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Com dois ouros, Brasil fecha dia em 2º lugar no quadro de medalhas do Mundial



08/11/2019 | 16:56


O Brasil fechou o segundo dia de competições no Mundial de Atletismo Paralímpico de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com duas medalhas de ouro, uma prata e um bronze. No dia anterior já havia faturado um primeiro e um terceiro lugares na competição. Com isso, está em segundo no quadro de medalhas, com seis no total, atrás da China, que tem 7 - uma prata a mais.

Thiago Paulino fechou a melhor temporada da sua vida com o bi mundial no arremesso de peso F57 (cadeira de rodas). O ano foi perfeito com direito a três recordes mundiais, o bi no Parapan conquistado em Lima e agora a medalha de ouro em Dubai com direito a conquista da vaga para os Jogos de Tóquio-2020. O brasileiro ficou em primeiro lugar com o arremesso de 14,68 metros, longe do seu recorde, que é 15,26. O motivo foram as dores no cotovelo, que ameaçaram a sua participação no torneio. Mas foi o suficiente para ficar à frente do sírio Mohamad Mohamad (14,29 metros) e do chinês Guoshan Wu (14,21 metros).

"Há dois anos abri o conforto da minha casa, passei a morar longe da minha esposa e dos filhos para treinar em São Paulo com o objetivo de ter essa evolução. Este ano as coisas aconteceram. Agora é descansar um pouco porque o foco total vai ser a preparação para Tóquio. Quero conquistar essa medalha que falta no meu currículo", disse.

Para Júlio César Agripino, o ouro teve sabor de volta por cima. Em agosto, no Parapan de Lima, ele tropeçou e caiu logo no início da prova dos 1.500 metros. Passou os meses seguintes concentrado, mudou a estratégia para evitar o contato com os concorrentes e deu certo. Nesta sexta-feira ele subiu no degrau mais alto da prova em Dubai na classe T11 (cegos). Ele terminou com o tempo de 4min07s02, à frente do queniano Samwel Kimani (4min08s47) e do polonês Alek Kossakowski (4min08s71).

"Quando lembro do Parapan ainda dá muita tristeza. Mas ali falei: 'sou grande, tenho sonhos e família para sustentar. Preciso me levantar'. Não quis sair de férias, treinei. Chorei, sofri, mas trabalhando e dizendo que era possível realizar o sonho de se tornar campeão mundial", disse ele, que ainda competirá os 5 mil metros na próxima quinta-feira.

No salto em distância, Mateus Evangelista conquistou a medalha de prata, repetindo o resultado do Mundial de Londres, em 2017. O brasileiro teve exatamente a mesma performance ao saltar 6,10 metros. Ele ainda correrá os 100 metros e os 200 metros em Dubai. O ouro foi para o chinês Peng Zhou, com 6,23 metros e o bronze ficou com o ucraniano Vladmir Zahrebelnyl (6,07 metros). "Permaneço entre os melhores do mundo. Faltam duas provas ainda aqui no Mundial. Agora espero na Olimpíada mudar a cor dessa medalha", destacou.

O dia do Mundial terminou com outro pódio para o Brasil. Estreante em Mundiais, Gabriela Mendonça terminou em terceiro lugar no salto em distância. Sua melhor marca foi 5,54 metros, ficando atrás da ucraniana Oksana Zubkovska (5,73 metros) e da argelina Lynda Hamri (5,58 metros). "Foi muito sofrido, é uma dor que tem convivido comigo. Foi muito difícil, nunca havia passado por isso. Estou muito feliz, esperava um pouco mais, meu primeiro mundial e agora vou brigar por mais uma nos 100 metros".



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Com dois ouros, Brasil fecha dia em 2º lugar no quadro de medalhas do Mundial


08/11/2019 | 16:56


O Brasil fechou o segundo dia de competições no Mundial de Atletismo Paralímpico de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com duas medalhas de ouro, uma prata e um bronze. No dia anterior já havia faturado um primeiro e um terceiro lugares na competição. Com isso, está em segundo no quadro de medalhas, com seis no total, atrás da China, que tem 7 - uma prata a mais.

Thiago Paulino fechou a melhor temporada da sua vida com o bi mundial no arremesso de peso F57 (cadeira de rodas). O ano foi perfeito com direito a três recordes mundiais, o bi no Parapan conquistado em Lima e agora a medalha de ouro em Dubai com direito a conquista da vaga para os Jogos de Tóquio-2020. O brasileiro ficou em primeiro lugar com o arremesso de 14,68 metros, longe do seu recorde, que é 15,26. O motivo foram as dores no cotovelo, que ameaçaram a sua participação no torneio. Mas foi o suficiente para ficar à frente do sírio Mohamad Mohamad (14,29 metros) e do chinês Guoshan Wu (14,21 metros).

"Há dois anos abri o conforto da minha casa, passei a morar longe da minha esposa e dos filhos para treinar em São Paulo com o objetivo de ter essa evolução. Este ano as coisas aconteceram. Agora é descansar um pouco porque o foco total vai ser a preparação para Tóquio. Quero conquistar essa medalha que falta no meu currículo", disse.

Para Júlio César Agripino, o ouro teve sabor de volta por cima. Em agosto, no Parapan de Lima, ele tropeçou e caiu logo no início da prova dos 1.500 metros. Passou os meses seguintes concentrado, mudou a estratégia para evitar o contato com os concorrentes e deu certo. Nesta sexta-feira ele subiu no degrau mais alto da prova em Dubai na classe T11 (cegos). Ele terminou com o tempo de 4min07s02, à frente do queniano Samwel Kimani (4min08s47) e do polonês Alek Kossakowski (4min08s71).

"Quando lembro do Parapan ainda dá muita tristeza. Mas ali falei: 'sou grande, tenho sonhos e família para sustentar. Preciso me levantar'. Não quis sair de férias, treinei. Chorei, sofri, mas trabalhando e dizendo que era possível realizar o sonho de se tornar campeão mundial", disse ele, que ainda competirá os 5 mil metros na próxima quinta-feira.

No salto em distância, Mateus Evangelista conquistou a medalha de prata, repetindo o resultado do Mundial de Londres, em 2017. O brasileiro teve exatamente a mesma performance ao saltar 6,10 metros. Ele ainda correrá os 100 metros e os 200 metros em Dubai. O ouro foi para o chinês Peng Zhou, com 6,23 metros e o bronze ficou com o ucraniano Vladmir Zahrebelnyl (6,07 metros). "Permaneço entre os melhores do mundo. Faltam duas provas ainda aqui no Mundial. Agora espero na Olimpíada mudar a cor dessa medalha", destacou.

O dia do Mundial terminou com outro pódio para o Brasil. Estreante em Mundiais, Gabriela Mendonça terminou em terceiro lugar no salto em distância. Sua melhor marca foi 5,54 metros, ficando atrás da ucraniana Oksana Zubkovska (5,73 metros) e da argelina Lynda Hamri (5,58 metros). "Foi muito sofrido, é uma dor que tem convivido comigo. Foi muito difícil, nunca havia passado por isso. Estou muito feliz, esperava um pouco mais, meu primeiro mundial e agora vou brigar por mais uma nos 100 metros".

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