, somente em um ano, a região ‘ganhou’ 24,1 mil negativados que estão com registro no Serasa.

Os dados são do Serasa Consumidor. Além da falta de planejamento financeiro, especialistas citam que as famílias da região ainda sofrem com os efeitos da crise econômica, enfrentando o desemprego ou o trabalho informal.

Os números apontam que a cidade com mais inadimplentes é São Bernardo, com 273,6 mil, enquanto que Rio Grande da Serra é a que possui menos registros com 15,3 mil. Houve acréscimo nos números de negativados de todas as cidades, o que resultou no aumento de 2,76% no índice da região.

Para a gerente do Serasa Consumidor, Ana Rovielo, os dados mostram a dificuldade para organizar os gastos. “Apesar de ser um ano economicamente desafiador, a principal causa de endividamento é a falta de planejamento nas compras do cartão de crédito e com empréstimos”, comentou, ao destacar que, ao tomar empréstimos para saldar dívidas, a situação pode acabar virando uma ‘bola de neve’. Apesar disso, ela afirmou que há relação com o desemprego, já que é um fato “inesperado que tem impacto no orçamento”.

Apesar de a economia da região não se encontrar em retração como no auge da crise (2014 a 2016), o mercado de trabalho ainda não está recuperado. Exemplo é a indústria, setor que melhor remunera e que, conforme mostrou a edição do Diário de sexta-feira, teve o pior saldo de empregos para outubro em quatro anos, com 550 cortes. Neste ano, 6.450 já foram demitidos.

O coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, afirmou que o indicador demonstra a dificuldade das famílias em reduzir o nível de endividamento. “Entre as causas, estão o desemprego elevado, o comprometimento da renda e a redução do poder de compra”, assinalou. O especialista apontou que, entre as consequências, está a diminuição da perspectiva de melhora do consumo no futuro.

Para o coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, os números mostram resquícios de crise. “Do ponto de vista da geração de empregos, tudo ainda é muito tímido. Basicamente, as pessoas que conseguem colocação é no mercado informal. O emprego formal reage de maneira muito lenta”, avaliou ele, que também listou a falta de planejamento. “A crise acaba obrigando a pessoa a pedir dinheiro emprestado e ela não consegue arcar com isso, principalmente porque perdeu o emprego.”

É o caso de autônomo de 38 anos que atua em São Bernardo e pediu sigilo de seu nome. Há cinco anos, ele, que prestava serviços para a Marba com frota de mais de 30 caminhões, foi dispensado. Teve que recomeçar sua vida profissional e, por causa de empréstimos para financiar novo veículo para poder trabalhar, acabou com o ‘nome sujo’ ao não conseguir honrar com as prestações. “Em relação ao que eu recebia, minha renda caiu 70%. É muito difícil se organizar sem saber quanto vai ganhar no fim do mês. Meu nome não está sujo, está imundo”, afirmou, sem revelar de quanto é sua dívida.

Mesmo assim, ele pretende renegociar o montante. “Como atuo bastante com entregas para supermercado, percebo que a economia está melhorando agora, com o aumento de encomendas. Tenho fé de que ano que vem vai ser ainda melhor, e devo conseguir arrumar essa situação”, disse.


FGTS e 13º podem ser usados para pagamentos

Com o recebimento do 13º salário – pago a quem é empregado com carteira assinada – e também a possibilidade dos saques de até R$ 500 da conta do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), o dinheiro pode ser utilizado para ajuda financeira. Segundo especialistas, este é o momento de renegociar as dívidas.

A gerente do Serasa Consumidor, Ana Rovielo, afirmou que todas os valores em débito devem ser listados. “É a época do ano em que as pessoas aproveitam o fôlego do 13º salário para amortizar as dívidas. Porém, o ideal é fazer as contas e verificar o que cabe no orçamento. O ideal é parcelar em opções viáveis e colocar tudo na ponta do lápis”, disse.

A Proteste também orienta que o consumidor use o 13º para saldar as dívidas com juros maiores, caso do cheque especial e do cartão de crédito.

De acordo com pesquisa realizada em outubro pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), quase 90% dos brasileiros pretendem usar a ‘gratificação natalina’ para quitar dívidas. Para o economista e diretor executivo da entidade, Miguel Ribeiro de Oliveira, é interessante que seja dada mais de uma destinação ao dinheiro. “O brasileiro deve dividir o 13º em três partes. A primeira deve ser destinada ao pagamento de dívidas, principalmente as mais caras, como o cheque especial e o cartão de crédito. A segunda deve ser guardada para comprar presentes de Natal e, a terceira, guardada para janeiro. O começo do ano é um período de concentração de dívidas, como o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e a matrícula escolar”, orienta. 


Para negociar dívida, Serasa realiza feirão até o fim deste mês

Os consumidores que estão negativados podem aproveitar a 24º edição do Feirão Serasa Limpa Nome on-line, que vai até o dia 30 de novembro. Os descontos, por meio de negociações com as empresas, podem chegar a até 98%.

Na versão on-line anterior, realizada em março, mais de 18 milhões de pessoas visitaram o site e pelo menos 679 mil de acordos foram fechados, resultando em R$ 2.8 bilhões em abatimentos concedidos.

Para a gerente do Serasa Consumidor,  Ana Rovielo, essa é uma oportunidade para quem está negativado. Segundo ela, a dívida média do brasileiro atualmente é de R$ 3.997. “Além da negociação, o site tem ferramentas que ajudam a pessoa a ter uma vida financeira mais saudável.”

Ela também cita demais ferramentas disponíveis, como o score, por meio do qual é possível verificar como está o nome do consumidor para a concessão de crédito. “É uma funcionalidade nova, onde as pessoas conseguem entender mais detalhadamente o que está acontecendo com a sua situação financeira e o que está mais impactando”, disse Ana.

O site do Feirão Serasa Limpa Nome permite a renegociação diretamente com os credores e de qualquer lugar, com segurança e de forma gratuita. As empresas participantes são: Santander, Itaú, Recovery, Ativos, Net, Claro, Embratel, Anhanguera, Sky, Nextel, entre outras. Todas elas com oportunidades exclusivas e prazos de pagamentos diferenciados, além de descontos para a quitação das contas em atraso.

O link disponível para consultar as dívidas, de forma gratuita, é o https://www.serasaconsumidor.com.br/limpa-nome-online/.
 

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