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O advogado na gestão do problema


Do Diário do Grande ABC

14/11/2019 | 11:38


 Artigo

Acredito que todos os gestores se deparam, em algum momento, com problemas que parecem ser maiores que a própria gestão. Alguns exemplos que vivencio com os meus clientes: quando a implementação de novo sistema de integração da gestão não funciona no prazo estipulado e as soluções esperadas não funcionam; quando funcionário líder vai à concorrência no lugar do gestor que teve problema de saúde e precisou se afastar por muitos meses; quando mudança legislativa ou regulatória impacta nos negócios; quando há falecimento repentino de um sócio; quando os sócios deixam de se entender; quando notícia veiculada macula a imagem e idoneidade da empresa; quando há queda de faturamento; quando temos problema de qualidade de produtos ou serviços.

Em situações como essas, o jurídico é imediatamente acionado para ajudar na ‘gestão da crise’. Ao chegar na primeira reunião, a análise inicial que faço, entretanto, não é jurídica; acaba sendo mais microeconômica da situação, para checar se é crítica ou emergencial. Chamo de crítica a situação de veiculação de notícias, pois neste caso entendo que a tomada de decisões e providências deve ser imediata para estancar a crise. Já as situações emergenciais são aquelas que podem impactar negativamente nos negócios no curto e médio prazos. Então a partir dessa análise, junto com a empresa, passo a participar do processo de mudança para a nova situação. E cada empresa tem cultura organizacional diferente. Umas prepararam comitê com os principais gestores, traçam planejamento e passam a executá-lo; outras preferem que a questão fique restrita a pequeno grupo.

Independentemente do perfil organizacional, minha posição é sempre traçar o pior cenário, prevendo todos os riscos envolvidos e preparando a empresa para potencial momento de severa adversidade. Isso porque sou da opinião que se a empresa está preparada para o pior cenário, poderá se preparar melhor para a adversidade. Além disso, entendo que há componentes extras na gestão do problema: a intuição, a experiência, a capacidade de avaliação dos perfis pessoais e psicológicos dos envolvidos na questão, as crenças e a empatia do gestor. É nesse ponto que o jurídico deve atuar, junto com a gestão, orquestrando os recursos da empresa, os pontos fracos e os pontos fortes, para que o problema de gestão não vire problema jurídico a ser discutido no judicial ou arbitragem.

É justamente essa capacidade de orquestração que considero rande diferencial do advogado, pois ele poderá colaborar para destrinchar problema, analisar a realidade sem a miopia do envolvimento emocional, traçar estratégias, executar tarefas e avaliar continuamente os resultados para verificar se a rota precisa ser alterada.

Juliana Assolari é advogada sócia do escritório Lassori Advogados.

Palavra do Leitor

Disparidades
O Grande ABC é de disparidade gritante! Enquanto TCE (Tribunal de Contas do Estado) divulga falhas que comprometem a qualidade da merenda em escolas de São Caetano, Diadema e Mauá, com fogões enferrujados, sem termômetros para medir a temperatura de alimentos e outros absurdos (Setecidades, dia 5), a mesma São Caetano passa a oferecer almoço na entrada e na saída dos alunos (dia 7). Uma iniciativa é ótima; a outra é preocupante. Necessário rever.
Armando Silva Lopes
Diadema

Davi e Golias
O Davi Alcolumbre, que supostamente venceu o Renan ‘Golias’ na disputa pela presidência do Senado, parece ter mirado sua funda contra os desejos do povo e se aliado ao antigo adversário, que, como muitos políticos no Congresso, não quer nem ouvir falar de prisão após o julgamento em segunda instância, enrolados que estão com processos na Justiça. Para apenas postergar a discussão sobre o candente tema, ele propõe Constituinte exclusiva, o que vai ser o mesmo que pretender reconstruir casa quando apenas um cômodo precisa de reforma. Isso se chama empurrar com a barriga, ganhar tempo, enrolation! Davi, o povo não é mais gado tangido, se virarmos a boiada contra vocês, vai ser estrago e tanto! Isso é ameaça? Não. Quem somos nós, povo, para meter medo em vocês.
Mara Montezuma Assaf
Capital

