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'Eu preciso causar mais impacto na consciência das pessoas', diz Lewis Hamilton

Reprodução/Instragram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


14/11/2019 | 08:00


Para o piloto Lewis Hamilton, não basta ter sido hexacampeão mundial de Fórmula 1 recentemente, dominar a categoria há anos e ser o favorito para vencer o GP do Brasil, neste domingo. O inglês de 34 anos quer mais. Em entrevista ao Estado, ele comentou o quanto quer também ter um impacto para os fãs como voz da consciência ambiental.

Já em São Paulo para a corrida de Interlagos, Hamilton participou de evento promovido por um dos seus patrocinadores, a Petronas, e mostrou estar preocupado com problemas como aquecimento global e queimadas. O piloto da Mercedes diz fazer questão de sempre mostrar nas suas redes sociais temas ligados ao meio ambiente por considerar o assunto como um dos principais legados que pretende deixar aos fãs após se aposentar.

Depois de já ter garantido o título, como você mantém a motivação para essas corridas finais?

É estranho porque nada realmente mudou, apesar de que tudo mudou. É incrível já ter vencido o campeonato mundial, mas encaro a corrida de jeito parecido. Mas eu diria que agora eu tenho duas "corridas bônus" (Brasil e Abu Dabi). Como eu posso ser melhor? Onde estão as fraquezas? Tem algo nessas duas corridas em que posso mudar um pouco da minha preparação para ter resultados melhores no fim de semana e para usar no próximo ano? Eu ainda quero vencer. É esse o meu objetivo.

Qual foi a maior dificuldade da temporada?

É sempre parecido a cada ano, mas eu diria que a temporada cada vez fica mais longa e a competição fica mais difícil a cada ano. Você enfrenta diferentes tarefas e desafios com a equipe. Neste ano nós perdemos o Niki (Lauda), que foi um grande golpe emocional para nós. Perdemos um pilar na nossa organização. E também questões pessoais que não vou falar sobre, são coisas que enfrento continuamente. Mas eu supero esses cenários para nas corridas entregar resultados, sem parar. Eu acho que administrei isso muito bem.

Quais são suas primeiras lembranças de Interlagos?

Minhas primeiras memórias são de assistir Senna por aqui e de jogar no computador. Sempre começava a correr a temporada aqui. Eu jogava sempre com o Ayrton Senna. Era possível você escolher toda a distância da corrida e eu nunca terminava a prova, porque sempre batia.

Nas redes sociais você sempre mostra sua vida particular e até preocupação com seu peso. Você não se sente muito exposto?

Eu nunca pensei que teria tantos seguidores quanto tenho. Fico feliz. A força da rede social é grande. Em uma corrida, você está com o capacete e precisa ser sempre de um mesmo jeito. Mas na rede social eu posso ser eu mesmo e aprender um jeito de fazer isso. Tenho de encontrar o equilíbrio ideal porque, se você se mostra demais, fica vulnerável. A mídia e as pessoas podem tirar vantagem disso. Tenho de encontrar um equilíbrio e acho que atualmente eu tenho acertado porque há impacto suficiente.

Quando é o seu maior medo na pista?

Não tenho um medo. Se há algo que realmente eu temo na vida é não viver em todo o meu potencial. Eu sei que não temos limite para nosso potencial. No momento eu quero ser o melhor possível.

Também nas suas postagens você costuma abordar preocupações ambientais. Você se considera uma peça importante para esse tema?

Qualquer um que tenha perfil é um importante veículo. Porque hoje vários meios de comunicação nem sempre estão contando histórias que deveriam ser contadas. Eu me lembro de ter ouvido sobre os incêndios florestais (na Amazônia) e houve muitas opiniões sobre o assunto que não estavam no noticiário, mas espalhadas nas redes sociais. E eu não entendia o motivo. Eu vejo muitos documentários sobre o impacto no nosso planeta, as geleiras que estão derretendo, encolhendo, o aquecimento global e nossos recursos naturais. Não sei mais quanto tempo vai levar até que tudo fique realmente ruim. Mas eu só uma pessoa só, uma pequena pedra. Eu preciso ter o máximo de impacto possível.

Qual legado você pretende deixar para os seus fãs?

Eu não sei disso ainda. É uma pergunta difícil para responder. A Fórmula 1 me deu um propósito de vida e me deu a possibilidade de fazer algo espetacular, mas eu acho que é um trampolim para se fazer outras coisas importantes. Eu quero ter um impacto positivo globalmente na sociedade. Há várias áreas para se trabalhar, como sustentabilidade e marcas de moda.

