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'Democracia sai fortalecida na Bolívia', diz ministro da Defesa brasileiro



10/11/2019 | 22:10


O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, disse ao Estadão/Broadcast Político que "a democracia saiu fortalecida" com a decisão de Evo Morales renunciar à presidência da Bolívia. O general exaltou ainda a importância do papel das Forças Armadas neste episódio, de "apoio à democracia" e na "defesa da lisura das eleições".

Segundo ele, os ministérios das Relações Exteriores e da Defesa estão "acompanhando atentamente" a evolução de todo esse processo no país vizinho. Na avaliação do ministro, a tendência é que com a renúncia "a situação se acalme". O ministro, que defendeu a necessidade de todas as eleições seres auditadas e fiscalizadas, observou ainda o papel da Organização dos Estados Americanos (OEA), que estava lá fiscalizando o processo, e que "com certeza" ajudou no desenrolar da situação.

Entre interlocutores diretos do presidente e integrantes da cúpula das Forças Armadas, a renúncia foi classificada como "um alívio". A renúncia, comentou um deles, ajuda a diminuir a pressão que estava sendo sentida na América Latina, com vários países em conflagração, e a possibilidade de respingar no Brasil, principalmente depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a prisão e, na visão dos militares, passou a incitar os militantes petistas a confrontos.

"Já vai tarde", disse um dos integrantes do Alto Comando das Forças Armadas, consultado pela reportagem. Para este oficial-general, o ideal é que este episódio sirva de "incentivo" a Nicolás Maduro, para que ele deixasse também o poder na Venezuela e libertasse dos venezuelanos da ditadura imposta pela esquerda naquele País.

Para outro oficial-general, esse episódio na Bolívia deixa claro que houve fraude no processo eleitoral e ajuda a enfraquecer o discurso da esquerda, principalmente no Brasil, que acusará o golpe, em um momento em que Lula estava buscando apoio internacional para o seu discurso de tentativa de volta ao poder.

Na reunião do presidente Jair Bolsonaro ontem, com ministros militares e comandantes de forças armadas, já havia uma preocupação grande com a subida da temperatura da Bolívia, que ontem teve agravadas manifestações e confrontos. A cúpula do governo mostrou-se, também preocupada com a possibilidade dessas manifestações transbordarem para o Brasil com a nova onda criada pela soltura de Lula.

Por enquanto, ainda não há sinais de que protestos violentos possam ocorrer no Brasil. Mas o governo acompanha atentamente a evolução dos fatos.

No caso da Bolívia, neste momento, a avaliação é a de muita cautela sobre os posicionamentos, porque ainda não se sabe exatamente o que acontecera lá. No entanto, não há como negar que a comemoração era grande pelo fato de ajudar a enfrentar o discurso da esquerda e o arco que os esquerdistas estavam tentando ampliar na América Latina, ao redor do Brasil.

A avaliação é de que o episódio serve também de contraponto à eleição de Alberto Fernando e Cristina Kirchner na Argentina.



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'Democracia sai fortalecida na Bolívia', diz ministro da Defesa brasileiro


10/11/2019 | 22:10


O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, disse ao Estadão/Broadcast Político que "a democracia saiu fortalecida" com a decisão de Evo Morales renunciar à presidência da Bolívia. O general exaltou ainda a importância do papel das Forças Armadas neste episódio, de "apoio à democracia" e na "defesa da lisura das eleições".

Segundo ele, os ministérios das Relações Exteriores e da Defesa estão "acompanhando atentamente" a evolução de todo esse processo no país vizinho. Na avaliação do ministro, a tendência é que com a renúncia "a situação se acalme". O ministro, que defendeu a necessidade de todas as eleições seres auditadas e fiscalizadas, observou ainda o papel da Organização dos Estados Americanos (OEA), que estava lá fiscalizando o processo, e que "com certeza" ajudou no desenrolar da situação.

Entre interlocutores diretos do presidente e integrantes da cúpula das Forças Armadas, a renúncia foi classificada como "um alívio". A renúncia, comentou um deles, ajuda a diminuir a pressão que estava sendo sentida na América Latina, com vários países em conflagração, e a possibilidade de respingar no Brasil, principalmente depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a prisão e, na visão dos militares, passou a incitar os militantes petistas a confrontos.

"Já vai tarde", disse um dos integrantes do Alto Comando das Forças Armadas, consultado pela reportagem. Para este oficial-general, o ideal é que este episódio sirva de "incentivo" a Nicolás Maduro, para que ele deixasse também o poder na Venezuela e libertasse dos venezuelanos da ditadura imposta pela esquerda naquele País.

Para outro oficial-general, esse episódio na Bolívia deixa claro que houve fraude no processo eleitoral e ajuda a enfraquecer o discurso da esquerda, principalmente no Brasil, que acusará o golpe, em um momento em que Lula estava buscando apoio internacional para o seu discurso de tentativa de volta ao poder.

Na reunião do presidente Jair Bolsonaro ontem, com ministros militares e comandantes de forças armadas, já havia uma preocupação grande com a subida da temperatura da Bolívia, que ontem teve agravadas manifestações e confrontos. A cúpula do governo mostrou-se, também preocupada com a possibilidade dessas manifestações transbordarem para o Brasil com a nova onda criada pela soltura de Lula.

Por enquanto, ainda não há sinais de que protestos violentos possam ocorrer no Brasil. Mas o governo acompanha atentamente a evolução dos fatos.

No caso da Bolívia, neste momento, a avaliação é a de muita cautela sobre os posicionamentos, porque ainda não se sabe exatamente o que acontecera lá. No entanto, não há como negar que a comemoração era grande pelo fato de ajudar a enfrentar o discurso da esquerda e o arco que os esquerdistas estavam tentando ampliar na América Latina, ao redor do Brasil.

A avaliação é de que o episódio serve também de contraponto à eleição de Alberto Fernando e Cristina Kirchner na Argentina.

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