Fechar
Publicidade

Sábado, 14 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Esportes

esportes@dgabc.com.br | 4435-8384

MPF aponta falhas de manutenção e falta de funcionários no Parque Olímpico



12/11/2019 | 19:23


Três anos depois dos Jogos do Rio-2016, o Parque Olímpico da Barra enfrenta problemas de conservação e falta de pessoal para fazer a manutenção do espaço. Inspeção realizado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Centro Olímpico de Tênis, no Velódromo e nas Arenas Cariocas 1 e 2 apontou "precariedade na gestão patrimonial" e outras falhas.

O Estado teve acesso ao relatório feito pelo MPF. Fotos mostram um almoxarifado improvisado no Centro de Tênis, com centenas de equipamentos amontoados como cabos, baterias e estruturas provisórias.

Desde o fim da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo), em 30 de junho, o Parque está sob a gestão da Secretaria Especial do Esporte, vinculada ao Ministério da Cidadania. Houve cortes de verba e funcionários. A Aglo era uma autarquia ligada ao antigo Ministério do Esporte criada em 2017 para administrar as Arenas Carioca 1 e 2, o Velódromo e o Centro Olímpico de Tênis e negociar parcerias com a iniciativa privada para encontrar uma destinação aos espaços. Agora cabe ao Ministério da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Economia, definir como ficará a gestão do Parque Olímpico nos próximos meses.

Durante inspeção no mês passado, o MPF constatou que nove agentes públicos estavam atuando no local. O Parque ocupa uma área de 1,18 milhão de metros quadrados. Quando foi criada, em 2017, a Aglo tinha 95 funcionários e, após redução no quadro, nos últimos meses 70 pessoas estavam trabalhavam na autarquia federal.

No relatório feito após a visita ao Parque, o MPF ataca o número de agentes destacados para cuidar do local. "O Ministério da Cidadania mantém equipe mínima para operação das arenas, mas insuficiente para controle e gestão dos quatro equipamentos sob a responsabilidade do ministério". Em nota enviada ao Estado, a Secretaria Especial do Esporte informou que "está finalizando o processo para ajustar a quantidade de servidores que ficarão responsáveis pelo Parque Olímpico".

A acessibilidade dos espaços é outro ponto questionado pelo MPF. Há problemas com relação aos contratos dos elevadores, que não estão funcionando e não há data para voltar a funcionar. "O processo licitatório para contratação da empresa especializada está em processo de conclusão", informou a Secretaria Especial do Esporte.

O MPF também critica a falta de um inventário sobre o material guardado no Parque Olímpico. No prédio anexo à quadra externa do Centro de Tênis, por exemplo, estão armazenados materiais retirados de outros locais que, na avaliação dos procuradores do MPF, poderiam ser reutilizados dentro do próprio Parque. O prédio, inclusive, apresenta várias rachaduras e manchas de infiltração. Em relação ao inventário, a Secretaria Especial do Esporte alega que o documento passa por ajustes finais para divulgação.

Em inquérito civil público, o Grupo de Trabalho Olimpíada Rio-2016, do MPF, expediu ofícios à Secretaria Nacional de Esportes cobrando esclarecimentos do órgão.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

MPF aponta falhas de manutenção e falta de funcionários no Parque Olímpico


12/11/2019 | 19:23


Três anos depois dos Jogos do Rio-2016, o Parque Olímpico da Barra enfrenta problemas de conservação e falta de pessoal para fazer a manutenção do espaço. Inspeção realizado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Centro Olímpico de Tênis, no Velódromo e nas Arenas Cariocas 1 e 2 apontou "precariedade na gestão patrimonial" e outras falhas.

O Estado teve acesso ao relatório feito pelo MPF. Fotos mostram um almoxarifado improvisado no Centro de Tênis, com centenas de equipamentos amontoados como cabos, baterias e estruturas provisórias.

Desde o fim da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo), em 30 de junho, o Parque está sob a gestão da Secretaria Especial do Esporte, vinculada ao Ministério da Cidadania. Houve cortes de verba e funcionários. A Aglo era uma autarquia ligada ao antigo Ministério do Esporte criada em 2017 para administrar as Arenas Carioca 1 e 2, o Velódromo e o Centro Olímpico de Tênis e negociar parcerias com a iniciativa privada para encontrar uma destinação aos espaços. Agora cabe ao Ministério da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Economia, definir como ficará a gestão do Parque Olímpico nos próximos meses.

Durante inspeção no mês passado, o MPF constatou que nove agentes públicos estavam atuando no local. O Parque ocupa uma área de 1,18 milhão de metros quadrados. Quando foi criada, em 2017, a Aglo tinha 95 funcionários e, após redução no quadro, nos últimos meses 70 pessoas estavam trabalhavam na autarquia federal.

No relatório feito após a visita ao Parque, o MPF ataca o número de agentes destacados para cuidar do local. "O Ministério da Cidadania mantém equipe mínima para operação das arenas, mas insuficiente para controle e gestão dos quatro equipamentos sob a responsabilidade do ministério". Em nota enviada ao Estado, a Secretaria Especial do Esporte informou que "está finalizando o processo para ajustar a quantidade de servidores que ficarão responsáveis pelo Parque Olímpico".

A acessibilidade dos espaços é outro ponto questionado pelo MPF. Há problemas com relação aos contratos dos elevadores, que não estão funcionando e não há data para voltar a funcionar. "O processo licitatório para contratação da empresa especializada está em processo de conclusão", informou a Secretaria Especial do Esporte.

O MPF também critica a falta de um inventário sobre o material guardado no Parque Olímpico. No prédio anexo à quadra externa do Centro de Tênis, por exemplo, estão armazenados materiais retirados de outros locais que, na avaliação dos procuradores do MPF, poderiam ser reutilizados dentro do próprio Parque. O prédio, inclusive, apresenta várias rachaduras e manchas de infiltração. Em relação ao inventário, a Secretaria Especial do Esporte alega que o documento passa por ajustes finais para divulgação.

Em inquérito civil público, o Grupo de Trabalho Olimpíada Rio-2016, do MPF, expediu ofícios à Secretaria Nacional de Esportes cobrando esclarecimentos do órgão.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;