A serviço de quem?
Segunda instância é insanidade do STF (Supremo Tribunal Federal) para extinguir a culpa. Criança de 10 anos, se tiver a paciência de pensar por três minutos seguidos, poderia dizer com segurança que durante esse debate a respeito da prisão em segunda instância e do trânsito em julgado a população teve de ouvir algumas das coisas mais estúpidas que o mundo jurídico brasileiro, ou mundial, jamais ouviu. A culpa não é das palavras, coitadas, que estão quietas lá no dicionário e não dão prejuízo a ninguém se forem deixadas em paz. A culpa é dos gigantes do nosso direito, que foram mexer nelas para montar seus raciocínios – ou o que imaginam ser raciocínio. Os defensores da ideia de proibir a prisão de condenados em segunda instância exigem que se complete o trânsito em julgado para que um criminoso do tipo magnata, entre, enfim, na cadeia. Com os ‘garantistas’ do STF à frente de todos, acham indispensável presumir que os juízes da primeira e segunda instâncias vão errar sempre. O réu, portanto, deve ter direito a ficar recorrendo às instâncias superiores a cada vez que é condenado – o que, na prática, deixará seu caso para ser resolvido só no dia do juízo universal.
Luizinho Fernandes
São Bernardo

Campestre
Concordo e faço minhas as palavras do leitor Claudio Luiz da Silva, quando reclama sobre a ausência do departamento de trânsito de Santo André (Ausente, dia 9). Por duas vezes liguei pedindo apoio sobre motoristas que estacionam em frente nossa garagem, mas o máximo que obtive foi orientação para ligar para a Polícia Militar. A toda hora e todos os dias temos problemas, sendo que os motoristas, sem qualquer educação e respeito, além de fazerem pouco caso, geralmente nos ofendem e até nos ameaçam e, claro, usam o velho chavão: ‘É só um minutinho’. No nosso quarteirão, que antes tinha dez casas térreas, foram construídos três prédios sem condomínio. Cada um com seis apartamentos. E outro será erguido em breve. Mais pessoas chegando e seus familiares vindo em visita e a cada dia tudo piora. Existe algum serviço para enviar foto desses acontecimentos e o motorista receber multa? Obviamente, corremos risco contra a integridade. Gostaria que houvesse parecer por parte das autoridades e, se possível, alguma ação para solucionar esse problema.
Maria do Carmo Ribeiro
Santo André



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O advogado na gestão do problema

Do Diário do Grande ABC

14/11/2019 | 11:38


 Artigo

Acredito que todos os gestores se deparam, em algum momento, com problemas que parecem ser maiores que a própria gestão. Alguns exemplos que vivencio com os meus clientes: quando a implementação de novo sistema de integração da gestão não funciona no prazo estipulado e as soluções esperadas não funcionam; quando funcionário líder vai à concorrência no lugar do gestor que teve problema de saúde e precisou se afastar por muitos meses; quando mudança legislativa ou regulatória impacta nos negócios; quando há falecimento repentino de um sócio; quando os sócios deixam de se entender; quando notícia veiculada macula a imagem e idoneidade da empresa; quando há queda de faturamento; quando temos problema de qualidade de produtos ou serviços.

Em situações como essas, o jurídico é imediatamente acionado para ajudar na ‘gestão da crise’. Ao chegar na primeira reunião, a análise inicial que faço, entretanto, não é jurídica; acaba sendo mais microeconômica da situação, para checar se é crítica ou emergencial. Chamo de crítica a situação de veiculação de notícias, pois neste caso entendo que a tomada de decisões e providências deve ser imediata para estancar a crise. Já as situações emergenciais são aquelas que podem impactar negativamente nos negócios no curto e médio prazos. Então a partir dessa análise, junto com a empresa, passo a participar do processo de mudança para a nova situação. E cada empresa tem cultura organizacional diferente. Umas prepararam comitê com os principais gestores, traçam planejamento e passam a executá-lo; outras preferem que a questão fique restrita a pequeno grupo.

Independentemente do perfil organizacional, minha posição é sempre traçar o pior cenário, prevendo todos os riscos envolvidos e preparando a empresa para potencial momento de severa adversidade. Isso porque sou da opinião que se a empresa está preparada para o pior cenário, poderá se preparar melhor para a adversidade. Além disso, entendo que há componentes extras na gestão do problema: a intuição, a experiência, a capacidade de avaliação dos perfis pessoais e psicológicos dos envolvidos na questão, as crenças e a empatia do gestor. É nesse ponto que o jurídico deve atuar, junto com a gestão, orquestrando os recursos da empresa, os pontos fracos e os pontos fortes, para que o problema de gestão não vire problema jurídico a ser discutido no judicial ou arbitragem.

