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Família não acredita que corpo encontrado no Parque do Pedroso seja do adolescente Lucas

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Parentes ainda aguardam ligação do IML para fazer o reconhecimento do corpo pessoalmente


Flavia Kurotori
Vanessa Soares
Do Diário do Grande ABC

15/11/2019 | 12:30


Familiares do adolescente Lucas Eduardo Martins Santos, 14 anos, não acreditam que corpo encontrado na manhã desta sexta-feira (15) em represa próxima do teleférico desativado do Parque do Pedroso, em Santo André, seja do adolescente.

Em conversa com o Diário, a tia do jovem, Isabel Daniela dos Santos, 35, afirma que viu fotos da vítima encontrada, porém, não acredita que seja o sobrinho. "Deu para saber pela sobrancelha porque a do corpo que encontraram está feitinha e ele (o Lucas) não tinha a sobrancelha assim", explica. A família aguarda ligação do IML (Instituto Médico Legal) para fazer o reconhecimento pessoalmente. Um dos irmãos do jovem também irá colher amostra de DNA para confirmar se o corpo é ou não do estudante.

Isabel informou ainda que uma nova manifestação será realizada hoje, mas o horário ainda não está definido. "Estamos mandando fazer camisetas com a foto do Lucas, por isso ainda não sabemos quando vamos nos reunir", assinala.

A vítima encontrada mais cedo seria um homem jovem, negro, sem barba e sem tatuagem e estaria apenas de cueca. As características batem com a descrição de Lucas. Familiares estiveram no local, mas pelo estado avançado de decomposição do corpo, não foi possível realizar a identificação.

A perícia foi realizada e a vítima encaminhada para o IML (Instituto Médico Legal) da cidade. Segundo Ingrid Limeira, integrante da Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio, "mesmo que não seja ele, é importante frisar que é mais um corpo negro", declarou.  

Entenda o caso - De acordo com o BO (Boletim de Ocorrência), registrado no 6º DP (Vila Mazzei) na quarta-feira, Lucas teria sumido após PMs (Policiais Militares) baterem em sua casa para questionar a madrasta do estudante quem morava no local e se algo estava errado. Os agentes deixaram a residência e a mulher afirma ter ouvido alguém dizer “eu moro aqui” e, desde então, o adolescente não foi mais localizado.

“Está tudo muito complicado, porque não estamos sabendo de nada. Não nos dão explicação”, assinalou a prima de Lucas, Amanda Stefanie dos Santos Ribeiro, 19. “As autoridades têm de nos dar uma resposta, eles devem isso a gente”, completou a tia do menino, Isabel Daniela dos Santos, 35.

Um dos irmãos de Lucas, Fábio Santos Bittencourt, 17, contou que, na noite do desaparecimento, estava em um bar quando viu duas viaturas da PM indo em direção à casa onde Lucas mora. “Vi as viaturas passarem de volta e, em seguida, a mãe (madrasta) disse que ele tinha desaparecido.”

Na quarta-feira, roupas que Lucas usava quando foi visto pela última vez foram encontradas atrás da EE Antônio Adib Chamas, no Jardim Santa Cristina. Segundo Amanda, ela e a madrasta do adolescente viram um usuário de drogas com a blusa do menino, que tinha sinais de pisoteamento. “Ele (o usuário de drogas) disse que tinha encontrado a roupa na escola e que viu alguém apanhando da polícia, mas não soube dizer se era o Lucas”, relatou. Quando foram até o local indicado pelo andarilho, as familiares encontraram o boné da vítima.



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Família não acredita que corpo encontrado no Parque do Pedroso seja do adolescente Lucas

Parentes ainda aguardam ligação do IML para fazer o reconhecimento do corpo pessoalmente

Flavia Kurotori
Vanessa Soares
Do Diário do Grande ABC

15/11/2019 | 12:30


Familiares do adolescente Lucas Eduardo Martins Santos, 14 anos, não acreditam que corpo encontrado na manhã desta sexta-feira (15) em represa próxima do teleférico desativado do Parque do Pedroso, em Santo André, seja do adolescente.

Em conversa com o Diário, a tia do jovem, Isabel Daniela dos Santos, 35, afirma que viu fotos da vítima encontrada, porém, não acredita que seja o sobrinho. "Deu para saber pela sobrancelha porque a do corpo que encontraram está feitinha e ele (o Lucas) não tinha a sobrancelha assim", explica. A família aguarda ligação do IML (Instituto Médico Legal) para fazer o reconhecimento pessoalmente. Um dos irmãos do jovem também irá colher amostra de DNA para confirmar se o corpo é ou não do estudante.

Isabel informou ainda que uma nova manifestação será realizada hoje, mas o horário ainda não está definido. "Estamos mandando fazer camisetas com a foto do Lucas, por isso ainda não sabemos quando vamos nos reunir", assinala.

A vítima encontrada mais cedo seria um homem jovem, negro, sem barba e sem tatuagem e estaria apenas de cueca. As características batem com a descrição de Lucas. Familiares estiveram no local, mas pelo estado avançado de decomposição do corpo, não foi possível realizar a identificação.

A perícia foi realizada e a vítima encaminhada para o IML (Instituto Médico Legal) da cidade. Segundo Ingrid Limeira, integrante da Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio, "mesmo que não seja ele, é importante frisar que é mais um corpo negro", declarou.  

Entenda o caso - De acordo com o BO (Boletim de Ocorrência), registrado no 6º DP (Vila Mazzei) na quarta-feira, Lucas teria sumido após PMs (Policiais Militares) baterem em sua casa para questionar a madrasta do estudante quem morava no local e se algo estava errado. Os agentes deixaram a residência e a mulher afirma ter ouvido alguém dizer “eu moro aqui” e, desde então, o adolescente não foi mais localizado.

“Está tudo muito complicado, porque não estamos sabendo de nada. Não nos dão explicação”, assinalou a prima de Lucas, Amanda Stefanie dos Santos Ribeiro, 19. “As autoridades têm de nos dar uma resposta, eles devem isso a gente”, completou a tia do menino, Isabel Daniela dos Santos, 35.

Um dos irmãos de Lucas, Fábio Santos Bittencourt, 17, contou que, na noite do desaparecimento, estava em um bar quando viu duas viaturas da PM indo em direção à casa onde Lucas mora. “Vi as viaturas passarem de volta e, em seguida, a mãe (madrasta) disse que ele tinha desaparecido.”

Na quarta-feira, roupas que Lucas usava quando foi visto pela última vez foram encontradas atrás da EE Antônio Adib Chamas, no Jardim Santa Cristina. Segundo Amanda, ela e a madrasta do adolescente viram um usuário de drogas com a blusa do menino, que tinha sinais de pisoteamento. “Ele (o usuário de drogas) disse que tinha encontrado a roupa na escola e que viu alguém apanhando da polícia, mas não soube dizer se era o Lucas”, relatou. Quando foram até o local indicado pelo andarilho, as familiares encontraram o boné da vítima.

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