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Ao anunciar renúncia, Evo Morales diz que "se confirma o golpe de Estado"



10/11/2019 | 19:31


Ao anunciar sua renúncia à presidência da Bolívia, o agora ex-presidente Evo Morales disse que se confirmou "o golpe de Estado que temos denunciado desde 21 de outubro". Morales afirmou, também, que era sua "obrigação" como primeiro presidente indígena do país buscar a pacificação, após semanas de protestos gerados por suspeitas de fraudes nas eleições de 20 de outubro.

"Estou enviando minha carta de renúncia à Assembleia Legislativa da Bolívia", disse Morales em discurso na televisão, acrescentando que deixava o cargo para que "irmãos e irmãs, dirigentes e autoridades não sejam castigados, perseguidos e ameaçados".

"Quero dizer a vocês, irmãs e irmãos, que a luta não termina aqui. Os humildes, os pobres, os setores sociais, vamos continuar com essa luta pela igualdade, pela paz", continuou.

Não está claro quem substituirá Morales, mas alguns analistas dizem que uma das vias constitucionais seria que a presidente do Senado, Adriana Salvatierra, assumisse o cargo.

Antes de Morales terminar sua declaração, em La Paz e em outras cidades se escutavam buzinaços e pessoas saíam às ruas para festejar com bandeiras do país.

Horas antes do anúncio de Morales, o comandante das Forças Armadas da Bolívia, Williams Kaliman, havia pedido que o agora ex-presidente renunciasse ao cargo.

Pela manhã, Morales tinha anunciado a convocação de um novo pleito eleitoral, depois que a Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou em um relatório preliminar ter observado sérias irregularidades nos resultados da eleição de outubro.

Além disso, a Procuradoria-Geral da Bolívia anunciou hoje o início de ações legais contra juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do país por supostos "atos eleitorais ilícitos" e dois ministros de Morales renunciaram dizendo que suas decisões buscam ajudar na pacificação do país.

Evo Morales foi o primeiro presidente indígena da Bolívia e esteve no poder por 13 anos e nove meses, o mandato mais longo da história do país sul-americano.



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Ao anunciar renúncia, Evo Morales diz que "se confirma o golpe de Estado"


10/11/2019 | 19:31


Ao anunciar sua renúncia à presidência da Bolívia, o agora ex-presidente Evo Morales disse que se confirmou "o golpe de Estado que temos denunciado desde 21 de outubro". Morales afirmou, também, que era sua "obrigação" como primeiro presidente indígena do país buscar a pacificação, após semanas de protestos gerados por suspeitas de fraudes nas eleições de 20 de outubro.

"Estou enviando minha carta de renúncia à Assembleia Legislativa da Bolívia", disse Morales em discurso na televisão, acrescentando que deixava o cargo para que "irmãos e irmãs, dirigentes e autoridades não sejam castigados, perseguidos e ameaçados".

"Quero dizer a vocês, irmãs e irmãos, que a luta não termina aqui. Os humildes, os pobres, os setores sociais, vamos continuar com essa luta pela igualdade, pela paz", continuou.

Não está claro quem substituirá Morales, mas alguns analistas dizem que uma das vias constitucionais seria que a presidente do Senado, Adriana Salvatierra, assumisse o cargo.

Antes de Morales terminar sua declaração, em La Paz e em outras cidades se escutavam buzinaços e pessoas saíam às ruas para festejar com bandeiras do país.

Horas antes do anúncio de Morales, o comandante das Forças Armadas da Bolívia, Williams Kaliman, havia pedido que o agora ex-presidente renunciasse ao cargo.

Pela manhã, Morales tinha anunciado a convocação de um novo pleito eleitoral, depois que a Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou em um relatório preliminar ter observado sérias irregularidades nos resultados da eleição de outubro.

Além disso, a Procuradoria-Geral da Bolívia anunciou hoje o início de ações legais contra juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do país por supostos "atos eleitorais ilícitos" e dois ministros de Morales renunciaram dizendo que suas decisões buscam ajudar na pacificação do país.

Evo Morales foi o primeiro presidente indígena da Bolívia e esteve no poder por 13 anos e nove meses, o mandato mais longo da história do país sul-americano.

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