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Juros sobem com piora da percepção de risco político após libertação de Lula



08/11/2019 | 18:50


Após encerrarem a sessão regular desta sexta-feira com viés de alta, mais nítido nos contratos de curto e médio prazos, os juros futuros aceleraram o avanço e renovaram máximas na etapa estendida. O movimento foi uma reação à informação de que a Justiça deu aval para a soltura do ex-presidente Lula, divulgada no intervalo entre as duas sessões e que imediatamente ampliou as perdas da Bolsa e do câmbio. O efeito da notícia na curva a termo, cabe ressaltar, não teve a intensidade vista nos demais ativos.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou a sessão regular em 4,55% e a estendida em 4,57%, de 4,539% na quinta no ajuste. A do DI para janeiro de 2023 subiu de 5,621% para 5,66% na regular e 5,68% na estendida. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 6,25% (regular) e 6,27% (estendida), de 6,21%, e a do DI para janeiro de 2027 fechou em 6,58% a regular e em 6,61% a estendida, de 6,541% no ajuste.

A semana foi de recomposição de prêmios na curva, com as taxas intermediárias e longas em alta de cerca de 30 pontos-base. Nos últimos dias, uma série de fatores contribuiu para a realização de lucros nas taxas, que vinham renovando mínimas históricas, o que deixou espaço para correção.

Na terça-feira, a ata do Copom reforçou a ideia de que o ciclo de afrouxamento monetário está perto do fim e, na sequência, na quarta, veio a frustração com a participação de estrangeiros no leilão da cessão onerosa. Quinta, o IPCA de outubro ficou acima da mediana das estimativas e, à noite, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu derrubar a prisão em segunda instância, abrindo caminho para a soltura de Lula, autorizada nesta sexta-feira. O presidente deixou a sede da Polícia Federal em Curitiba, onde estava preso desde 7 de abril de 2018, pouco depois das 17h30.

Por ser considerada "pedra cantada" desde que o STF iniciou o julgamento da questão da segunda instância, a libertação de Lula teve impacto moderado nos DIs, mais pelo risco de atraso na agenda de reformas e alguma cautela com aumento da polarização. Já há protestos marcados para este sábado. "Vejo o mercado mais preocupado com a suspeição de Moro, o que seria uma afronta à Lava Jato", opinou o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito.

Ao longo da sessão, o câmbio exerceu alguma pressão sobre as taxas, com ajuste moderado na ponta curta e miolo da curva, enquanto os longos ficaram bem comportados, fechando a sessão regular praticamente de lado. Rogério Braga, diretor de Gestão de Renda Fixa e Multimercados, explica que o potencial de abertura das taxas até o trecho intermediário é restrito, na medida em que o Copom já sinalizou que vai cortar a Selic até pelo menos 4,5%. "Os longos sofreram pouco com o dólar porque a dinâmica do câmbio não é em função da piora de percepção de risco ou de fundamentos, e sim pela decepção com fluxo de estrangeiro no leilão da cessão onerosa", afirmou.



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Juros sobem com piora da percepção de risco político após libertação de Lula


08/11/2019 | 18:50


Após encerrarem a sessão regular desta sexta-feira com viés de alta, mais nítido nos contratos de curto e médio prazos, os juros futuros aceleraram o avanço e renovaram máximas na etapa estendida. O movimento foi uma reação à informação de que a Justiça deu aval para a soltura do ex-presidente Lula, divulgada no intervalo entre as duas sessões e que imediatamente ampliou as perdas da Bolsa e do câmbio. O efeito da notícia na curva a termo, cabe ressaltar, não teve a intensidade vista nos demais ativos.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou a sessão regular em 4,55% e a estendida em 4,57%, de 4,539% na quinta no ajuste. A do DI para janeiro de 2023 subiu de 5,621% para 5,66% na regular e 5,68% na estendida. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 6,25% (regular) e 6,27% (estendida), de 6,21%, e a do DI para janeiro de 2027 fechou em 6,58% a regular e em 6,61% a estendida, de 6,541% no ajuste.

A semana foi de recomposição de prêmios na curva, com as taxas intermediárias e longas em alta de cerca de 30 pontos-base. Nos últimos dias, uma série de fatores contribuiu para a realização de lucros nas taxas, que vinham renovando mínimas históricas, o que deixou espaço para correção.

Na terça-feira, a ata do Copom reforçou a ideia de que o ciclo de afrouxamento monetário está perto do fim e, na sequência, na quarta, veio a frustração com a participação de estrangeiros no leilão da cessão onerosa. Quinta, o IPCA de outubro ficou acima da mediana das estimativas e, à noite, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu derrubar a prisão em segunda instância, abrindo caminho para a soltura de Lula, autorizada nesta sexta-feira. O presidente deixou a sede da Polícia Federal em Curitiba, onde estava preso desde 7 de abril de 2018, pouco depois das 17h30.

Por ser considerada "pedra cantada" desde que o STF iniciou o julgamento da questão da segunda instância, a libertação de Lula teve impacto moderado nos DIs, mais pelo risco de atraso na agenda de reformas e alguma cautela com aumento da polarização. Já há protestos marcados para este sábado. "Vejo o mercado mais preocupado com a suspeição de Moro, o que seria uma afronta à Lava Jato", opinou o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito.

Ao longo da sessão, o câmbio exerceu alguma pressão sobre as taxas, com ajuste moderado na ponta curta e miolo da curva, enquanto os longos ficaram bem comportados, fechando a sessão regular praticamente de lado. Rogério Braga, diretor de Gestão de Renda Fixa e Multimercados, explica que o potencial de abertura das taxas até o trecho intermediário é restrito, na medida em que o Copom já sinalizou que vai cortar a Selic até pelo menos 4,5%. "Os longos sofreram pouco com o dólar porque a dinâmica do câmbio não é em função da piora de percepção de risco ou de fundamentos, e sim pela decepção com fluxo de estrangeiro no leilão da cessão onerosa", afirmou.

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