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Andreense Billy Albuquerque registra
shows locais e de São Paulo desde 1977

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Publicitário por formação tem na fotografia sua paixão, hobby e meio de sobrevivência


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

11/11/2019 | 07:00


Quando o andreense Billy Albuquerque tinha 15 anos, seu pai ganhou uma câmera fotográfica Kodak em uma rifa da empresa em que trabalhava, levou-a para casa, jogou em cima da mesa e disse: ‘E agora o que faço com isso?’ Seu filho soube bem que utilidade dar ao aparelho. Começou a clicar e nunca mais parou. Tempos depois, fã de música, resolveu registrar os shows que ia assistir. Os primeiros que fez, em 1977, foram das banda Mortalha, em São Bernardo, e da Made In Brazil, em São Caetano. 

“Não saia de casa sem a câmera. Queria trazer uma lembrança. Fotografava tudo”, diz. Fato é que Albuquerque nunca mais parou. Registra, desde então, tudo o que pode. A brincadeira, que começou sem pretensão, faz dele agora, aos 57 anos, dono de riquíssimo acervo musical da região.

Publicitário por formação, tem na fotografia sua paixão, seu hobby e meio de sobrevivência. “Certa vez fiquei desempregado e comecei a fotografar festas de casamento e aniversários até conseguir um emprego. Me dediquei e virou minha profissão. Mas há pessoas que dizem que continuo desempregado por ainda estar fotografando”, explica.

No acervo de Albuquerque há shows importantíssimos, como o Festival de Águas Claras, realizado na década de 1980 em Iacanga, Interior de São Paulo. Lá registrou Raul Seixas. E o clicou diversas outras vezes. No Clube Atlético Aramaçan, em Santo André, em 1982. Em 1983, Caieiras, Região Metropolitana de São Paulo. Registrou também o artista baiano no Colégio Equipe, em 1981, 1982 e 1984, apresentações organizadas por Serginho Groisman.

Ele só lamenta não ser mais dono dos negativos das fotos de Raul Seixas. Quando tinha 20 anos, um amigo lhe pediu os registros emprestados. Queria ter cópias das fotos. “Confiei. Ele imediatamente fez vários quadros e pôsteres. Vendeu para fã-clubes do Raul e lojas da Galeria do Rock (em São Paulo). Pedi os negativos de volta e ele disse que haviam sido roubados”, explica. “Ainda tenho algumas fotos. Mas pouca coisa sobrou”, acrescenta. Há pouco tempo ficou sabendo da morte do colega.

Além das edições de Águas Claras, Albuquerque diz que também guarda com carinho as fotografias dos shows do grupo de rock norte-americano Van Halen, realizado em 1983, no Ibirapuera, do britânico Queen, em 1981, no Estádio do Morumbi, e dos últimos de Walter Franco – morto este ano – realizados em 2018.

Nem só de eventos de grande porte é feito o acervo do andreense. Albuquerque também registra a cena musical local. Jazz, rock, heavy metal, blues. Onde tem música ele tenta estar. Dos que são realizados pelo Coletivo Rock ABC, ele não perde um. “A cena independente é a que mais depende de pessoas de boa vontade para fazer a ‘coisa’ acontecer”, explica. “Eu colaboro com meu trabalho de fotografia, ajudo na produção e divulgo também”, diz.

Dos nomes da região, ele já fotografou Necromancia, MX, Garotos Podres, Torture Squad. Ele decide o que registrar pelo seu gosto musical. Das bandas dos amigos ele sempre tenta fazer algo. Mas também há vezes em que sai sem equipamento, pois gosta de curtir sem obrigações. Os artistas que não conheço peço autorização. Quando sou contratado, melhor ainda. Mas quando isso não acontece, fotografo e guardo o material”, explica.

Albuquerque não tem um catálogo. Tudo está registrado em sua memória. Ele acredita ter fotografado cerca de 500 shows. Talvez mais. “Com todo esse material em mãos, ele pensa no próximo passo. “Organizar o acervo e começar a editar livro com histórias que vivi na cena rock e da música em geral, incluindo as fotos. Sempre me cobram isso e o tempo está passando. Preciso agilizar”, encerra.