É justamente essa capacidade de orquestração que considero rande diferencial do advogado, pois ele poderá colaborar para destrinchar problema, analisar a realidade sem a miopia do envolvimento emocional, traçar estratégias, executar tarefas e avaliar continuamente os resultados para verificar se a rota precisa ser alterada.

Juliana Assolari é advogada sócia do escritório Lassori Advogados.

Palavra do Leitor

Disparidades
O Grande ABC é de disparidade gritante! Enquanto TCE (Tribunal de Contas do Estado) divulga falhas que comprometem a qualidade da merenda em escolas de São Caetano, Diadema e Mauá, com fogões enferrujados, sem termômetros para medir a temperatura de alimentos e outros absurdos (Setecidades, dia 5), a mesma São Caetano passa a oferecer almoço na entrada e na saída dos alunos (dia 7). Uma iniciativa é ótima; a outra é preocupante. Necessário rever.
Armando Silva Lopes
Diadema

Davi e Golias
O Davi Alcolumbre, que supostamente venceu o Renan ‘Golias’ na disputa pela presidência do Senado, parece ter mirado sua funda contra os desejos do povo e se aliado ao antigo adversário, que, como muitos políticos no Congresso, não quer nem ouvir falar de prisão após o julgamento em segunda instância, enrolados que estão com processos na Justiça. Para apenas postergar a discussão sobre o candente tema, ele propõe Constituinte exclusiva, o que vai ser o mesmo que pretender reconstruir casa quando apenas um cômodo precisa de reforma. Isso se chama empurrar com a barriga, ganhar tempo, enrolation! Davi, o povo não é mais gado tangido, se virarmos a boiada contra vocês, vai ser estrago e tanto! Isso é ameaça? Não. Quem somos nós, povo, para meter medo em vocês.
Mara Montezuma Assaf
Capital

A serviço de quem?
Segunda instância é insanidade do STF (Supremo Tribunal Federal) para extinguir a culpa. Criança de 10 anos, se tiver a paciência de pensar por três minutos seguidos, poderia dizer com segurança que durante esse debate a respeito da prisão em segunda instância e do trânsito em julgado a população teve de ouvir algumas das coisas mais estúpidas que o mundo jurídico brasileiro, ou mundial, jamais ouviu. A culpa não é das palavras, coitadas, que estão quietas lá no dicionário e não dão prejuízo a ninguém se forem deixadas em paz. A culpa é dos gigantes do nosso direito, que foram mexer nelas para montar seus raciocínios – ou o que imaginam ser raciocínio. Os defensores da ideia de proibir a prisão de condenados em segunda instância exigem que se complete o trânsito em julgado para que um criminoso do tipo magnata, entre, enfim, na cadeia. Com os ‘garantistas’ do STF à frente de todos, acham indispensável presumir que os juízes da primeira e segunda instâncias vão errar sempre. O réu, portanto, deve ter direito a ficar recorrendo às instâncias superiores a cada vez que é condenado – o que, na prática, deixará seu caso para ser resolvido só no dia do juízo universal.
Luizinho Fernandes
São Bernardo

Campestre
Concordo e faço minhas as palavras do leitor Claudio Luiz da Silva, quando reclama sobre a ausência do departamento de trânsito de Santo André (Ausente, dia 9). Por duas vezes liguei pedindo apoio sobre motoristas que estacionam em frente nossa garagem, mas o máximo que obtive foi orientação para ligar para a Polícia Militar. A toda hora e todos os dias temos problemas, sendo que os motoristas, sem qualquer educação e respeito, além de fazerem pouco caso, geralmente nos ofendem e até nos ameaçam e, claro, usam o velho chavão: ‘É só um minutinho’. No nosso quarteirão, que antes tinha dez casas térreas, foram construídos três prédios sem condomínio. Cada um com seis apartamentos. E outro será erguido em breve. Mais pessoas chegando e seus familiares vindo em visita e a cada dia tudo piora. Existe algum serviço para enviar foto desses acontecimentos e o motorista receber multa? Obviamente, corremos risco contra a integridade. Gostaria que houvesse parecer por parte das autoridades e, se possível, alguma ação para solucionar esse problema.
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