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Artistas da região participam de exposição no Instituto Cervantes

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Andréia de Alcantara e Ricardo Amadasi estão entre 17 nomes; visitação é gratuita e vai até 7 de dezembro


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

15/11/2019 | 07:00


Obras de dois artistas plásticos do Grande ABC, Ricardo Amadasi e Andréia de Alcantara, estão ilustrando, entre 17 nomes, a 16ª edição da mostra Exposición de Artistas Plásticos Argentinos, que está disponível para o público no Instituto Cervantes (Av.Paulista, 2.439), em São Paulo, até dia 7 de dezembro, com visitas de terça a sexta, das 9h às 21h, aos sábados, das 9h às 15h. A entrada é gratuita. 

Todas as peças orbitam pelo mesmo tema: Ano Internacional das Línguas Indígenas. Estudos apontam que, embora existam por volta de 6.000 a 7.000 mil línguas indígenas no mundo, elas são faladas por apenas 3% da população mundial.

Amadasi contribui com a peça 70 Anos – Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ele explica que é uma gravura sobre resina, realizada em 2019 e medindo 0,60m X 1,80 m. O artista achou importante realizar um trabalho que fizesse uma homenagem a essa data, já que a declaração inclui, naturalmente, a questão indígena.

“O que mais acredito na vida são duas coisas, a possibilidade transformadora da arte e os direitos humanos. Dediquei a minha vida toda a esses dois temas”, diz.

Andréia, única brasileira participante, apresenta três obras. São duas imagens quase irreconhecíveis de Nossa Senhora e uma cruz somada a elementos da natureza, como casulos, uma pequena casa de marimbondos, galhos secos e um pequeno fragmento de formigueiro.

Ela diz que a escolha de seus trabalhos propõe uma discussão crítica quanto às intervenções colonialistas, incluindo a religiosa, uma relação evidentemente ligada às questões originais que teimam em se mostrar recentes nos dias de hoje.

“Voltei meus olhos para as origens do perigo dessa extinção (das línguas indígenas) iminente e consequentemente o desaparecimento de várias culturas, algumas inclusive que sequer chegaram a ser registradas nos mapeamentos recentes. Passei então a considerar as imagens cristãs como símbolos da colonização”, explica.

De acordo com Oscar D’Ambrosio, curador da exposição, cada obra apresentada, dentro de sua linguagem e estilo, “faz com que exista o estímulo para que as línguas indígenas possam ser objeto de ações concretas que as mantenham vivas na prática e na memória da humanidade”.



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Artistas da região participam de exposição no Instituto Cervantes

Andréia de Alcantara e Ricardo Amadasi estão entre 17 nomes; visitação é gratuita e vai até 7 de dezembro

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

15/11/2019 | 07:00


Obras de dois artistas plásticos do Grande ABC, Ricardo Amadasi e Andréia de Alcantara, estão ilustrando, entre 17 nomes, a 16ª edição da mostra Exposición de Artistas Plásticos Argentinos, que está disponível para o público no Instituto Cervantes (Av.Paulista, 2.439), em São Paulo, até dia 7 de dezembro, com visitas de terça a sexta, das 9h às 21h, aos sábados, das 9h às 15h. A entrada é gratuita. 

Todas as peças orbitam pelo mesmo tema: Ano Internacional das Línguas Indígenas. Estudos apontam que, embora existam por volta de 6.000 a 7.000 mil línguas indígenas no mundo, elas são faladas por apenas 3% da população mundial.

Amadasi contribui com a peça 70 Anos – Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ele explica que é uma gravura sobre resina, realizada em 2019 e medindo 0,60m X 1,80 m. O artista achou importante realizar um trabalho que fizesse uma homenagem a essa data, já que a declaração inclui, naturalmente, a questão indígena.

“O que mais acredito na vida são duas coisas, a possibilidade transformadora da arte e os direitos humanos. Dediquei a minha vida toda a esses dois temas”, diz.

Andréia, única brasileira participante, apresenta três obras. São duas imagens quase irreconhecíveis de Nossa Senhora e uma cruz somada a elementos da natureza, como casulos, uma pequena casa de marimbondos, galhos secos e um pequeno fragmento de formigueiro.

Ela diz que a escolha de seus trabalhos propõe uma discussão crítica quanto às intervenções colonialistas, incluindo a religiosa, uma relação evidentemente ligada às questões originais que teimam em se mostrar recentes nos dias de hoje.

“Voltei meus olhos para as origens do perigo dessa extinção (das línguas indígenas) iminente e consequentemente o desaparecimento de várias culturas, algumas inclusive que sequer chegaram a ser registradas nos mapeamentos recentes. Passei então a considerar as imagens cristãs como símbolos da colonização”, explica.

De acordo com Oscar D’Ambrosio, curador da exposição, cada obra apresentada, dentro de sua linguagem e estilo, “faz com que exista o estímulo para que as línguas indígenas possam ser objeto de ações concretas que as mantenham vivas na prática e na memória da humanidade”.

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