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Atleticano se desculpa por injúria e nega ser racista: 'Meu cabeleireiro é negro'



12/11/2019 | 18:59


Os irmãos suspeitos de terem cometido injúria racial contra um segurança ao fim do clássico entre Cruzeiro e Atlético Mineiro, domingo, no Mineirão, prestaram depoimento nesta terça-feira, no Departamento de Operações Especiais (Deoesp) de Polícia Civil, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, tentaram se justificar e realizaram um pedido de desculpas.

Em declarações à imprensa, Adrierre Siqueira da Silva, afirmou que gostaria de se encontrar com o segurança Fabio Coutinho. Ele assegurou não ser racista, embora tenha reconhecido que cometeu a injúria, em um momento de "ânimos exaltados", declarando ter amigos negros, além de o seu cabeleireiro também ser negro.

"Se tiver oportunidade, pessoalmente, quero pedir perdão a ele pelo ato impensado naquele momento. Pedir perdão a ele, à torcida atleticana, aos amantes do futebol, às pessoas que se sentiram ofendidas pelo meu ato. Tenho parentes negros, meu cabeleireiro há dez anos é negro", afirmou, após prestar depoimento.

Em diversos vídeos, difundidos inicialmente através das redes sociais, o torcedor do Atlético-MG é visto cuspindo no segurança, em meio a uma confusão nas arquibancadas do Mineirão, e ainda afirmando, com tom de desprezo, "olha a sua cor".

"Quero pedir perdão ao Fábio Coutinho pela minha atitude, impensada naquele momento. Eu não sou racista. Estou completamente arrependido do que falei, um momento de ânimo exaltado no jogo. Quero pedir desculpas a ele, pelo cuspe, pelo que proferi. Aquilo não é da minha índole. Sou um pai de família, crio minhas filhas para respeitar todos os seres humanos", acrescentou.

Além de Adriere, o seu irmão Natan Siqueira Silva também prestou depoimento. Acusado de ter insultado o segurança o chamando de "macaco", se defendeu afirmando que o profissional era um "palhaço".

Na sequência dos incidentes, o Atlético-MG anunciou a exclusão dos torcedores do seu programa de sócio-torcedor. "O Atlético informa que os dois torcedores identificados pela Polícia Civil, acusados de praticar injúria racial no clássico do último domingo, pertenciam ao programa Galo Na Veia, embora inadimplentes. De qualquer forma, ambos foram desligados do programa de sócio-torcedor", afirmou, em nota oficial.

O clássico do último fim de semana foi marcado por brigas e confusões com as torcidas antes, durante e depois do jogo, que terminou em 0 a 0. O conflito que mais chamou a atenção aconteceu dentro do próprio Mineirão, quando torcedores do Atlético-MG invadiram o setor de camarotes destinados aos cruzeirenses - aparentemente uma garrafa teria sido atirada do lado da torcida mandante. A Polícia Militar teve de conter a confusão com bombas e gás de pimenta. Houve diversos feridos e duas pessoas foram detidas. No total, 65 pessoas foram presas dentro e fora do Mineirão com diferentes incidentes.



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Atleticano se desculpa por injúria e nega ser racista: 'Meu cabeleireiro é negro'


12/11/2019 | 18:59


Os irmãos suspeitos de terem cometido injúria racial contra um segurança ao fim do clássico entre Cruzeiro e Atlético Mineiro, domingo, no Mineirão, prestaram depoimento nesta terça-feira, no Departamento de Operações Especiais (Deoesp) de Polícia Civil, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, tentaram se justificar e realizaram um pedido de desculpas.

Em declarações à imprensa, Adrierre Siqueira da Silva, afirmou que gostaria de se encontrar com o segurança Fabio Coutinho. Ele assegurou não ser racista, embora tenha reconhecido que cometeu a injúria, em um momento de "ânimos exaltados", declarando ter amigos negros, além de o seu cabeleireiro também ser negro.

"Se tiver oportunidade, pessoalmente, quero pedir perdão a ele pelo ato impensado naquele momento. Pedir perdão a ele, à torcida atleticana, aos amantes do futebol, às pessoas que se sentiram ofendidas pelo meu ato. Tenho parentes negros, meu cabeleireiro há dez anos é negro", afirmou, após prestar depoimento.

Em diversos vídeos, difundidos inicialmente através das redes sociais, o torcedor do Atlético-MG é visto cuspindo no segurança, em meio a uma confusão nas arquibancadas do Mineirão, e ainda afirmando, com tom de desprezo, "olha a sua cor".

"Quero pedir perdão ao Fábio Coutinho pela minha atitude, impensada naquele momento. Eu não sou racista. Estou completamente arrependido do que falei, um momento de ânimo exaltado no jogo. Quero pedir desculpas a ele, pelo cuspe, pelo que proferi. Aquilo não é da minha índole. Sou um pai de família, crio minhas filhas para respeitar todos os seres humanos", acrescentou.

Além de Adriere, o seu irmão Natan Siqueira Silva também prestou depoimento. Acusado de ter insultado o segurança o chamando de "macaco", se defendeu afirmando que o profissional era um "palhaço".

Na sequência dos incidentes, o Atlético-MG anunciou a exclusão dos torcedores do seu programa de sócio-torcedor. "O Atlético informa que os dois torcedores identificados pela Polícia Civil, acusados de praticar injúria racial no clássico do último domingo, pertenciam ao programa Galo Na Veia, embora inadimplentes. De qualquer forma, ambos foram desligados do programa de sócio-torcedor", afirmou, em nota oficial.

O clássico do último fim de semana foi marcado por brigas e confusões com as torcidas antes, durante e depois do jogo, que terminou em 0 a 0. O conflito que mais chamou a atenção aconteceu dentro do próprio Mineirão, quando torcedores do Atlético-MG invadiram o setor de camarotes destinados aos cruzeirenses - aparentemente uma garrafa teria sido atirada do lado da torcida mandante. A Polícia Militar teve de conter a confusão com bombas e gás de pimenta. Houve diversos feridos e duas pessoas foram detidas. No total, 65 pessoas foram presas dentro e fora do Mineirão com diferentes incidentes.

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