Você tem algum plano de visitar o Brasil?

Neymar me convida o tempo inteiro. Eu iria vir no último ano-novo com Neymar e Gabriel (Medina), mas não deu certo. Eu quero realmente voltar (para lazer). Minha agenda fica lotada e fica difícil fazer as viagens que eu quero.

Qual local do Brasil você quer visitar?

Eu realmente pretendo passar mais tempo no Rio. Gabriel Medina me contou sobre os principais pontos de surfe por aqui. Felipe (Massa) sempre me falou para ir para Florianópolis e ver o litoral. Tem um lugar que é realmente incrível, com areia branca e água em volta. Eu não consigo lembrar o nome, mas é um local com grandes dunas e rios. Eu realmente quero visitar. (Nota da redação: Lençóis Maranhenses)

Como é ser o piloto que todo mundo quer superar?

Não quero parecer muito autoconfiante, mas isso acontece desde quando eu era garoto. Eu ganhei meu primeiro campeonato aos 10 anos. Com 11 anos, todo mundo me via como o menino a ser batido, porque eu havia sido o primeiro. Eu espero que todo mundo tente me vencer porque se eu trabalhar duro, devo ser aquele que todos vão querer derrotar.

Se você não fosse piloto, qual seria a sua profissão?

As pessoas sempre me perguntam o que seria se eu fosse não piloto. Eu não sei, para ser sincero. Eu trabalhei para meu pai na área de computação e eu odiava. Era chato. Eu era bom em outros esportes, gostaria de fazer parte de uma banda, mas não consigo imaginar um trabalho. O que é bom sobre correr, é que me deu chance de evoluir, desenvolver, pelos sacrifícios que você precisa fazer.

Você viaja muito e tem dezenas de compromissos. Como consegue descansar?

É difícil. Realmente eu viajo muito, tenho várias entrevistas e estou sempre tentando olhar para o futuro e pensar em como me planejar melhor para o próximo ano. Eu não tive muito tempo com minha família. Quero passar mais tempo com minha irmã e as crianças. Todos os dias eu sinto falta de vê-los crescer. Nas horas em que relaxo, eu tive o último fim de semana de folga e eu apenas dormi, por dois dias.



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'Eu preciso causar mais impacto na consciência das pessoas', diz Lewis Hamilton


14/11/2019 | 08:00


Para o piloto Lewis Hamilton, não basta ter sido hexacampeão mundial de Fórmula 1 recentemente, dominar a categoria há anos e ser o favorito para vencer o GP do Brasil, neste domingo. O inglês de 34 anos quer mais. Em entrevista ao Estado, ele comentou o quanto quer também ter um impacto para os fãs como voz da consciência ambiental.

Já em São Paulo para a corrida de Interlagos, Hamilton participou de evento promovido por um dos seus patrocinadores, a Petronas, e mostrou estar preocupado com problemas como aquecimento global e queimadas. O piloto da Mercedes diz fazer questão de sempre mostrar nas suas redes sociais temas ligados ao meio ambiente por considerar o assunto como um dos principais legados que pretende deixar aos fãs após se aposentar.

Depois de já ter garantido o título, como você mantém a motivação para essas corridas finais?

É estranho porque nada realmente mudou, apesar de que tudo mudou. É incrível já ter vencido o campeonato mundial, mas encaro a corrida de jeito parecido. Mas eu diria que agora eu tenho duas "corridas bônus" (Brasil e Abu Dabi). Como eu posso ser melhor? Onde estão as fraquezas? Tem algo nessas duas corridas em que posso mudar um pouco da minha preparação para ter resultados melhores no fim de semana e para usar no próximo ano? Eu ainda quero vencer. É esse o meu objetivo.

Qual foi a maior dificuldade da temporada?

É sempre parecido a cada ano, mas eu diria que a temporada cada vez fica mais longa e a competição fica mais difícil a cada ano. Você enfrenta diferentes tarefas e desafios com a equipe. Neste ano nós perdemos o Niki (Lauda), que foi um grande golpe emocional para nós. Perdemos um pilar na nossa organização. E também questões pessoais que não vou falar sobre, são coisas que enfrento continuamente. Mas eu supero esses cenários para nas corridas entregar resultados, sem parar. Eu acho que administrei isso muito bem.

Quais são suas primeiras lembranças de Interlagos?

