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Rollo volta ao Santos, muda Conselho de Gestão e ataca Peres



11/11/2019 | 18:13


O vice-presidente Orlando Rollo reassumiu seu cargo nesta segunda-feira no Santos e já entrou em conflito com José Carlos Peres, atual presidente e hoje seu adversário político. O dirigente realizou mudanças na relação de membros do Comitê de Gestão, mas há dúvidas sobre a validade do ato.

Rollo estava licenciado do seu cargo desde janeiro, mas retomou suas funções depois de protocolar documento no Conselho Deliberativo do Santos. E o retorno se deu após os membros do conselho considerarem ilegal, em reunião realizada na semana passada, a portaria de Peres que destituía o vice das suas funções e o levou a se afastar do seu cargo.

O retorno de Rollo se dá no momento em que Peres está afastado da presidência do Santos, pois, na última sexta-feira, foi suspenso por 15 dias pelo Superior Tribunal de Desportiva (STJD) por ter insinuado que a arbitragem estaria favorecendo o Flamengo no Campeonato Brasileiro e também por críticas ao uso do VAR.

Assim, Rollo entende ser o presidente em exercício do Santos, embora a assessoria jurídica de Peres defenda que os atos do vice são ilegais, sob a alegação de que ele só está impedido de agir em atos esportivos, como a assinatura de documentos da CBF e da Federação Paulista de Futebol.

Rollo, então, determinou as saídas de Anilton Perão, José Bruno Carbone, Paulo Schiff e Pedro Dória do Comitê de Gestão, os substituindo por Luiz Fernando de Oliveira Almeida Cardoso, Mário Badures, Mariza Brigido Mendes e Orlando Lopes Parra. O presidente pode fazer destituições e indicações ao comitê, mas elas precisam ser aprovadas pelo Conselho Deliberativo do Santos.

Após tomar as decisões, Rollo concedeu entrevista garantindo que preferia seguir licenciado da gestão do Santos, mas que retornou por causa do afastamento, ainda que temporário, de Peres.

"Ele está suspenso de todas as atribuições. Eu gostaria de permanecer licenciado, mas o conselho determinou meu retorno. Por mim, estava ainda afastado, porque não tenho condições de trabalhar ao lado do Peres. Ele realiza uma gestão temerária, e não quero fazer parte dessa gestão", afirmou.

A chapa de Peres e Rollo foi eleita para um mandato até o término de 2020 no fim de 2017. No ano passado, no entanto, eles romperam durante o processo de impeachment do presidente, que acabou sendo mantido no cargo pelos sócios.

Nesta segunda-feira, Rollo aproveitou para criticar o antigo aliado. "O presidente afastado Peres é unanimidade. Ninguém se dá bem com ele, todo mundo se indispõe com ele. Todo mundo briga com o Peres e ele briga com todo mundo", disse.

Apesar da crise política, o Santos segue em boa fase dentro de campo, tanto que venceu os últimos quatro jogos e ocupa o terceiro lugar no Brasileirão, praticamente garantido na próxima edição da Copa Libertadores. E Rollo garantiu que não fará mudanças no futebol enquanto Peres estiver afastado. "O futebol está blindado. Entramos em contato com a direção de futebol e passamos para eles que esse problema é exclusivamente na parte administrativa", comentou.



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Rollo volta ao Santos, muda Conselho de Gestão e ataca Peres


11/11/2019 | 18:13


O vice-presidente Orlando Rollo reassumiu seu cargo nesta segunda-feira no Santos e já entrou em conflito com José Carlos Peres, atual presidente e hoje seu adversário político. O dirigente realizou mudanças na relação de membros do Comitê de Gestão, mas há dúvidas sobre a validade do ato.

Rollo estava licenciado do seu cargo desde janeiro, mas retomou suas funções depois de protocolar documento no Conselho Deliberativo do Santos. E o retorno se deu após os membros do conselho considerarem ilegal, em reunião realizada na semana passada, a portaria de Peres que destituía o vice das suas funções e o levou a se afastar do seu cargo.

O retorno de Rollo se dá no momento em que Peres está afastado da presidência do Santos, pois, na última sexta-feira, foi suspenso por 15 dias pelo Superior Tribunal de Desportiva (STJD) por ter insinuado que a arbitragem estaria favorecendo o Flamengo no Campeonato Brasileiro e também por críticas ao uso do VAR.

Assim, Rollo entende ser o presidente em exercício do Santos, embora a assessoria jurídica de Peres defenda que os atos do vice são ilegais, sob a alegação de que ele só está impedido de agir em atos esportivos, como a assinatura de documentos da CBF e da Federação Paulista de Futebol.

Rollo, então, determinou as saídas de Anilton Perão, José Bruno Carbone, Paulo Schiff e Pedro Dória do Comitê de Gestão, os substituindo por Luiz Fernando de Oliveira Almeida Cardoso, Mário Badures, Mariza Brigido Mendes e Orlando Lopes Parra. O presidente pode fazer destituições e indicações ao comitê, mas elas precisam ser aprovadas pelo Conselho Deliberativo do Santos.

Após tomar as decisões, Rollo concedeu entrevista garantindo que preferia seguir licenciado da gestão do Santos, mas que retornou por causa do afastamento, ainda que temporário, de Peres.

"Ele está suspenso de todas as atribuições. Eu gostaria de permanecer licenciado, mas o conselho determinou meu retorno. Por mim, estava ainda afastado, porque não tenho condições de trabalhar ao lado do Peres. Ele realiza uma gestão temerária, e não quero fazer parte dessa gestão", afirmou.

A chapa de Peres e Rollo foi eleita para um mandato até o término de 2020 no fim de 2017. No ano passado, no entanto, eles romperam durante o processo de impeachment do presidente, que acabou sendo mantido no cargo pelos sócios.

Nesta segunda-feira, Rollo aproveitou para criticar o antigo aliado. "O presidente afastado Peres é unanimidade. Ninguém se dá bem com ele, todo mundo se indispõe com ele. Todo mundo briga com o Peres e ele briga com todo mundo", disse.

Apesar da crise política, o Santos segue em boa fase dentro de campo, tanto que venceu os últimos quatro jogos e ocupa o terceiro lugar no Brasileirão, praticamente garantido na próxima edição da Copa Libertadores. E Rollo garantiu que não fará mudanças no futebol enquanto Peres estiver afastado. "O futebol está blindado. Entramos em contato com a direção de futebol e passamos para eles que esse problema é exclusivamente na parte administrativa", comentou.

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