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Receitas que preocupam


Do Diário do Grande ABC

11/11/2019 | 12:39


A população do Grande ABC tem sentido no dia a dia os reflexos da escassez de recursos nos cofres das prefeituras, no embalo da crise econômica e de rombos deixados por antecessores, em que pese boa parte dos governantes de plantão terem apertado os cintos desde que assumiram seus postos, em 1º de janeiro de 2017, e, como afirmam, terem conseguido fazer mais com menos. Mas, pelo andar da carruagem e tendo por base as projeções de receitas, 2020 deverá ser ano de maiores dores de cabeça porque pode haver menos dinheiro nos cofres. Para complicar, haverá eleições municipais, época em que a maioria dos políticos bota um olho na urnas, quando não os dois.

Quando se olha o bolo geral de receitas estimadas pelas prefeituras para 2020, conforme estampado em reportagem de hoje deste Diário, tem-se a impressão de que são nuitos caminhões carregados de dinheiro, mas a realidade não é bem essa. Afinal, custa caro, e muito, fazer funcionar a máquina pública com o pagamento de milhares de funcionários, manter e buscar melhorar os serviços oferecidos aos cerca de 2,7 milhões de moradores das sete cidades e investir em novos equipamentos de saúde e educação, entre ouros gastos.

Na ponta do lápis, é bem provável que a já sofrida população de Mauá, que tem vivido às voltas com a troca de prefeitos e todas as mazelas que essa situação traz, seja a mais penalizada. A estimativa de receita para o ano que vem é da ordem de R$ 1,1 bilhão, exatos 9,63% abaixo do que o projetado para este 2019. Não há dúvida de que a crise política instalada na cidade ao longo de todo este ano contribui decisivamente para a retração na economia local e impactará nas finanças.

Nada indica que algo novo possa surgir no horizonte de 2020 que seja capaz de mudar esse cenário, mas os prefeitos do Grande ABC têm esperança de que o governo do presidente Jair Bolsonaro de fato leve adiante proposta de novo pacto federativo, que ao fim e ao cabo faça uma descentralização maior das riquezas do País. Isso feito, os municípios terão mais fôlego para garantir aos moradores o que lhes é de direito: vida digna e serviços públicos de qualidade em todos os setores.



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Receitas que preocupam

Do Diário do Grande ABC

11/11/2019 | 12:39


A população do Grande ABC tem sentido no dia a dia os reflexos da escassez de recursos nos cofres das prefeituras, no embalo da crise econômica e de rombos deixados por antecessores, em que pese boa parte dos governantes de plantão terem apertado os cintos desde que assumiram seus postos, em 1º de janeiro de 2017, e, como afirmam, terem conseguido fazer mais com menos. Mas, pelo andar da carruagem e tendo por base as projeções de receitas, 2020 deverá ser ano de maiores dores de cabeça porque pode haver menos dinheiro nos cofres. Para complicar, haverá eleições municipais, época em que a maioria dos políticos bota um olho na urnas, quando não os dois.

Quando se olha o bolo geral de receitas estimadas pelas prefeituras para 2020, conforme estampado em reportagem de hoje deste Diário, tem-se a impressão de que são nuitos caminhões carregados de dinheiro, mas a realidade não é bem essa. Afinal, custa caro, e muito, fazer funcionar a máquina pública com o pagamento de milhares de funcionários, manter e buscar melhorar os serviços oferecidos aos cerca de 2,7 milhões de moradores das sete cidades e investir em novos equipamentos de saúde e educação, entre ouros gastos.

Na ponta do lápis, é bem provável que a já sofrida população de Mauá, que tem vivido às voltas com a troca de prefeitos e todas as mazelas que essa situação traz, seja a mais penalizada. A estimativa de receita para o ano que vem é da ordem de R$ 1,1 bilhão, exatos 9,63% abaixo do que o projetado para este 2019. Não há dúvida de que a crise política instalada na cidade ao longo de todo este ano contribui decisivamente para a retração na economia local e impactará nas finanças.

Nada indica que algo novo possa surgir no horizonte de 2020 que seja capaz de mudar esse cenário, mas os prefeitos do Grande ABC têm esperança de que o governo do presidente Jair Bolsonaro de fato leve adiante proposta de novo pacto federativo, que ao fim e ao cabo faça uma descentralização maior das riquezas do País. Isso feito, os municípios terão mais fôlego para garantir aos moradores o que lhes é de direito: vida digna e serviços públicos de qualidade em todos os setores.

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