Minhas primeiras memórias são de assistir Senna por aqui e de jogar no computador. Sempre começava a correr a temporada aqui. Eu jogava sempre com o Ayrton Senna. Era possível você escolher toda a distância da corrida e eu nunca terminava a prova, porque sempre batia.

Nas redes sociais você sempre mostra sua vida particular e até preocupação com seu peso. Você não se sente muito exposto?

Eu nunca pensei que teria tantos seguidores quanto tenho. Fico feliz. A força da rede social é grande. Em uma corrida, você está com o capacete e precisa ser sempre de um mesmo jeito. Mas na rede social eu posso ser eu mesmo e aprender um jeito de fazer isso. Tenho de encontrar o equilíbrio ideal porque, se você se mostra demais, fica vulnerável. A mídia e as pessoas podem tirar vantagem disso. Tenho de encontrar um equilíbrio e acho que atualmente eu tenho acertado porque há impacto suficiente.

Quando é o seu maior medo na pista?

Não tenho um medo. Se há algo que realmente eu temo na vida é não viver em todo o meu potencial. Eu sei que não temos limite para nosso potencial. No momento eu quero ser o melhor possível.

Também nas suas postagens você costuma abordar preocupações ambientais. Você se considera uma peça importante para esse tema?

Qualquer um que tenha perfil é um importante veículo. Porque hoje vários meios de comunicação nem sempre estão contando histórias que deveriam ser contadas. Eu me lembro de ter ouvido sobre os incêndios florestais (na Amazônia) e houve muitas opiniões sobre o assunto que não estavam no noticiário, mas espalhadas nas redes sociais. E eu não entendia o motivo. Eu vejo muitos documentários sobre o impacto no nosso planeta, as geleiras que estão derretendo, encolhendo, o aquecimento global e nossos recursos naturais. Não sei mais quanto tempo vai levar até que tudo fique realmente ruim. Mas eu só uma pessoa só, uma pequena pedra. Eu preciso ter o máximo de impacto possível.

Qual legado você pretende deixar para os seus fãs?

Eu não sei disso ainda. É uma pergunta difícil para responder. A Fórmula 1 me deu um propósito de vida e me deu a possibilidade de fazer algo espetacular, mas eu acho que é um trampolim para se fazer outras coisas importantes. Eu quero ter um impacto positivo globalmente na sociedade. Há várias áreas para se trabalhar, como sustentabilidade e marcas de moda.

Você tem algum plano de visitar o Brasil?

Neymar me convida o tempo inteiro. Eu iria vir no último ano-novo com Neymar e Gabriel (Medina), mas não deu certo. Eu quero realmente voltar (para lazer). Minha agenda fica lotada e fica difícil fazer as viagens que eu quero.

Qual local do Brasil você quer visitar?

Eu realmente pretendo passar mais tempo no Rio. Gabriel Medina me contou sobre os principais pontos de surfe por aqui. Felipe (Massa) sempre me falou para ir para Florianópolis e ver o litoral. Tem um lugar que é realmente incrível, com areia branca e água em volta. Eu não consigo lembrar o nome, mas é um local com grandes dunas e rios. Eu realmente quero visitar. (Nota da redação: Lençóis Maranhenses)

Como é ser o piloto que todo mundo quer superar?

Não quero parecer muito autoconfiante, mas isso acontece desde quando eu era garoto. Eu ganhei meu primeiro campeonato aos 10 anos. Com 11 anos, todo mundo me via como o menino a ser batido, porque eu havia sido o primeiro. Eu espero que todo mundo tente me vencer porque se eu trabalhar duro, devo ser aquele que todos vão querer derrotar.

Se você não fosse piloto, qual seria a sua profissão?

As pessoas sempre me perguntam o que seria se eu fosse não piloto. Eu não sei, para ser sincero. Eu trabalhei para meu pai na área de computação e eu odiava. Era chato. Eu era bom em outros esportes, gostaria de fazer parte de uma banda, mas não consigo imaginar um trabalho. O que é bom sobre correr, é que me deu chance de evoluir, desenvolver, pelos sacrifícios que você precisa fazer.

Você viaja muito e tem dezenas de compromissos. Como consegue descansar?

É difícil. Realmente eu viajo muito, tenho várias entrevistas e estou sempre tentando olhar para o futuro e pensar em como me planejar melhor para o próximo ano. Eu não tive muito tempo com minha família. Quero passar mais tempo com minha irmã e as crianças. Todos os dias eu sinto falta de vê-los crescer. Nas horas em que relaxo, eu tive o último fim de semana de folga e eu apenas dormi, por dois dias.

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