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Andreense Billy Albuquerque registra
shows locais e de São Paulo desde 1977

Publicitário por formação tem na fotografia sua paixão, hobby e meio de sobrevivência

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

11/11/2019 | 07:00


Quando o andreense Billy Albuquerque tinha 15 anos, seu pai ganhou uma câmera fotográfica Kodak em uma rifa da empresa em que trabalhava, levou-a para casa, jogou em cima da mesa e disse: ‘E agora o que faço com isso?’ Seu filho soube bem que utilidade dar ao aparelho. Começou a clicar e nunca mais parou. Tempos depois, fã de música, resolveu registrar os shows que ia assistir. Os primeiros que fez, em 1977, foram das banda Mortalha, em São Bernardo, e da Made In Brazil, em São Caetano. 

“Não saia de casa sem a câmera. Queria trazer uma lembrança. Fotografava tudo”, diz. Fato é que Albuquerque nunca mais parou. Registra, desde então, tudo o que pode. A brincadeira, que começou sem pretensão, faz dele agora, aos 57 anos, dono de riquíssimo acervo musical da região.

Publicitário por formação, tem na fotografia sua paixão, seu hobby e meio de sobrevivência. “Certa vez fiquei desempregado e comecei a fotografar festas de casamento e aniversários até conseguir um emprego. Me dediquei e virou minha profissão. Mas há pessoas que dizem que continuo desempregado por ainda estar fotografando”, explica.

No acervo de Albuquerque há shows importantíssimos, como o Festival de Águas Claras, realizado na década de 1980 em Iacanga, Interior de São Paulo. Lá registrou Raul Seixas. E o clicou diversas outras vezes. No Clube Atlético Aramaçan, em Santo André, em 1982. Em 1983, Caieiras, Região Metropolitana de São Paulo. Registrou também o artista baiano no Colégio Equipe, em 1981, 1982 e 1984, apresentações organizadas por Serginho Groisman.

Ele só lamenta não ser mais dono dos negativos das fotos de Raul Seixas. Quando tinha 20 anos, um amigo lhe pediu os registros emprestados. Queria ter cópias das fotos. “Confiei. Ele imediatamente fez vários quadros e pôsteres. Vendeu para fã-clubes do Raul e lojas da Galeria do Rock (em São Paulo). Pedi os negativos de volta e ele disse que haviam sido roubados”, explica. “Ainda tenho algumas fotos. Mas pouca coisa sobrou”, acrescenta. Há pouco tempo ficou sabendo da morte do colega.

Além das edições de Águas Claras, Albuquerque diz que também guarda com carinho as fotografias dos shows do grupo de rock norte-americano Van Halen, realizado em 1983, no Ibirapuera, do britânico Queen, em 1981, no Estádio do Morumbi, e dos últimos de Walter Franco – morto este ano – realizados em 2018.

Nem só de eventos de grande porte é feito o acervo do andreense. Albuquerque também registra a cena musical local. Jazz, rock, heavy metal, blues. Onde tem música ele tenta estar. Dos que são realizados pelo Coletivo Rock ABC, ele não perde um. “A cena independente é a que mais depende de pessoas de boa vontade para fazer a ‘coisa’ acontecer”, explica. “Eu colaboro com meu trabalho de fotografia, ajudo na produção e divulgo também”, diz.

Dos nomes da região, ele já fotografou Necromancia, MX, Garotos Podres, Torture Squad. Ele decide o que registrar pelo seu gosto musical. Das bandas dos amigos ele sempre tenta fazer algo. Mas também há vezes em que sai sem equipamento, pois gosta de curtir sem obrigações. Os artistas que não conheço peço autorização. Quando sou contratado, melhor ainda. Mas quando isso não acontece, fotografo e guardo o material”, explica.

Albuquerque não tem um catálogo. Tudo está registrado em sua memória. Ele acredita ter fotografado cerca de 500 shows. Talvez mais. “Com todo esse material em mãos, ele pensa no próximo passo. “Organizar o acervo e começar a editar livro com histórias que vivi na cena rock e da música em geral, incluindo as fotos. Sempre me cobram isso e o tempo está passando. Preciso agilizar”, encerra.

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